Either/Or: jogo em Kierkegaard - Kierkegaard em jogo

dc.creatorJacqueline Leao Jacome Ferreira
dc.date.accessioned2019-08-12T12:30:33Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:47:08Z
dc.date.available2019-08-12T12:30:33Z
dc.date.issued2008-12-18
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-7MFLPK
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMemoria (Filosofia)
dc.subjectAnálise do discurso narrativo
dc.subjectSedução
dc.subjectEscritores dinamarqueses Crítica e interpretação
dc.subjectKierkegaard, Soren, 1813-1855 Either/Or Crítica e interpretação
dc.subjectKierkegaard, Soren, 1813-1855 Anonimos e pseudonimos
dc.subjectTempo(Filosofia)
dc.subjectFilósofos dinamarqueses
dc.subjectLeitores e leitura
dc.subjectLiteratura
dc.subject.othertexto
dc.subject.otherKierkegaard
dc.subject.otherjogo
dc.titleEither/Or: jogo em Kierkegaard - Kierkegaard em jogo
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria Zilda Ferreira Cury
local.contributor.referee1Guiomar Maria de Grammont M. A. Souza
local.contributor.referee1Georg Otte
local.contributor.referee1Leda Maria Martins
local.contributor.referee1Olga Valeska Soares Coelho
local.description.resumoO jogo de escrita fabricado por Kierkegaard, em "Either/Or", constrói, propositadamente, brechas de interpretação, configurando-se o eu da escritura como autor/jogador astuto que lança mão de artifícios escriturais que se refletem na pseudonímia e na matéria narrada. O conceito de jogo, bem como o próprio ato de jogar, serão, pois, importantes à análise que aqui se intenta. Em "Either/Or", os autores sobrepostos ora se impõem como novos prospectos de leitura e releitura, ora se transformam no elemento lúdico que reverbera em torno de si mesmo enquanto categoria crítica e interpretativa relevante. Sem desconsiderarmos os fatos complexos da interioridade de Kierkegaard como, por exemplo, viver a liberdade subjetiva diante da ética e da pressão religiosa, primeiramente, avaliaremos a incidência lúdica nos seus textos, partindo da visão analítica de jogo, para depois, então, confrontarmos sua autonomia criativa (e de seus pseudônimos) com o jogo de reconstrução de sentido próprio da atividade do leitor. "Either/Or", conforme conceito formulado por Wolfgang Iser, instaura condições de comunicação e suscita o jogo de respostas decorrentes dos efeitos estéticos produzidos na mente do leitor. Se isso pode ser dito, lato sensu, sobre qualquer obra ficcional, no caso da escrita de Kierkegaard essa suspensão se dá como projeto escritural que vai sendo explicitado, simultaneamente, a seu processo de construção, de jogo levado a extremos labirínticos através das sobreposições de eus escriturais. Na análise de "Either/Or", pretendemos, além de contemplar o jogo de autorias forjadas que recortam o texto, tentar apreender a construção do discurso, partindo do princípio que Kierkegaard, ao elaborar os dois prefácios ficcionais, tanto na introdução de "Either/Or" quanto em "Diário de um Sedutor", utiliza-se da memória enquanto estratégia de criação literária. A partir dos dois prefácios citados, procuraremos estabelecer a relação comparativa entre o perfil do narrador e o universo narrado, entre o narrador, simultaneamente, sujeito e objeto da história, entre os acontecimentos passados reconstruídos, no presente, através da escrita
local.publisher.initialsUFMG

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