PRATICAR O (NO/COM) PARQUE: experiências de lazer no Parque Nacional do Caparaó

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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O objetivo deste trabalho foi identificar e descrever práticas que acontecem no interior do Parque Nacional do Caparaó, buscando compreender como elas compõem as aproximações entre os sujeitos e o parque. Essas aproximações foram entendidas, neste trabalho, como “nós” (Ingold, 2015). Como caminho metodológico, o trabalho se inspirou inicialmente na deriva de Guy Debord (1958) e no caminhar como prática estética, conceito de Francesco Careri (2013). Assim, configura-se como um trabalho de características etnográficas, que lançou mão da observação e de conversas registradas em caderno de campo em formato de texto, em bloco de notas no celular; de gravações de áudio do próprio pesquisador; bem como de fotografias e vídeos dos períodos de campo. Após a qualificação, outra fonte de orientação se tornou a matriz instigadora da presença em campo, o peregrinar apresentado por Ingold (2015), mantendo as ferramentas de registro. Também foram realizadas três entrevistas, duas com condutores/guias do parque e uma com o proprietário de uma das fazendas de café especial da cidade de Alto Caparaó. As entrevistas foram não estruturadas (Minayo, 2010), ou seja, não obedeceram a um roteiro prévio, tendo sido orientadas por eixos de interesse que foram explicados previamente aos entrevistados. As ações em campo ocorreram em duas condições distintas, uma primeira parte exploratória aconteceu em período anterior à qualificação da pesquisa e a outra, posterior à qualificação. Embora pareçam simples, os dois movimentos se constituíram como etapas distintas: o primeiro, permitiu que fosse possível beber de uma fonte generosa de saberes na conversa com os pareceristas, o que se refletiu na postura, ao peregrinar durante o campo, e nos registros, que compuseram a segunda etapa. Foram aproximadamente 210 horas vividas no interior do parque, somadas a aproximadamente mais 160 horas de experiências na cidade de Alto Caparaó. A multiplicidade de práticas e de olhares dos praticantes sobre o parque, sobre si mesmos e sobre outros praticantes apontou caminhos que se tornaram mais heterogêneos ao pensar esses lugares. Do ponto de vista do lazer, cabe observarmos os movimentos que antecedem esse encontro de trilhas, que pode resultar em diferentes formas de habitar o espaço do parque. A dimensão da paisagem se mostrou uma constituinte significativa do desejo pela presença no parque e por um conjunto de práticas, sendo importante compreendê-las para além da ideia de um panorama natural (Besse, 2014). Os entrelaçamentos que se produzem por meio das práticas podem ser entendidos como uma importante centelha para orientar o trabalho de professores, gestores de parques, guias, condutores, sujeitos envolvidos com o turismo e gestores de políticas públicas.

Abstract

The objective of this work was to identify and describe practices that take place within the Caparaó National Park (Caparaó), seeking to understand how they compose the approximations between the subjects and the park. These approximations were conceptualized in this work as “knots” (Ingold, 2015). As a methodological approach, this work was initially inspired by Guy Debord’s drift (1958) and walking as an aesthetic practice, based on Francesco Careri (2013), for a study with ethnographic characteristics. The research relied on observation and field conversations recorded in a notebook on a cell phone, audio recordings by the researcher, as well as photographs and videos. After the qualification phase, another source of inspiration guided the fieldwork: the concept of wayfaring as presented by Ingold (2015), while maintaining the same recording tools. Three unstructured interviews (Minayo, 2010) were conducted: two with park guides and one with the owner of a specialty coffee farm in the city of Alto Caparaó. Fieldwork occurred in two distinct stages: an initial exploratory phase prior to the qualification of the research and a second phase after qualification. Although seemingly straightforward, the two stages were notably distinct, particularly influenced by discussions with the reviewers, which shaped the researcher’s approach to wayfaring and the methods of recording during fieldwork. Approximately 210 hours were spent inside the park, in addition to about 160 hours in the city of Alto Caparaó.The multiplicity of practices and perspectives of practitioners about the park, themselves, and other practitioners highlight the heterogeneity in understanding these places. From the leisure perspective, it is essential to observe the movements that precede the encounters on the trails, which can result in different ways of inhabiting the park space. The dimension of the landscape proved to be a significant aspect in the desire to be present in the park and engage in a variety of practices. It is important to understand this beyond the idea of a natural panorama (Besse, 2014). The interconnections produced through these practices can serve as an important spark to guide the work of teachers, park managers, guides, and public policy managers involved in tourism.

Assunto

Lazer, Parques nacionais - Brasil, Reservas naturais - Brasil

Palavras-chave

Parque Nacional do Caparaó, Experiência da paisagem, Experiências de lazer na montanha

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