O processo de inserção da odontologia no programa BH vida entre 1999 e 2002: um estudo com base na visão da equipe de coordenação de saúde bucal e cirurgiões-dentistas do programa

dc.creatorWarner Kwasnicka Santiago
dc.date.accessioned2019-08-13T23:00:46Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:44:13Z
dc.date.available2019-08-13T23:00:46Z
dc.date.issued2004-02-27
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ZMRO-7HNPB5
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSaúde coletiva
dc.subjectServiços de saúde comunitária
dc.subject.otherSaúde bucal
dc.subject.otherSaúde da família
dc.titleO processo de inserção da odontologia no programa BH vida entre 1999 e 2002: um estudo com base na visão da equipe de coordenação de saúde bucal e cirurgiões-dentistas do programa
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Marcos Azeredo Furquim Werneck
local.contributor.referee1Efigenia Ferreira e Ferreira
local.contributor.referee1Vitor Gomes Pinto
local.description.resumoEste estudo procurou investigar o processo de implantação das ações de saúde bucal no Programa BH Vida, sob o ponto de vista de um grupo de profissionais da Equipe de Coordenação de Saúde Bucal e dos Cirurgiões-dentistas das Equipes de Saúde da Família do município de Belo Horizonte/MG. Utilizou-se a Metodologia de Pesquisa Qualitativa, por ser a mais apropriada para as abordagens em que se procuram estudar conceitos e atitudes das pessoas. O trabalho de campo desenvolveu-se por meio de entrevistas com oito Cirurgiões-dentistas e oito membros da Coordenação de Saúde bucal. Observou-se que não houve um amplo debate da proposta de implantação do Programa BH Vida, principalmente em relação aos Cirurgiões-dentistas que atuam na ponta do serviço, revelando uma nítida contradição entre o que foi proposto e o que, de fato, ocorreu na prática. A equipe de Saúde Bucal ainda não conseguiu se integrar efetivamente à Equipe de Saúde da Família, de forma a possibilitar o desenvolvimento de ações interdisciplinares na produção do cuidado em saúde, afetando o potencial do BH Vida em produzir mudanças no modelo assistencial. O processo de trabalho da Equipe de Saúde Bucal também não apresentou alterações impactantes, pois ainda se encontra baseado na geração de procedimentos curativos, reproduzindo, o modelo curativista. Permanece a dificuldade de acesso ao atendimento odontológico integral devido à grande demanda reprimida e, principalmente, à pequena alteração no processo de trabalho das equipes. Os motivos que levaram os Cirurgiões-dentistas a participar do BH Vida foram: a possibilidade de melhores ganhos salariais; a dificuldade de manutenção da renda na prática privada, causada pela saturação do mercado de trabalho; a possibilidade de se realizar o Curso de Especialização em saúde da Família e, por fim, o desafio perante a realização de um trabalho inovador. Conclui-se que é necessária uma revisão da implantação do BH vida, a fim de se corrigirem os problemas apontados e, com isso, garantir a efetividade do Programa.
local.publisher.initialsUFMG

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