A narrativa memorialística dos álbuns de Antonio Guerra
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Myriam Correa de Araujo Avila
Haydee Ribeiro Coelho
Roniere Silva Menezes
Alberto Ferreira da Rocha Júnior
Haydee Ribeiro Coelho
Roniere Silva Menezes
Alberto Ferreira da Rocha Júnior
Resumo
Numa perspectiva comparatista e transdisciplinar, a presente pesquisa de doutorado tem como objetivo central investigar a produção de um amador teatral são-joanense do início do século XX - Antonio Guerra. Participando ativamente da vida artística do interior de Minas Gerais desde 1905, Guerra selecionou e recortou de seu cotidiano diversos pedaços de texto: recortes de jornais, cartazes de apresentações cênicas, fotografias, cartas, relatórios, lembrancinhas. A partir da década de 1960, todo esse material fragmentado, heteróclito e referente principalmente ao mundo cênico foi cuidadosamente combinado e colado pelo arquivista em 13 álbuns - cadernos grandes e de capa dura. Depois de tal período, o processo de seleção e colagem dos papéis passou a ser feito diariamente pelo amador até um ano antes de sua morte - 1984. A fim de analisar, então, esse corpus criado e produzido por um homem simples e de pouco estudo do interior de Minas, iniciamos nossas reflexões com teorias capazes de fundamentar esta pesquisa e evidenciar a relevância de obras esquecidas e 'marginais' como a nossa para a contemporaneidade - o pensamento de Michel Foucault e Walter Benjamin foi crucial para essa etapa. Para entender, então, o processo narrativo construído por Antonio Guerra, objetivo central desta tese, três palavras serviram-nos como bússola norteadora: narrativa, memorialística, álbuns. Tais questões fizeram-nos passear pela história da arquivologia e utilizar operadores de leitura contemporâneos para enxergar o conjunto de fragmentos textuais do amador como um texto narrativo. O estudo da topologia do nosso corpus - centrando-nos especialmente nas pesquisas de Jacques Derrida sobre o assunto - fez-nos perceber que a obra do amador é atravessada por um cruzamento de gêneros textuais: autobiografia, carta, diário, enciclopédia, álbum fotográfico. Através desses diferentes e, algumas vezes, divergentes formatos textuais, o teatrólogo lançou mão de degraus, alçapões e labirintos de sua memória - o teatro de Julio Camillo investigado, principalmente, por Frances Yates -, para listar, inventariar, classificar e colecionar histórias de si e de muitos de seus contemporâneos
Abstract
Assunto
Artes cênicas, Narrativa (Retórica), Guerra, Antonio Crítica e interpretação, Teatro brasileiro História e crítica, Teatro Historia Brasil, Gêneros textuais, Arquivos Brasil, Autobiografia Historia e critica
Palavras-chave
álbuns, recortes, arquivos, Antonio Guerra, narrativa