Diálogos entre decolonialidade, ensino de química e Paulo Freire: investigações para a formação de educadores
| dc.creator | Bruna do Nascimento Bitencourt | |
| dc.date.accessioned | 2024-11-12T11:40:45Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:02:07Z | |
| dc.date.available | 2024-11-12T11:40:45Z | |
| dc.date.issued | 2024-06-26 | |
| dc.description.abstract | To find satisfactory answers to the questions "Why do I only hear and see theories from European scientists?" or "In other places in the world, didn't they think about science?", I aligned myself with concepts and theories from the global south, addressing specific problems and solutions in natural science education. I found support in authors who raise anti-colonial reflections, such as the case of the Modernity/Coloniality network, composed of authors such as Rita Segato, Catherine Walsh, Maria Vera Candau, Aníbal Quijano, Henrique Dussel, Walter Mignolo, Nelson Maldonado-Torres, Ramón Grosfoguel, between others. These theoretical lines question the Eurocentric bases of knowledge and their material and subjective repercussions for the people subjugated by Europe, criticizing developmentalism, the Eurocentric dominance of forms of knowledge, gender inequalities and racial and cultural hierarchies. In addition, they reflect on the Latin American context, highlighting subalternized knowledge of exploited groups. The network calls into question the Eurocentric hegemony of knowledge, promoting an epistemic rupture known as the decolonial turn, which involves new interpretations based on ideas from the global south, such as liberation theology and dependency theory. We understand that coloniality is closely linked to traditional school education and the teaching of Chemistry, as indicated in the literature in the area. Thus, here we seek the bases for interculturally critical Chemistry teaching, drawing inspiration from the conceptions of Paulo Freire, who defends school practices based on dialogicity. According to Freire, the curriculum must incorporate students' knowledge and contemporary problems, in addition to traditional content, however, under a critical eye. Concepts such as cultural invasion, dialogicity and education for freedom are fundamental in this process. Thus, we consider that Freire's ideas can offer a critical path towards decoloniality in Science teaching. Looking for answers, I offered a mini-course for educators at the XXI National Meeting of Chemistry Teaching, in 2023, focusing on the relationship between Paulo Freire and the teaching of Chemistry. From this mini-course, I developed a training proposal for Natural Sciences teachers, aiming to expand the discussion on decoloniality in scientific education, using the Three Pedagogical Moments as a methodological basis. The research, with a qualitative nature in its analyses, included a logbook, materials produced by people who went through the mini-course and teacher training, as well as questionnaires answered after the end of both, as materials for data collection. The results of the analyzes point to the need to approach teacher training that does not focus, epistemologically, on Eurocentrism as a universalizing conception of knowledge. We also point out that we can find, in praxis, practical tools that we can anchor ourselves to so that the decolonial turn is materially feasible. This work seeks to answer questions that arise in the Latin American context, reflecting my experience as a mother, daughter, student and educator. I use records from a logbook, participants' impressions and questionnaires to explore the answers to these concerns, with the aim of promoting a more inclusive Chemistry education aligned with the realities of Latin American people. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/77960 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.rights.uri | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/ | |
| dc.subject | Freire, Paulo, 1921-1997 - Crítica e interpretação | |
| dc.subject | Educação | |
| dc.subject | Decolonialidade - Aspectos educacionais | |
| dc.subject | Professores de química - Formação | |
| dc.subject.other | Educação | |
| dc.subject.other | Ensino | |
| dc.subject.other | Química | |
| dc.subject.other | Paulo Freire | |
| dc.subject.other | Decolonialidade | |
| dc.title | Diálogos entre decolonialidade, ensino de química e Paulo Freire: investigações para a formação de educadores | |
| dc.title.alternative | Dialogues between decoloniality, Chemistry education and Paulo Freire: research for teacher trainning | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor-co1 | Célio da Silveira Júnior | |
| local.contributor.advisor1 | Juarez Melgaço Valadares | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/5496035029896028 | |
| local.contributor.referee1 | Roberta Guimarães Corrêa | |
| local.contributor.referee1 | Cynthia Greive Veiga | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/2643947242396856 | |
| local.description.resumo | Para encontrar respostas satisfatórias às perguntas "Por que ouço e vejo somente teorias de cientistas europeus?" ou "Em outros lugares do mundo, não pensavam sobre sobre ciência?", alinhei-me aos conceitos e teorias do sul global, abordando problemas e soluções específicas da educação em ciências da natureza. Encontrei apoio em autores que levantam reflexões anticoloniais, como o caso da rede Modernidade/Colonialidade, composta de autoras e autores como Rita Segato, Catherine Walsh, Maria Vera Candau, Aníbal Quijano, Enrique Dussel, Walter Mignolo, Nelson Maldonado-Torres, Ramón Grosfoguel, entre outros. Essa linha teórica questiona as bases eurocentradas do conhecimento e suas repercussões materiais e subjetivas para os povos subjugados pela Europa, criticando o desenvolvimentismo, o domínio eurocêntrico das formas de conhecimento, as desigualdades de gênero e as hierarquias raciais e culturais. Somando-se a isso, refletem sobre o contexto latino-americano, destacando conhecimentos subalternizados de grupos explorados. A rede coloca em xeque a hegemonia eurocêntrica do conhecimento, promovendo uma ruptura epistêmica conhecida como giro decolonial, que envolve novas interpretações a partir de ideias do sul global, como a teologia da libertação e a teoria da dependência. Compreendemos que a colonialidade está intimamente ligada à educação escolar tradicional e ao ensino de Química, como indicado na literatura da área. Assim, buscamos aqui as bases para um ensino de Química interculturalmente crítico, inspirando-nos nas concepções de Paulo Freire, que defende práticas escolares a partir da dialogicidade. Segundo Freire, o currículo deve incorporar saberes dos alunos e problemas contemporâneos, além dos conteúdos tradicionais, porém, sob um olhar atento crítico. Conceitos como invasão cultural, dialogicidade e educação para a liberdade são fundamentais nesse processo. Assim, consideramos que as ideias de Freire podem oferecer um caminho crítico para a decolonialidade no ensino de Ciências. Buscando respostas para os pontos levantados, ofereci um minicurso de formação de educadores no XXI Encontro Nacional do Ensino de Química, em 2023, focando na relação entre Paulo Freire e o ensino de Química. A partir desse minicurso, elaborei uma proposta de formação para professoras(es) das Ciências da Natureza, visando expandir a discussão sobre decolonialidade na educação científica, tendo como base metodológica os Três Momentos Pedagógicos, elaborados pelos professores Demétrio Delizoicov, José Angotti e Marta Pernambuco. A pesquisa, com caráter qualitativo em suas análises, contou com caderno de campo, materiais produzidos pelas pessoas que passaram pelo minicurso e pela formação de professoras, além de questionários respondidos após o término de ambos, como materiais para coleta de dados. Os resultados das análises apontam para a necessidade de abordarmos uma formação de professoras(es) que não enfoque, epistemologicamente, no eurocentrismo como concepção universalizante do conhecimento. Também apontamos que podemos encontrar, enquanto pesquisadora e educadora, ferramentas práticas das quais professoras e professores podem se ancorar para que seja factível materialmente o giro-decolonial. Este trabalho busca responder questões que refletem minha experiência como mãe, filha, estudante e educadora. Utilizando materiais citados, proponho-me a colaborar com uma educação em Química mais inclusiva e alinhada com as realidades dos povos latino-americanos. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Educação e Docência |
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