A Educação do Campo como enfrentamento à colonialidade no Brasil

dc.creatorJulio Pacheco
dc.creatorEmmanuel Duarte Almada
dc.creatorLuiz Paulo Ribeiro
dc.date.accessioned2024-05-21T20:34:28Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:12:34Z
dc.date.available2024-05-21T20:34:28Z
dc.date.issued2022-09-14
dc.description.abstractThe Brazilian rural landscape has been constituted through historical tensions that had repercussions on our entire social organization as a country. This landscape was structured following coloniality-based approach, which set the social place where Latin American peasants and territories were positioned. The objective of this essay is, thus, to discuss the relationship between Rural Education and the confrontation of coloniality. Methodologically, we start from a critical reading of the theoretical production on coloniality and Rural Education in Latin America, focusing on the intersections and crossings between these two theoretical-political fields in the Brazilian historical and territorial context. The struggle for the right to education brought the affirmation of rural landscapes as the territory of people’s rights, opposing the coloniality that marginalized, through its modern rationality, the non-white peoples and the rural territories. This is the main aspect of disputes brought by Rural Education. It struggles for access to education, however, associated with other civil rights that demand a new social, political, cultural, and economic placement of rural peoples and their territories. Rural Education reshapes the Brazilian project of country and society project, taking into account the relevance of rural peoples in its constitution and, therefore, becomes the resistance to coloniality that has historically structured Latin American societies.
dc.format.mimetypepdf
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.46551/rc24482692202222
dc.identifier.issn1678-8346
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/68515
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relation.ispartofRevista Cerrados
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEducação rural
dc.subjectImperialismo
dc.subjectAculturação - América Latina
dc.subject.otherEducação do Campo
dc.subject.otherColonialidade
dc.subject.otherAmérica Latina
dc.titleA Educação do Campo como enfrentamento à colonialidade no Brasil
dc.title.alternativeRural Education as a tool in facing coloniality in Brazil
dc.title.alternativeLa Educación de Campo como confrontacion a la colonialidad en Brasil
dc.typeArtigo de periódico
local.citation.epage163
local.citation.issue02
local.citation.spage132
local.citation.volume20
local.description.resumoO campo brasileiro constituiu-se por meio de tensionamentos históricos que repercutiram em toda nossa organização social como país. O Brasil foi estruturado sob a égide da colonialidade que configurou o lugar social em que os territórios e povos camponeses foram posicionados. O objetivo deste ensaio teórico é discutir a relação da Educação do Campo com o enfrentamento da colonialidade historicamente imposta na América Latina, com foco no Brasil. Neste país, as lutas pelo direito à educação trouxeram a afirmação do campo como território de sujeitos de direitos, ao contrário da colonialidade, que marginalizou em sua racionalidade moderna os grupos humanos não-brancos e os territórios rurais. Quando, já no século XX, também os países latino-americanos fizeram sua inserção nos novos arranjos capitalistas, os territórios rurais e suas populações permaneceram associados ao atraso e à ignorância, já que o pretendido desenvolvimento e modernização estiveram concentrados na industrialização urbana pela via dependente e subordinada aos interesses dos países centrais. E é aqui o ponto central de disputas assumidos pela Educação do Campo. Ela luta pelo direito à educação, mas associada ao conjunto dos demais direitos que exigem um novo lugar social, político, cultural e econômico dos sujeitos e territórios camponeses. Assim, ela reposiciona o projeto de país e de sociedade brasileira considerando a relevância camponesa em sua constituição e, dessa forma, se faz resistência à colonialidade historicamente estruturante da sociedade brasileira e, consequentemente, latino-americana.
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-2191-9572
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0002-4278-7871
local.identifier.orcidhttps://orcid.org/0000-0001-7239-7551
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS APLICADAS À EDUCAÇÃO
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.url.externahttps://www.periodicos.unimontes.br/index.php/cerrados/article/view/4791

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