Da classificação ao diagnóstico: a psicopatia entre a norma e a subjetividade

dc.creatorMaria Elisa Fonseca Goduardo Campos
dc.date.accessioned2019-08-13T10:04:25Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:10:42Z
dc.date.available2019-08-13T10:04:25Z
dc.date.issued2014-04-25
dc.description.abstractThis research seeks to make a discussion on the issue of diagnosis in Psychoanalysis in contrast to the current classificatory model of psychiatry. We have used the psychopath or the individual with Antisocial Personality disorder as a paradigmatic figure to verify how the diagnosis went through a transformation in which it turned into classifying, from behavioral data that reveals an inadequacy with the social norm. Leaving from contributions of Georges Canguilhem and Michel Foucault, we demonstrate how the boundaries of normal and pathological are tenuous and how the notion of abnormality is crossed by moral values . In this aim, we verify how the psychopath of the classical psychiatry went through a change, turning into the current Antisocial Personality Disorder from the DSM- III and posterior . If in the beginning that classification was treated as a characteristic that manifested itself as an excess of some personality trait (abnormality) not constituting itself as a diagnosis; nowadays, however, it takes the aspect of delinquency and criminality. Consequently, arises the association of that classification with the intractability that can only be offered as a response to the segregation. From a clinical case we aim to demonstrate that the intractability is verified on the side of the individual (sujet), as a limit set by the case itself and cannot be established a priori. In other side, we present a case originally classified as a psychopath, monster and intractable, and we verified that those names just worked in favor of segregation. With the use of a third clinical case, we try to finally demonstrate the difference between making a survey guided by the norm, and establish a diagnosis according to psychoanalysis, prioritizing the elements of subjectivity.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-9PMKZE
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSegregação
dc.subjectDiagnóstico
dc.subjectPsicanálise
dc.subjectSubjetividade
dc.subjectPsicologia
dc.subject.otherSegregação
dc.subject.otherDiagnóstico
dc.subject.otherSubjetividade
dc.subject.otherNorma
dc.subject.otherPsicopatia
dc.titleDa classificação ao diagnóstico: a psicopatia entre a norma e a subjetividade
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Antonio Marcio Ribeiro Teixeira
local.contributor.referee1Tania Coelho dos Santos
local.contributor.referee1Andrea Maris Campos Guerra
local.contributor.referee1Angela Maria Resende Vorcaro
local.contributor.referee1Ilka Franco Ferrari
local.description.resumoEsta pesquisa busca fazer uma discussão sobre a questão do diagnóstico em psicanálise, em contraposição ao atual modelo classificatório da psiquiatria. Utilizou-se a classificação do psicopata ou portador de Transtorno de Personalidade Antissocial como paradigmático para se verificar como o diagnosticar foi se transformando no classificar, a partir de dados comportamentais que revelam uma inadequação à norma social. Partindo das contribuições de Georges Canguilhem e de Michel Foucault, pudemos demonstrar como os limites do normal e do patológico são tênues e como a noção de anormalidade é atravessada por valores morais. Nesse intuito, verificou-se como o psicopata da psiquiatria clássica foi se transformando no atual Transtorno de Personalidade Antissocial do DSM-III e seguintes. Se, a princípio, essa classificação era tratada como uma característica que se manifestava como um excesso de algum traço da personalidade (anormalidade), não se constituindo propriamente em um diagnóstico, na atualidade, ela toma a vertente da delinquência e da criminalidade. Consequentemente, surge a associação da classificação a uma intratabilidade que só pode oferecer-se como resposta à segregação. Busca-se, a partir de um caso clínico, demonstrar que a intratabilidade se verifica do lado do sujeito, como um limite colocado pelo próprio caso, e que não pode ser estabelecida a priori. Por outro lado, apresenta-se um caso classificado inicialmente como psicopata, monstro e intratável e verifica-se que essas nomeações apenas favoreceram a segregação. Com o recurso de um terceiro caso clínico, busca-se, enfim, demonstrar a diferença entre fazer uma perícia, orientada pela norma, e estabelecer um diagnóstico, de acordo com a psicanálise, priorizando-se os elementos da subjetividade.
local.publisher.initialsUFMG

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