Avaliação de rotas alternativas de transmissão do Vaccinia Virus (Vacv) em áreas urbanizadas do Estado de Minas Gerais, Brasil

dc.creatorJaqueline Silva de Oliveira
dc.date.accessioned2025-08-11T15:27:57Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:45:37Z
dc.date.available2025-08-11T15:27:57Z
dc.date.issued2021-07-26
dc.description.abstractBovine vaccinia (BV) is an emerging viral zoonosis associated with the vaccinia virus (VACV), characterized mainly by the presence of ulcerative lesions on the skin and mucous membranes of cattle and milkers. In the rural environment, VACV is transmitted through direct contact between workers and infected animals. Twenty years after the emergence of BV in Brazil, aspects related to the origin and transmission of VACV are still unknown and little is known about the potential viral circulation in an urban environment.In this study, the hypothesis of human exposure through the consumption of artisanal cheese produced in Minas Gerais (MG) was evaluated. The analysis of 71 artisanal cheeses produced in different regions of the state, between 2015 and 2018, detected the genetic material of the VACV in 28,1% of the cheeses, whose sampling included every year of collection and all milk basins. In the urban area of the Serro-MG dairy basin, a population study was carried out to assess human exposure factors. A total of 372 individuals were sampled, whose molecular investigation of the virus in an oropharyngeal swab detected VACV in 25 samples (6.7%). A seroepidemiological survey was carried out which detected an overall prevalence of 16.9% (63/372) of neutralizing antibodies, with a titer between 100 and 800 UN/mL. IgG-type antibodies were detected in 26 individuals (7%), while the IgM was detected in 2.7% of the studied population (10/369). The presence of IgG and neutralizing antibodies were statistically correlated with age > 40 years. The occupations of “retiree” and “rural worker” were associated as a risk factor with the presence of neutralizing antibodies, while for the presence of IgG, only “rural worker” showed an association. In this study, individuals vaccinated against smallpox were approximately four times more likely to have neutralizing antibodies, IgG and IgM, compared to those who were not vaccinated; handling raw milk during the production of dairy products also behaved as a risk factor for detection of neutralizing antibodies (OR=2.45; 95% CI = 1.17-5.16) and IgG- type antibodies (OR=3.6; 95% CI = 1.18-9.8) . These data are indicative of exposure to VACV in urban areas, outside the context of an outbreak and classical transmission, and reinforce the hypothesis of the existence of alternative routes for the transmission of VACV in Brazil.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/84298
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMicrobiologia
dc.subjectEpidemiologia
dc.subjectVaccinia vírus
dc.subjectEstudos Soroepidemiológicos
dc.subject.othervaccínia bovina
dc.subject.othervaccinia virus
dc.subject.otherrotas alternativas de transmissão
dc.subject.othersoroprevalência
dc.subject.otherepidemiologia
dc.titleAvaliação de rotas alternativas de transmissão do Vaccinia Virus (Vacv) em áreas urbanizadas do Estado de Minas Gerais, Brasil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Galileu Barbosa Costa
local.contributor.advisor1Giliane de Souza Trindade
local.contributor.advisor1Latteshttps://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4796452P4&tokenCaptchar=03AFcWeA5izxm1q8mCF8LK64tF7R9XB2wGEiesAlpJwf-cbSx68MfJ-XCITQHP0f3rwDA4XbDfEHOPm_9MP3D_Y53U7IazN5dBh4U1aOhnbJ_wPjh-Ej2Mrzjh7WP9i9pFbEDGI_KrJ8O68f3qC5MwWWzc5gHIMy1YYvqQOW5ismlEnellMPOZNAEP16hrSfueFbYV_5ORilsQgphBzxVU4t39-FKm3G1obHUZEPa3JM4A_rorMa7q08_5eB0_Z0QIx7fSi8Wq73_IQ7FsWKr5IX1kwauxRdVc_w_hBRWu76OcW26gdjBuECYo18ZjCSua27kz_Uq--GMI2Yd3cyjNL9u2jVea3H2QzniJa05NIOayjathxt7x2SxrnZj1an1O8qGYsXS-Km4OMZJnS9M36-dcERz7D1-2LiTDlgX9yCPRV9bpiPHBQ_OcQ4Rk0fFKRf04GCflP0lHvmCPuSK4K6WGn3jT0PlPdN8iZTCFD_85_Fg51p5NuN7UQpaeanUSChRZlqwe0Hbdtg-m6HhLGbfrTGXPGMqmvkVxfhwI6MQWUYzaVuKRlwZ1scaqnkoc2YwUvW1OrB9GZAvn_roGcm0AJqIGVXnz89yRpeZc19I6q_MaMkBQfENvMJHBf0oqfETybjQiEhTxISRFQ7cT42DthlXzasK3BrMW7_UGHsOEmzkBVDPX6vpH0JXVH-orNoR5YAx1IPWBAs5m2OrH4EAgvkyAmKBpgEwToaUCRJ07s_ctgEpOuhLBW33q7gsdXgFw34DhwQiH6gvAy_9QyYtpmRDhlvp7KTbcj8v-P49EdWYJaiysXfeDC4ZbTq19G_VGcbNMLikKc5yU0_KMvcKHJX-M-pxmIBX_ozVEiOVvI3IZYNrv4Gy2q-WYJwtXie1qYq1UKDhFwcpp30RBgCTlNI-HONXrQvQzGILz1fsQvxy1q_khgPYdgom4nbZ_JGOzOdPQrgHuGBeSsqpwPM6EjdJejCqzrQ
