Produção do espaço e a morte: urbanização, territórios e práticas fúnebres na Serra Geral de Minas Gerais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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José Guilherme Cantor Magnani
Heloisa Soares de Moura Costa
Iara Soares de França
Roberto Luís de Melo Monte-Mór

Resumo

Morrer tem se tornado um processo cada vez mais regulado por normas sanitárias, interesses econômicos e dinâmicas urbanas, mesmo em territórios rurais e tradicionais. Este estudo analisa como os processos de urbanização, produção do espaço e modernização afetam os espaços fúnebres e as práticas funerárias no território da Serra Geral de Minas Gerais. A pesquisa adota abordagem qualitativa, com entrevistas, análise documental e observação direta em Janaúba, Porteirinha e Matias Cardoso. Os resultados revelam que rituais antes comunitários têm sido substituídos por procedimentos técnicos, e que a morte vem perdendo sua dimensão simbólica e coletiva. Enquanto a população local e lideranças valorizam os vínculos espirituais e afetivos com os mortos, gestores públicos concentram-se na gestão dos espaços, e o setor funerário opera entre tradição e mercado. Os cemitérios se revelam espaços de disputa e resistência, marcados por desigualdades históricas e transformações culturais que afetam diretamente o direito à memória e ao luto.

Abstract

Death has increasingly become a process regulated by health standards, economic interests, and urban dynamics, even in rural and traditional territories. This study analyzes how the processes of urbanization, space production, and modernization affect funerary spaces and funeral practices in the Serra Geral territory of Minas Gerais. The research adopts a qualitative approach, using interviews, document analysis, and direct observation in Janaúba, Porteirinha, and Matias Cardoso. The results reveal that rituals that were once community-based have been replaced by technical procedures, and that death has been losing its symbolic and collective dimension. While the local population and community leaders value spiritual and emotional bonds with the dead, public managers focus on the management of spaces, and the funeral sector operates between tradition and the market. Cemeteries emerge as spaces of dispute and resistance, shaped by historical inequalities and cultural transformations that directly affect the right to memory and to mourning.

Assunto

Urbanização, Morte, Territorialidade humana

Palavras-chave

Urbanização, Morte, Territorialidade humana

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