Avaliação das clínicas de cirurgia plástica referente as comissões de controle de infecção
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
Adriana Cristina de Oliveira
Wanessa Trindade Clemente
Wanessa Trindade Clemente
Resumo
A Cirurgia Plástica parece ser uma técnica nova e moderna, com tendência a ter cada vez mais, novos adeptos, mas os registros remontam há 3.500 a.c, sendo uma das práticas mais antigas da cirurgia. Aliado ao pouco controle ético, ao barateamento das cirurgias e por ser um país predominantemente tropical, nos tornamos o centro mundial das cirurgias plástica, sendo de interesse dos cirurgiões que o número de procedimentos seja cada vez maior, o que é preocupante, pois a cirurgia plástica não é um procedimento banal, envolvendo riscos, como infecção, embolia, entre outros. A grande maioria é realizada em estabelecimentos ambulatoriais em um devaneio de que se evita as infecções de ambiente hospitalar. O objetivo deste trabalho foi avaliar as Comissões de Controle de Infecção das Clínicas de Cirurgia Plástica do Município de Belo Horizonte. Realizou-se um estudo diagnóstico do antes e do depois, utilizando informações levantadas a partir de dados secundários da Vigilância Sanitária de Belo Horizonte (VISA-BH). Foram incluídas as clínicas que possuíam dados sobre as Comissões de Controle de Infecção na primeira vistoria e vistoria de retorno, no período de março de 2009 a junho de 2011. O banco de dados foi confeccionado e analisado com uso do programa EPI INFO versão 3.5.3. Foram incluídas 19 das 23 clínicas de cirurgiaplástica constantes no cadastro da VISA – BH. Houve uma redução das não conformidades, pois o percentual das clínicas que não possuíam Comissão de Controle de Infecção nomeada alterou de 84 para 26%, diferença esta estatisticamente significativa. Também houve um aumento da adesão às normas sanitárias em relação ao Programa de Controle de Infecções; Normas e Rotinas para prevenção e controle das infecções; registro de treinamento da equipe e padronização de antimicrobianos, respectivamente de 5 para 26%; 5 para 37%; 5 para 32% e 11 para 37%. Em relação aos Critérios de Infecção, encaminhamento de relatórios à VISA e realização de busca pós-alta e busca pós-alta de acordo com a RDC 08/09 verificou-se, respectivamente, um aumento de 0 para 5%, 32 para 74%, 16 para 37% e 0 para 68%. Sendo assim, este trabalho demonstrou as deficiências das Clínicas de Cirurgia Plástica na implantação e manutenção das práticas das Comissões de Controle de Infecção, significando que as clínicas precisam urgentemente se conscientizarem e se interarem do assunto, pois é fundamental a instituição de uma Comissão de Controle de Infecção e a implantação de um Programa de Prevenção e Controle de Infecção para controlar os riscos associados aos procedimentos da cirurgia plástica, assegurando uma melhor qualidade da assistência e segurança do trabalhador.
Abstract
Assunto
Cirurgia Plástica, Controle de Infecções, Infecções, Vigilância Sanitária
Palavras-chave
Cirurgia plástica, Clinicas, Controle de infecção, Comissão de Controle de Infecção (CCI)