local.contributor.referee1Erna Geessien Kroon
local.contributor.referee1Maria Isabel Maldonado Coelho Guedes
local.contributor.referee1Danilo Bretas de Oliveira
local.contributor.referee1Jane Megid
local.creator.Latteshttps://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4312640U6&tokenCaptchar=03AFcWeA6QNMRQ1VbCDw-EGKUqlSZBocYIIlL_gqgLGWHEIMsZ4cIOeCwxBzoeZh-JDd8oDdLdONmonOWptReX2Sl0dlBJyK9gmBcr-B_EfUY_YFqcYze-0LTBCMT6kwMzNRjpJ063FQyQUOsK9ec804VA9FOwC449TuRs-8BYHIRPOPP2JZID7SaFQ7IDmaOgy2nOH6PjrfFJXRPeigz1npuj_xznYKH9nunvaotl0Jiop5y1FYCHFgKfwsv1dkVOvwio1riW-Tl5Sv7gBOd5nNbaEr1hSmYvl3t7u-JlzUjmevWaFOGvguaHcKEcEoCUz5pV5HtGpE8DGNqT1I0o2YAVPpeXmDuAF3SVUevslu0wZ-_NgBUB7OWaZNEttdICT04229XiIKZPR1kOLwOC4OLbXn3rVUdyWjfBavuA33gRB6Pmet06Rz2gI5TbsI4PcEKwgeK0aTb7t6BkZ_SqWZk6JVFYtx4dXjZaWiFk86_6nnxt1uHCxgZkbU8Ty9oTlsD2s2HyhDCQoOwU4SYBbvjBB9s7ISbGT96Ci5Yt493hZhMj0-1e-gkw3dZLo9cjpwyvauYDxIk53VOB8mbRSqf0sHIYRoFSEyFRKLT0YUN1n2Syev3LKoAUL-ba9XwZyLLUkAaOYXMZ9WRAQqnIe9bQmAKH4aSsPNOyJj2gvpLpLm_8pIeD_T3CJVM2MQ6AvNIuWHUinujn1V2oj7ZJltsX3dI8kuVo_79nOGFGQhfE8pWPZSMJH1TsWBwl8KXYeFnM7NPwM6gPM1eNeQxV2ohMUX61agRbtEaD80fUgval4KafZeOJq01-Abr-BeWxVAsF09qFFVdsS2GsLBar8PO5QBkIki6C03a56CvyuzBoIEWN46nBiIXRmDpdfFg4kipqWa42NrwAQX606jXO1xpbK_XNA1SesxRyP5SeeHHcJhNQ2AT-SJv_18wZADJy8SP46Plo-xSlk8y0V1HrTojytCl5wwDWeg
local.description.resumoA vaccínia bovina (VB) é uma zoonose viral emergente associada ao vírus vaccínia (VACV), caracterizada principalmente pela presença de lesões ulcerativas na pele e nas membranas mucosas de bovinos e ordenhadores. No ambiente rural, o VACV é transmitido através do contato direto entre trabalhadores e animais infectados. Após 20 anos da emergência da VB no Brasil, aspectos relacionados à origem e transmissão do VACV ainda são desconhecidos e pouco se sabe sobre a potencial circulação viral em ambiente urbano. Neste estudo, foi avaliada a hipótese de exposição humana através do consumo de queijo artesanal produzido em Minas Gerais (MG). A análise de 71 queijos artesanais produzidos em diferentes regiões do estado, entre 2015 e 2018, detectou o material genético do VACV em 28,1% dos queijos, cuja amostragem contemplou todos os anos de coleta e todas as bacias leiteiras. Na área urbana da bacia leiteira do Serro-MG, foi realizado um estudo populacional para avaliar os fatores de exposição humana. Participaram 372 indivíduos, cuja pesquisa molecular do vírus em swab orofaríngeo detectou o VACV em 25 amostras (6,7%). Foi realizado um inquérito soroepidemiológico que detectou uma prevalência global de 16,9% (63/372) de anticorpos neutralizantes, com título entre 100 e 800 UN/mL. Os anticorpos IgG foram detectados em 26 indivíduos (7%), enquanto o IgM foi detectado em 2,7% da população estudada (10/369). A presença de IgG e anticorpos neutralizantes, foram correlacionados estatisticamente à idade > 40 anos. As ocupações de “aposentado” e “trabalhador rural” foram associadas à presença de anticorpos neutralizantes, enquanto, para a presença de IgG apenas “trabalhador rural” mostrou associação. Neste estudo, indivíduos vacinados contra a varíola tiveram aproximadamente quatro vezes mais chances de ter anticorpos neutralizantes, IgG e IgM, em relação àqueles não vacinados; a manipulação de leite cru durante a produção de derivados do leite, também demonstrou associação a detecção de anticorpos neutralizantes (OR=2.45; IC 95% = 1.17-5.16) e IgG (OR=3.6; IC 95% = 1.18-9.8). Esses dados são indicativos da exposição ao VACV em área urbana, fora do contexto de surto e transmissão clássica e reforçam a hipótese da existência de rotas alternativas para a transmissão do VACV no Brasil.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0003-3221-9528
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE MICROBIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Microbiologia

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