Deficiência auditiva e seus fatores de risco em neonatos e lactentes: estudo em hospital público de Belo Horizonte

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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A triagem auditiva neonatal tem se configurado como importante instrumento na detecção precoce das alterações auditivas em crianças; visa à intervenção precoce para evitar a instalação de distúrbios de linguagem e aprendizagem. A deficiência auditiva é uma alteração muito prevalente no período neonatal e precisa ser tratada como um problema de Saúde Pública. A caracterização dos fatores de risco associados a problemas auditivos é importante, pois fornece informações para familiares e profissionais envolvidos, além de ser útil para a definição de estratégias mais específicas e efetivas na identificação e controle de perdas auditivas em crianças. Foram avaliados os dados de 798 crianças nascidas no Hospital Municipal Odilon Behrens (HMOB) e submetidas à triagem auditiva neonatal no período entre junho de 2002 e dezembro de 2003, as quais foram acompanhadas desde o nascimento até o desfecho do diagnóstico de sua condição auditiva. O primeiro artigo investiga a prevalência de deficiência auditiva e seus fatores de risco em crianças nascidas no HMOB, buscando correlacioná-los através de uma análise multivariada. A prevalência de deficiência auditiva foi de 3,6% (29 casos). A análise multivariada revelou associação significativa entre perda auditiva e os seguintes fatores: otites de repetição, suspeita de surdez por parte dos familiares, medicação ototóxica, síndromes, meningite, prematuridade e ventilação mecânica prolongada. Confirma-se uma prevalência significativa de déficit auditivo em neonatos e lactentes, e portanto deve ser dada atenção aos fatores de risco que aumentam as chances de ocorrência do problema. O segundo artigo enfoca a descrição das condições de saúde das crianças portadoras de perda auditiva detectadas no Programa de Triagem Auditiva Neonatal Universal do HMOB, a caracterização das crianças com perda auditiva quanto ao tipo de perda e fatores de risco, a determinação da prevalência de perda auditiva para cada fator de risco e a descrição do intervalo entre a suspeita e a confirmação da alteração auditiva. Dos 29 casos alterados, 4 apresentaram perda auditiva neurossensorial, 14 alteração condutiva e 11, alteração do processamento auditivo central. Todas as 4 crianças com perda auditiva neurossensorial eram prematuras e apresentavam peso ao nascimento < 1500g. Os fatores de risco com maior prevalência de perda auditiva foram: suspeita de surdez por parte dos familiares (57,1%), hiperbilirrubinemia com níveis para exsangüíneo transfusão (50,0%), meningite (42,9%) e síndromes (37,5%). Observa-se que a presença de múltiplos fatores de risco aumenta as chances de ocorrência do problema. O intervalo médio entre suspeita e confirmação da perda auditiva foi de 4,2 meses..Verifica-se a importância de programas de saúde auditiva que contemplem prevenção, diagnóstico precoce e intervenção.

Abstract

Assunto

Perda auditiva/epidemiologia, Fatores de risco, Triagem neonatal, Recém-nascido, Lactente, Recém-nascido prematuro, Promoção da saúde/tendências, Audiologia, Hospitais públicos, Meningite/complicações, Otite/complicações, Dissertação acadêmica

Palavras-chave

Perda auditiva/epidemiologia, Fatores de risco, Triagem neonatal, Recém-nascidos, Lactente, Prematuro, Promoção da saúde/tendências

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