Maternidade e suas vicissitudes na psicose

dc.creatorMaria Mercedes Merry Brito
dc.date.accessioned2019-08-12T00:40:35Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:54:54Z
dc.date.available2019-08-12T00:40:35Z
dc.date.issued2013-03-14
dc.description.abstractEn nuestra práctica clínica de sanidad mental es común el encuentro con situaciones, más o menos dramáticas, de mujeres psicóticas que poseen hijos chicos o están cerca de la concepción. Las soluciones encontradas hasta el momento por la sociedad, delante del insoportable de la situación, no fueron además de las propuestas anticonceptivas, de esterilización y separación definitiva del niño(a) de sus padres para adopción o inscripción en una ruta institucional que seguro causa daño para esos pequeños sujetos. Nos encontramos, también, en el día a día del trabajo, con situaciones relativas a la eminencia, existencia concreta o delirante del embarazo, o por el deseo de maternidad de los sujetos que son asistidos. El atendimiento a esas mujeres en las unidades básicas de salud remite, también, a indagaciones de médicos generalistas de los grupos de salud de la familia, pediatrías y ginecólogos, sobre el manejo de casos de pacientes psicóticos que desean embarazar o tienen hijos sobre su responsabilidad. Algunos profesionales llegan a recomendar el alejamiento definitivo de niños del convivio con sus padres que sufren de enfermedades psíquicas. Es necesario fijar en las implicaciones de este acto en la subjetividad de esos padres y de sus hijos. Es necesario, todavía, interrogar si ese procedimiento, que presenta un riesgo de naturalización (en el sentido del método que separa sujeto y objeto), no se acerca más de una especie de eugenismo en las intervenciones de salud colectiva vueltas hacia pacientes psicóticos. Delante de las cuestiones que se presentan, y en la perspectiva de hacer avanzar la clínica con mujeres y madres psicóticas en la red pública de sanidad mental, lo que nos interesa investigar, en una interlocución con el campo psicoanalítico y a partir de la escucha de algunos casos, es lo que ocurre alrededor de la relación entre una madre, aunque psicótica, y su(s) hijo(s), o sea, qué podemos encontrar de las vicisitudes de la maternidad en la clínica de la psicosis.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9HLFYM
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPsicoses
dc.subjectSaúde mental
dc.subjectMaternidade
dc.subjectPsicologia
dc.subject.otherClínica
dc.subject.otherPsicose
dc.subject.otherSaúde mental
dc.subject.otherMaternidade
dc.titleMaternidade e suas vicissitudes na psicose
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Andréia Maris Campos Guerra
local.contributor.advisor1Jeferson Machado Pinto
local.contributor.referee1Analice de Lima Palombini
local.contributor.referee1Jacqueline de Oliveira Moreira
local.contributor.referee1Tania Aparecida Ferreira
local.contributor.referee1Oswaldo Franca Neto
local.description.resumoEm nossa prática clínica em saúde mental, é comum o encontro com situações mais ou menos dramáticas, de mulheres psicóticas que possuem filhos pequenos ou estão próximas da concepção. As soluções encontradas até o momento pela sociedade, diante do insuportável dessa situação, não foram além das propostas anticonceptivas, de esterilização e separação definitiva da criança de seus pais para adoção ou inscrição em um percurso institucional, claramente danoso para esses pequenos sujeitos. Deparamo-nos também, no dia a dia do trabalho, com situações relativas à eminência, existência concreta ou delirante da gravidez, ou pelo desejo de maternidade dos sujeitos em atendimento. O atendimento a essas mulheres nas unidades básicas de saúde remete também a indagações de médicos generalistas das equipes de saúde da família, pediatrias e ginecologistas sobre a condução de casos de pacientes psicóticos que desejam engravidar ou têm filhos sobre sua guarda. Alguns profissionais chegam a recomendar o afastamento definitivo de crianças do convívio com os pais acometidos de sofrimento psíquico. É preciso atentar para as implicações desse ato na subjetividade desses pais e de seus filhos. É preciso ainda interrogar se essa conduta, que tem o risco da naturalização (no sentido do método que separa sujeito e objeto), não se aproximaria mais de uma espécie de eugenismo nas intervenções de saúde coletiva voltadas para pacientes psicóticos. Diante das questões que se colocam, e na perspectiva de fazer avançar a clínica com mulheres e mães psicóticas na rede pública de saúde mental, o que nos interessa investigar, numa interlocução com o campo psicanalítico e a partir da escuta de alguns casos, é o que se passa em torno da relação entre uma mãe, ainda que psicótica, e seu(s) filho(s), ou seja, o que podemos encontrar das vicissitudes da maternidade na clínica da psicose.
local.publisher.initialsUFMG

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