As "regras" como instrumento interpretativo da filosofia cartesiana

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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The rules as an interpretative instrument of cartesian philosophy

Primeiro orientador

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Alexandre Guimarães Tadeu de Soares
César Augusto Battisti
Érico Andrade Marques de Oliveira
Maíra de Souza Borba

Resumo

As Regras para a Orientação do Espírito (1628?) constituem um texto inacabado datado da juventude de René Descartes (1596-1650). Essa obra tem caráter epistemológico e metodológico, sendo a mais longa e detalhada exposição do método, um dos elementos mais marcantes da filosofia de Descartes. No entanto, o abandono e incompletude desse tratado suscitam diversos questionamentos e hipóteses variadas sobre sua construção, datação, aspirações, falhas e, principalmente, sobre seu estatuto no interior da filosofia cartesiana. O objetivo do presente trabalho é defender a tese da continuidade do pensamento cartesiano, argumentando que é possível utilizar as Regras para a Orientação do Espírito como um suporte para a interpretação e compreensão da filosofia da maturidade de Descartes. Consideramos também, nesse contexto, o caráter embrionário dos juízos e conclusões apresentados no texto abandonado. Para tanto, utilizamos as próprias Regras como fio condutor deste estudo, analisando as principais temáticas apresentadas por Descartes e aproximando-as daquilo que o filósofo escreveu sobre os mesmos temas em sua maturidade. Pretendemos oferecer um panorama que explicita quais aspectos das Regras foram resguardados por Descartes ao longo de sua trajetória intelectual, expondo também quais temas foram abandonados, substituídos ou desenvolvidos. Concluímos que as Regras para a Orientação do Espírito, muito mais do que uma explicação sobre o método, fornecem um conteúdo essencial para a compreensão da filosofia cartesiana como um todo. O estudo desse tratado revela as “primeiras sementes” do pensamento de Descartes, expondo como o jovem filósofo inicialmente enfrentou problemas que o acompanhariam durante toda a sua jornada filosófica, metodológica e científica.

Abstract

The Rules for the Direction of the Mind (1628?) is an unfinished text dating from the early years of René Descartes (1596-1650). This work has an epistemological and methodological character. It is the lengthiest and most detailed exposition of Descartes’s method, one of the most distinctive elements of his philosophy. However, the abandonment and incompleteness of this treatise raise several questions and lead to a wide range of hypotheses regarding its construction, dating, intentions, shortcomings, and, most importantly, its place within Cartesian philosophy. The aim of the present work is to defend the thesis of the continuity of Cartesian thought, arguing that it is possible to resort to the Rules for the Direction of the Mind as a support for the interpretation and understanding of Descartes' mature philosophy. In this context, we also consider the embryonic nature of the doctrines and views presented in the abandoned text. To do so, we use the Rules themselves as the guiding thread of this study, analyzing the main themes presented there by Descartes and bringing them closer to what the philosopher wrote about the same topics in his maturity. Thus, we offer a panorama that elucidates which aspects of the Rules were retained by Descartes within later in his intellectual journey, while also revealing which themes were set aside, replaced, or further developed. We conclude that the Rules for the Direction of the Mind, far beyond being a mere explanation of the Cartesian method, provide essential content for understanding Cartesian philosophy as a whole. The study of this treatise reveals the 'first seeds' of Descartes' thought, exposing how the young philosopher initially grappled with problems that would accompany him throughout his philosophical, methodological, and scientific journey.

Assunto

Filosofia - Teses, Filosofia moderna - História - Teses, Epistemologia - Teses, Descartes, René, 1596-1650, Metafísica - Teses

Palavras-chave

História da Filosofia Moderna, Descartes, Epistemologia, Metafísica, Método

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