O processo de intervenção social do turismo na Serra do Ibitipoca (MG): Simultâneo e desigual, dilema camponês no "Paraíso do Capital"

dc.creatorBruno Pereira Bedim
dc.date.accessioned2019-08-13T18:56:00Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:08:51Z
dc.date.available2019-08-13T18:56:00Z
dc.date.issued2008-02-12
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MPBB-7MDM8U
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCamponeses
dc.subjectMaterialismo dialético
dc.subjectCultura
dc.subjectTurismo Minas Gerais
dc.subjectMeio ambiente Minas Gerais
dc.subjectIbitipoca, Serra do (MG)
dc.subjectParque Estadual do Ibitipoca (MG)
dc.subject.othercultura camponesa
dc.subject.otherParque Estadual do Ibitipoca
dc.subject.othereconomia política
dc.subject.otherTurismo
dc.subject.otherUnidade de Conservação
dc.subject.othermaterialismo dialético
dc.titleO processo de intervenção social do turismo na Serra do Ibitipoca (MG): Simultâneo e desigual, dilema camponês no "Paraíso do Capital"
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Maria Aparecida dos S Tubaldini
local.contributor.referee1Bernardo Machado Gontijo
local.contributor.referee1Heber Eustáquio de Paula
local.contributor.referee1Jacob Binsztok
local.description.resumoConsiderando a trajetória histórico-social de criação e uso público do Parque Estadual do Ibitipoca (MG), a pesquisa discute a subseqüente apropriação de seu entorno pelo turismo enfocando o movimento processual de transformação das condições materiais de existência humana na Serra de Ibitipoca. Os aspectos discutidos estão ligados à reestruturação da esfera produtiva, ao aumento da complexidade da vida social com o advento do turismo e à análise das características atuais como resultado de processos sincrônicos e diacrônicos de produção do espaço analisado. Demonstra-se com a perspectiva conservacionista do órgão gestor do parque (IEF/MG) contrasta com os dilemas socioambientais do campesinato de seu entorno, produzindo discrepâncias no próprio processo histórico e social desenvolvido localmente. O tema central foca ainda a idéia de simultaneidade e desigualdade inerente às interações entre forças produtivas e relações de produção identificadas a partir de dados empíricos coletados no entorno do Paque. Tem-se o campesinato de Ibitipoca enquanto grupo humano que se organiza para atingir a produção dos seus meios de vida, cuja margem de lazer e ócio contrasta com os usos e os sentidos do tempo inerentes à lógica produtiva incorporada pelo turismo. Num contexto em que a racionalidade do turismo passa a conduzir o processo econômico na Serra do Ibitipoca, as outras formas de produção e de vida tendem a ser desqualificadas. O mercado de trabalho então se afirma como equalizador dos conflitos sociais à medida que o poder político é redistribuído no processo. Sob as rubricas do ecologicamente correto, tem-se o caráter mimético assumido pela renda da terra mediante a inauguração de novas modalidades de uso e ocupação do solo no entorno de Unidades de Conservação. Não obstante, a transição dos critérios de valorização da terra suscita a humanização da natureza via a desumanização do homem. Coisificado pelos artifícios do capital que transformam a si próprio e o seu lugat em reles mercadoria a ser fotografada e vendida aos turistas urbanos, o camponês resiste e/ou se conforma mediante o processo que lhe espreita. Empurrado para os bastidores da vida social, estabelece novas estratégias de enfrentamento das circunstâncias de vida no entorno do parque. O ethos da terra (re) constrói assim o espaço de sua própria diferença: o compartimento de um outro tempo que se faz presente; a enunciação dos enigmas de um futuro incerto pois envolto pelos cercos e desafios a um modo de vida confrontado pelos movimentos mais amplos de expansão do capital. O turismo em Ibitipoca enuncia assim uma complexa transição entre o primário e o terciário que mantém traços diacrônicos do modo de vida camponês como algo funcional à reprodução do capital. A Ibitipoca atual teima em extrapolar os seus limites, articulando suas reminiscências e seus acréscimos, suas desigualdades e suas próprias contradições.
local.publisher.initialsUFMG

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