Uma arquitetura ao corpo: Investigações sobre a profundidade fenomenológica para a potencialização da percepção no espaço construído

dc.creatorYasmin Elganim Vieira
dc.date.accessioned2021-03-18T18:37:40Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:25:10Z
dc.date.available2021-03-18T18:37:40Z
dc.date.issued2020-02-27
dc.description.abstractThe object of the research is the BODY-SPACE relationship and its bias through perception. This investigation intends to potentialize the perception in architecture in favor of a synesthetic existence (to involve the whole body), of an existence as its own action (singular, autonomous of the inhabitant) and of a metaphorical existence (that transforms the space). It is assumed as a premise that perception is the first contact between body and space and the founding act of spatial experience, and therefore, to empower it in architecture means to promote this link and substantiate many relationships, topologies and spatialities. In this sense, the expressive idea for the perceptive existence in the three realities is about the search for a space to be formed by the body. To this end, it is proposed a notion of architecture as experience, to be constructed in act, to exist just during the inhabitant's experience as pure event, something stretched in time and constantly changing. In other words, an open and forming architecture, that proposes the experience of sculpting the interior architectonic volume to the inhabitant. The foundation of this notion starts with the depth analysis, developed in phenomenology by Maurice Merleau-Ponty. The phenomenological depth, besides being responsible for opening the perception into its synesthetic existence, establishes a plasticity condition that matters here: the body forming the space and the space being formed by it. Once this dimension is configured, the analysis is directed to how make the space to be autonomously created and synchronous with the experience of who inhabits it, to stage perception as own action and metaphorical. It is studied, therefore, the Rosalind Krauss`s concept of externality, originated from her researches of how the minimalism artistic practice made its sculptures exist in latency. After studying these two references, the research develops a condition, called voluminosity in externality, that allows architecture to be formed with singularity at the time of the inhabitant's experience. That condition will find its emblem in the archetypes of the cinematographic sequencing, labyrinth and night, and will occur in the temporal flow of a discontinuity on the continuity, on the intermittencies of the near and remote, in the decisions between the optical and tactile space and in the decentralization of space.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/35263
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subject.otherArquitetura
dc.subject.otherCorpo
dc.subject.otherEspaço
dc.subject.otherPercepção
dc.subject.otherExperiência
dc.subject.otherProfundidade
dc.subject.otherFenomenologia
dc.subject.otherExternalidade
dc.subject.otherMinimalismo
dc.subject.otherArchitecture
dc.subject.otherBody
dc.subject.otherSpace
dc.subject.otherPerception
dc.subject.otherExperience
dc.subject.otherDepth
dc.subject.otherPhenomenology
dc.subject.otherExternality
dc.subject.otherMinimal Art
dc.titleUma arquitetura ao corpo: Investigações sobre a profundidade fenomenológica para a potencialização da percepção no espaço construído
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Stéphane Denis Albert René Philippe Huchet
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9400245008288091
local.contributor.referee1Rita de Cássia Lucena Velloso
local.contributor.referee1Celina Borges Lemos
local.contributor.referee1Diogo Ribeiro Carvalho
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8302920000105073
local.description.resumoO objeto da pesquisa se trata da relação CORPO-ESPAÇO e seu viés pela percepção. O que move essa investigação é potencializar a percepção na arquitetura em prol de uma existência sinestésica (a envolver todo o corpo), de uma existência como ação própria (singular, autônoma do habitante) e de uma existência metamórfica (a transformar o espaço). Assume-se como premissa que a percepção seja o contato primeiro entre corpo e espaço e o ato fundante da experiência espacial e, por isso, potencializá-la na arquitetura significa fomentar esse elo e substanciar múltiplas relações, topologias e espacialidades. Nesse sentido, a ideia expressiva para a existência perceptiva nas três realidades se trata da busca de um espaço a ser formado pelo corpo. Para tal, propõe-se uma noção de arquitetura como experiência, a se constituir em ato, a existir apenas no momento da experiência do habitante como puro acontecimento, algo distendido no tempo e em contínua mutação. Em outros dizeres, uma arquitetura aberta e em formação, que propõe ao habitante a experiência de esculpir o volume arquitetônico interior. A fundamentação dessa noção se inicia pela análise da profundidade, desenvolvida na fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty. A profundidade fenomenológica, além de ser responsável pela abertura da percepção em sua existência sinestésica, instaura uma condição de plasticidade que interessa aqui: o corpo formando o espaço e o espaço sendo formado pelo corpo. Uma vez configurada essa dimensão, a análise se direciona para o como do espaço ser criado com autonomia e sincrônico com a experiência de quem o habita, a encenar percepção como ação própria e metamórfica. Estuda-se, assim, o conceito de externalidade de Rosalind Krauss, oriundo de suas pesquisas sobre como a prática artística do Minimalismo fez com que suas esculturas existissem em latência. Diante do estudo dessas duas referências, desdobra-se uma condição, denominada de voluminosidade em externalidade, que possibilita à arquitetura ser formada com singularidade no momento da experiência do habitante. Essa condição encontrará seu emblema nos arquétipos do sequenciamento cinematográfico, labirinto e noite, e ocorrerá no fluxo temporal de uma descontinuidade na continuidade, nas intermitências do próximo e do longínquo, nas indecisões entre o espaço óptico e do espaço tátil e na descentralização do espaço.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentARQ - DEPARTAMENTO DE ANÁLISE CRÍTICA E HISTÓRICA DA ARQUITETURA E DO URBANISMO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Dissertacao FINAL_Yasmin.pdf
Tamanho:
17.69 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: