Incomensurável comum: políticas da escrita em Graciliano Ramos

dc.creatorWilly Carvalho Coelho
dc.date.accessioned2019-08-11T00:36:47Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:12:14Z
dc.date.available2019-08-11T00:36:47Z
dc.date.issued2014-03-14
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-9HBH4B
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectRamos, Graciliano, 1892-1953 Memorias do carcere Critica e interpretação
dc.subjectPolítica na literatura
dc.subjectLiteratura e história
dc.subjectMemória na literatura
dc.subject.otherpolítica
dc.subject.othermemória
dc.subject.otherGraciliano Ramos
dc.titleIncomensurável comum: políticas da escrita em Graciliano Ramos
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Wander Melo Miranda
local.contributor.referee1Roberto Alexandre do Carmo Said
local.contributor.referee1Heloisa Maria Murgel Starling
local.contributor.referee1Ivete Lara Camargos Walty
local.contributor.referee1Elizabeth Santos Ramos
local.description.resumoEsta tese propõe a investigação e a leitura teórica do texto de Graciliano Ramos. A hipótese sobre a relação entre a escrita de Graciliano e a teoria de aspecto crítico orienta a pesquisa. Por conseguinte, a argumentação que se segue tem o objetivo de esclarecer tal conjectura. Esta se fundamenta na premissa do espelhamento de questões provocado pelos diferentes modos de discurso. O foco do questionamento incide sobre a relação do indivíduo com a linguagem e sobre temas relacionadas à vida em comunidade. A circunscrição do uso da memória pela escrita é o ponto de partida do trabalho. Proponho, em etapa subsequente, a crítica da abertura à reflexão, sobre a ideia de política e a respeito da noção de racionalidade, propiciada pela literatura. Memórias do cárcere (1953) é o texto central do exame. A análise da obra abrange, além disso, fragmentos de outros trabalhos, como os romances iniciais, e a fatura de Infância (1945). Tomando esse enfoque é possível notar que a narração forma uma espécie de mônada. Apresenta-se, com sua emergência, a temporalidade múltipla da história. De março de 1936 (data da prisão de Graciliano), a narrativa circula por tempos condicionados pela reminiscência. Tal categoria permite, por sua vez, o escrutínio da confluência dos regimes da experiência individual e da experiência de uma história comum. Da mesma forma que a falta de revisão do romance concluído recentemente (Angústia, 1936) é uma constante, depara-se com as lembranças do tempo da migração, para o Rio de Janeiro, na juventude (1914), e ainda com a prorrogação do 'estado de guerra' durante o governo de Getúlio Vargas (1936). Em seu processo composicional, o texto dispõe uma 'coleção de imagens'; recortadas e imobilizadas no agora da escrita, elas servem ao fim patente da investigação. A força metafórica das imagens desperta o pensamento. A concepção topográfica da escrita como espaço político arregimenta para a função de interlocutores preponderantes Walter Benjamin, Michel Foucault, Jacques Rancière, Giorgio Agamben e Georges Didi-Huberman. O desdobramento tanto da questão política quanto da questão do poder traça o diagrama dos temas que o enfoque interdisciplinar operacionaliza. Ele compreende: a relação entre subjetividade e linguagem; racionalidade, dessubjetivação e política; reconstituição da experiência como embate pela memória; memória como metonímia da palavra e do espaço sensível na comunidade; política como jogo da argumentação; relações de poder, estratégias de controle e estratégias de resistência; escrita, língua, uso como categoria, potência e campo de possibilidade.
local.publisher.initialsUFMG

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