Incidência e fatores associados à sífilis congênita em Belo Horizonte (MG): estudo prospectivo não concorrente, 2011-2013

dc.creatorSolange Maria Nonato
dc.date.accessioned2023-04-17T14:31:35Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:50:28Z
dc.date.available2023-04-17T14:31:35Z
dc.date.issued2015-02-24
dc.description.abstractCongenital syphilis is a severe disease, preventable and can be eliminated with timely diagnosis and treatment of pregnant women with syphilis. The qualite of antenal care quality makes a significant difference to reducing adverse outcomes due to syphilis in pregnant women. In Belo Horizonte, despite the expansion of the Family Health Program and improving access to prenatal care, the incidence of congenital syphilis has increased in recent years at a worrying rate. Thus, the aim of this study was to estimate the incidence and factors associated with the occurrence of congenital syphilis in newborns of pregnant women who performed prenatal care in the basic health units in Belo Horizonte, from November 2010 to September 2013. To this end, we performed a historical cohort study involving 353 pregnant women with syphilis, selected from Sisrede among 22 720 pregnant women who performed non treponemal test (VDRL), from July 2011 to December 2012. The information about socioeconomic characteristics, obstetric history and current pregnancy were collected from the electronic medical record. The estimated prevalence of syphilis among pregnant women was 1.6% and the incidence of congenital syphilis was 33.4%. There was a predominance of pregnant women aged greater than or equal to 20 years (81.6%), with low education (74.1%), non-white (61.8%), living alone or with family members (65, 5%) and had six or more consultations (65.2%) of prenatal care; 51.5% and 56.6% respectively, stardet the prenatal and performed the first VDRL after the first trimester of pregnancy. Factors associated with the occurrence of congenital syphilis were younger maternal age 20 years (RR = 1.44, 95% CI 1.05 to 1.99), less education than eight years of study (RR = 1.64; IC 95% 1.02 to 2.62), late onset of prenatal care (RR = 1.65, 95% CI 1.21 to 2.27), less than six prenatal consultations (RR = 1.37 , 95% CI 1.02 to 1.84), have not done the VDRL in the first trimester (RR = 1.68, 95% CI 1.21 to 2.32), title of the first VDRL greater than or equal to 1: 8 (RR = 2.86, 95% CI 1.85 to 4.41) and title of the latest VDRL performed prenatal greater than or equal to 1: 8 (RR = 2.36, 95% CI 1.62 3.42), and negative association with a history of pregnancy (RR = 0.69, 95% CI 0.49 to 0.98) and abortion (RR = 0.64, 95% CI 0.42 to 0, 99). The results show failures in prenatal care and indicate the need for new strategies to reduce vertical transmission of syphilis. The monitoring of pregnant women VDRL results is a strategy to diagnose and timely treat pregnant women with syphilis.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/52066
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectSífilis Congênita/epidemiologia
dc.subjectCuidado Pré-Natal
dc.subjectFatores de risco
dc.subjectEstudos de coortes
dc.subjectRecém-Nascido
dc.subjectInfecções Sexualmente Transmissíveis
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherSífilis congênita
dc.subject.otherGravidez
dc.subject.otherCuidado pré-natal
dc.subject.otherFatores de risco
dc.subject.otherEstudos de coortes
dc.titleIncidência e fatores associados à sífilis congênita em Belo Horizonte (MG): estudo prospectivo não concorrente, 2011-2013
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Mark Drew Crosland Guimarães
local.contributor.advisor1Ana Paula Souto Melo
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1383628646577723
local.contributor.referee1Elisabeth Barboza França
local.contributor.referee1Ricardo Andrade Carmo
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6160611470225188
local.description.resumoA sífilis congênita é uma doença grave, prevenível e pode ser eliminada com diagnóstico oportuno e tratamento adequado das gestantes com sífilis. A assistência pré-natal de qualidade faz diferença significativa para a redução dos resultados adversos devido à sífilis na gestante. Em Belo Horizonte, apesar da amplicação do Programa de Saúde da Família e melhoria do acesso ao pré-natal, a incidência da sífilis congênita tem aumentado nos últimos anos num ritmo preocupante. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi estimar a incidência e os fatores associados à ocorrência de sífilis congênita em recém-nascidos de gestantes que realizaram o pré-natal nas unidades básicas de saúde de Belo Horizonte, no período de novembro de 2010 a setembro de 2013. Para tal, foi realizado um estudo de coorte histórico envolvendo 353 gestantes com sífilis, selecionadas a partir do SISREDE, entre 22.720 gestantes que realizaram o teste não treponêmico (VDRL), no período de julho de 2011 a dezembro de 2012. As informações sobre características socioeconômicas, antecedentes obstétricos e da gestação atual foram coletadas a partir do prontuário eletrônico. A prevalência estimada de sífilis entre as gestantes foi de 1,6% e a incidência de sífilis congênita foi de 33,4%. Observou-se predomínio de gestantes com idade maior ou igual a 20 anos (81,6%), com baixa escolaridade (74,1%), cor não branca (61,8%), que viviam só ou com familiares (65,5%) e realizaram seis ou mais consultas (65,2%) de pré-natal; 51,5% e 56,6% respectivamente, iniciaram o pré-natal e realizaram o primeiro VDRL após o primeiro trimestre da gestação. Os fatores associados à ocorrência de sífilis congênita foram: idade materna menor que 20 anos (RR=1,44; IC 95% 1,05-1,99), escolaridade menor que oito anos de estudo (RR=1,64; IC 95% 1,02-2,62), início tardio do pré-natal (RR=1,65; IC 95% 1,21-2,27), menos de seis consultas no pré-natal (RR=1,37; IC 95% 1,02-1,84), não ter realizado o VDRL no primeiro trimestre (RR=1,68; IC 95% 1,21-2,32), título do primeiro VDRL maior ou igual a 1:8 (RR=2,86; IC 95% 1,85-4,41) e título do último VDRL realizado no pré-natal maior ou igual a 1:8 (RR=2,36; IC 95% 1,62-3,42), e associação negativa com história prévia de gestação (RR=0,69; IC 95% 0,49-0,98) e de aborto (RR=0,64; IC 95% 0,42-0,99). Os resultados evidenciam falhas na assistência pré-natal e indicam a necessidade de novas estratégias para reduzir a transmissão vertical da sífilis. O monitoramento dos resultados do VDRL das gestantes representa uma estratégia para diagnosticar e tratar oportunamente as gestantes com sífilis.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Saúde Pública

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