A importância das cidades amigas da pessoa idosa na promoção da inclusão social: uma revisão de literatura

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Introdução: O envelhecimento populacional é um fenômeno marcante da atualidade, que impõe desafios sociais, econômicos e, sobretudo, de saúde pública. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um país é considerado envelhecido quando 14% de sua população tem 65 anos ou mais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projeta que, até 2060, o Brasil contará com 73 milhões de idosos. Essa transição demográfica exige políticas públicas eficazes, voltadas à promoção da qualidade de vida, autonomia e inclusão social da pessoa idosa. A OMS propõe o fortalecimento dos Cuidados de Longa Duração (CLD), com o objetivo de mitigar os déficits funcionais, por meio de ações que envolvam cuidadores formais e informais em contextos domiciliares, comunitários e institucionais. Nesse contexto, destaca-se o conceito de Cidade Amiga da Pessoa Idosa, que propõe ambientes urbanos acessíveis, seguros e inclusivos, promovendo o envelhecimento ativo e beneficiando todas as faixas etárias. Objetivo: Investigar o impacto das cidades amigas do idoso na inclusão social, com ênfase na valorização da funcionalidade e na importância das políticas públicas. Metodologia: Revisão narrativa da literatura, com busca nas bases PubMed, LILACS e SciELO entre janeiro e março de 2025. Foram utilizados os descritores: age-friendly, older person, ageing in place, community e city. Incluíram-se estudos em inglês dos últimos cinco anos, com delineamentos como revisões sistemáticas, ensaios clínicos randomizados e estudos experimentais. Excluíram-se TCC’s, estudos de caso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Resultados: Os estudos evidenciaram que as CAFI promovem benefícios diretos à autonomia, à mobilidade e à inclusão social dos idosos. O transporte acessível, a moradia adaptada e os espaços públicos inclusivos foram identificados como fatores essenciais para o envelhecimento ativo. Persistem, entretanto, desafios relacionados à desigualdade social, exclusão digital e à efetivação de políticas públicas sustentáveis. Conclusão: Conclui-se que as Cidades Amigas da Pessoa Idosa constituem uma estratégia global para assegurar o direito ao envelhecimento digno, autônomo e integrado à comunidade, reforçando a importância de políticas intersetoriais e de um planejamento urbano que promova a equidade e a participação social.

Abstract

Introduction: Population aging is a significant phenomenon of our time, bringing social, economic, and especially public health challenges. According to the World Health Organization (WHO), a country is considered aged when 14% of its population is 65 years or older. The Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) projects that by 2060, Brazil will have 73 million elderly individuals. This demographic transition requires effective public policies aimed at promoting quality of life, autonomy, and social inclusion for older adults. The WHO advocates for the strengthening of Long-Term Care (LTC) with the goal of mitigating functional deficits through actions involving both formal and informal caregivers in home, community, and institutional settings. In this context, the concept of an Age-Friendly City stands out. It promotes urban environments that are accessible, safe, and inclusive, encouraging active aging and benefiting all age groups. Objective: To investigate the impact of age-friendly cities on social inclusion, with emphasis on the promotion of functionality and the importance of public policies. Methodology: Narrative literature review with searches conducted in the PubMed, LILACS, and SciELO databases between January and March 2025. The following descriptors were used: age-friendly, older person, ageing in place, community, and city. Studies included were published in English within the last five years and designed as systematic reviews, randomized clinical trials, or experimental studies. Undergraduate theses, case studies, dissertations, and doctoral theses were excluded. Results: The reviewed studies demonstrated that AFCC positively influence autonomy, mobility, and social inclusion among older adults. Accessible transportation, adapted housing, and inclusive public spaces were identified as key factors for promoting active aging. However, challenges such as social inequality, digital exclusion, and the implementation of sustainable public policies persist. Conclusion: It is concluded that Age-Friendly Cities and Communities represent a global strategy to ensure the right to dignified, autonomous, and community- integrated aging, reinforcing the importance of intersectoral public policies and urban planning that promote equity and social participation.

Assunto

Idosos - Saúde e higiene, Envelhecimento, Políticas públicas, Qualidade de vida

Palavras-chave

cidade amiga do idoso, inclusão social, envelhecimento ativo, políticas públicas, funcionalidade.

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