O uso de insetos comestíveis na alimentação humana: uma revisão narrativa

dc.creatorPâmela Barroso de Oliveira
dc.date.accessioned2025-03-24T11:52:25Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:29:38Z
dc.date.available2025-03-24T11:52:25Z
dc.date.issued2025-02-25
dc.description.abstractThe global population is expected to reach around 10 billion people by 2050, which will significantly increase the demand for food. This population growth can generate agricultural shortages and increase the risk of food insecurity, making it essential to adopt sustainable practices in food production. This article reviews the potential of insects as an alternative to animal protein, exploring the nutritional, environmental and social aspects of this practice. In this context, the exploration of new nutritional sources that can guarantee an adequate supply of macro and micronutrients is essential. Edible insects, with more than 2,000 species identified as safe for human consumption, emerge as an excellent alternative. These insects provide proteins, lipids, minerals and vitamins at different stages of their life cycle, including eggs, larvae, pupae and adults. The fat content varies from 2% to 62%, with a predominance of unsaturated fatty acids, which can represent up to 75% of the total fatty acids present. Proteins are present in significant quantities, with between 20 and 76g of protein per 100g of dry weight of insects, depending on the stage of development. In addition, insects have higher levels of calcium and iron than those found in beef, chicken and pork. Insect-based food production offers several environmental advantages, such as reduced water consumption, reduced greenhouse gas emissions and greater efficiency in feed conversion. To overcome consumer aversion to the idea of eating insects, several studies suggest the use of insects as ingredients in food products, which not only improves nutritional value but also increases consumer acceptance. In addition to human consumption, insects have traditionally been used for medicinal and therapeutic purposes. Continued research, combined with increasing consumer acceptance, can transform the food industry, making insects a fundamental part of the global diet. With the adoption of innovative practices, insects can not only complement but also play a crucial role in building a more sustainable and resilient food system.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/80838
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/pt/
dc.subjectEntomofagia
dc.subjectSustentabilidade
dc.subjectAlimentos alternativos
dc.subjectProteínas
dc.subjectNutrição
dc.subject.otherEntomofagia
dc.subject.othersustentabilidade
dc.subject.otherfontes alternativas
dc.subject.otherproteina
dc.subject.othernutrição
dc.subject.otherentomoterapia
dc.titleO uso de insetos comestíveis na alimentação humana: uma revisão narrativa
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Bruna Mara Aparecida de Carvalho
local.contributor.advisor1Lattes4593434585152282
local.contributor.referee1Cláudia Regina Vieira
local.contributor.referee1Hugo Calixto Fonseca
local.creator.Lattes7490138383201351
local.description.resumoEspera-se que a população mundial atinja cerca de 10 bilhões de pessoas até 2050, o que aumentará consideravelmente a demanda por alimentos. Esse crescimento populacional pode gerar escassez agrícola e elevar o risco de insegurança alimentar, tornando fundamental a adoção de práticas sustentáveis na produção de alimentos. Este artigo revisa o potencial dos insetos como uma alternativa à proteína animal, explorando os aspectos nutricionais, ambientais e sociais dessa prática. Nesse contexto, a exploração de novas fontes nutricionais que possam garantir o fornecimento adequado de macro e micronutrientes é essencial. Os insetos comestíveis, com mais de 2.000 espécies identificadas como seguras para o consumo humano, surgem como uma excelente alternativa. Esses insetos oferecem proteínas, lipídios, minerais e vitaminas em diferentes estágios de seu ciclo de vida, incluindo ovos, larvas, pupas e adultos. O teor de gordura varia de 2% a 62%, com uma predominância de ácidos graxos insaturados, que podem representar até 75% do total de ácidos graxos presentes. As proteínas estão presentes em quantidades significativas, podendo conter entre 20 a 76g de proteína por 100g de inseto em peso seco, dependendo do estágio de desenvolvimento. Além disso, os insetos apresentam níveis de cálcio e ferro superiores aos encontrados em carnes de bovino, frango e porco. A produção de alimentos à base de insetos oferece várias vantagens ambientais, como menor consumo de água, redução das emissões de gases de efeito estufa e maior eficiência na conversão alimentar. Para superar a aversão dos consumidores à ideia de comer insetos, várias pesquisas sugerem o uso de insetos como ingredientes em produtos alimentícios, o que não só melhora o valor nutricional, mas também aumenta a aceitação entre os consumidores. Além do consumo humano, os insetos têm sido tradicionalmente usados para fins medicinais e terapêuticos. A pesquisa contínua, aliada à aceitação crescente entre os consumidores, pode transformar a indústria alimentícia, tornando os insetos uma parte fundamental da dieta mundial. Com a adoção de práticas inovadoras, os insetos podem não apenas complementar, mas desempenhar um papel crucial na construção de um sistema alimentar mais sustentável e resiliente.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICA - INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Alimentos e Saúde

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