Utilização das razões amilase/creatinina sérica e urinária e da depuração da amilase/creatinina como marcadores de insuficiência renal aguda e doença renal crônica em cães
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
A insuficiência renal aguda (IRA) e a doença renal crônica (DRC) apresentam alta
prevalência em pequenos animais, com elevadas taxas de mortalidade. Os biomarcadores
de lesão renal mais utilizados são a uréia e creatinina séricas, porém eles possuem
limitações que resultam em baixa sensibilidade e especificidade. Razões de normalização
de marcadores de filtração glomerular pela concentração de creatinina foram apontadas
como ferramenta de diagnóstico e prognóstico para IRA e DRC. O presente estudo buscou
associar as razões amilase/creatinina sérica (RACs) e urinária (RACu) e a razão da
depuração de ambos analitos, termo mais conhecido como amylase creatinine clearance
ratio (ACCR), com a progressão da doença renal, aguda e crônica, evidenciando
correlação com a taxa de filtração glomerular (TFG). Para tanto, foram avaliadas 236
amostras de sangue e 147 amostras de urina de cães, machos e fêmeas, de idade e raça
variadas. Foram divididos em grupo controle (GC) (n=43), com IRA (n=94) e DRC
(n=99). Os animais do grupo IRA e DRC foram estadiados de acordo com os parâmetros
propostos pela International Renal Interest Society (IRIS). Observou-se correlação
positiva moderada (r=0,48; p<0,001) entre amilase sérica (sAm) e creatinina sérica (sCr),
ou seja, à medida que houve progressão da doença renal, ocorreu aumento da sAm e da
sCr, em detrimento da diminuição da TFG. Com forças de correlação diferentes, a RACs,
RACu, ACCR estão associadas de forma significativa ao aumento da sAm, e
indiretamente, à diminuição da TFG. A RACs e ACCR apresentaram moderada
correlação estatisticamente significante à sCr, demonstrando associação com a progressão
da doença renal. RACs apresentou melhor ajuste à amostra com menores variações em
seus resultados (R2=0,37), porém foi a análise com pior desempenho diagnóstico obtido
dentre as análises realizadas (acurácia=60%, sensibilidade=58%, especificidade=69%,
kappa=0,18, área sob a curva [ASC]=0,59). Apesar do desempenho diagnóstico inferior,
a RACs deve ser indicada para o monitoramento da progressão da doença renal. A sAm
avaliada isoladamente apresentou melhor desempenho diagnóstico do que a sCr, padrão
ouro de classificação da IRIS. A RACu e ACCR também apresentaram ASC superiores
à sCr, ressaltando seus potenciais como biomarcadores de lesão renal.
Abstract
Assunto
Palavras-chave
Cão, Diagnostico, Patologia