Avaliação de distúrbios do sono em indivíduos com transtorno do espectro autista
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Sleep disorders in children with autism spectrum disorder
Primeiro orientador
Membros da banca
Andréa Clemente Palmier
Flávia Almeida Ribeiro Scalioni
Flávia Almeida Ribeiro Scalioni
Resumo
Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um conjunto de condições do
neurodesenvolvimento caracterizado por déficits na comunicação, na interação social
e pela presença de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Entre os
desafios vivenciados pelas famílias, destaca-se distúrbios do sono das crianças com
TEA, frequentemente acompanhada por insônia e outras desordens, o que impacta
diretamente a dinâmica familiar. O objetivo deste estudo transversal foi avaliar os
distúrbios do sono em crianças com TEA e quais são os fatores associados. A coleta
de dados foi realizada com 99 cuidadores de crianças diagnosticadas com TEA,
atendidas no Centro de Atendimento e Inclusão Social (CAIS) de Contagem, Minas
Gerais por meio da aplicação da versão brasileira da Sleep Disturbance Scale for
Children (SDSC) e os fatores sociodemográficos (criança – sexo, idade, cor da pele,
nível de suporte de TEA, uso de medicação, uso e tempo de tela, uso de luz para
dormir e família – sexo do respondente, número de filhos, escolaridade materna e
renda). A escala é composta por 26 questões cujo somatório das respostas resulta
em um escore total, além de seis domínios: início e manutenção do sono, respiratórios
do sono, da agitação, da transição sono-vigília, de sobrecarga excessiva e hiperidrose
do sono. A análise estatística foi conduzida no software STATA versão 12.0 utilizando-
se regressão de Poisson com variância robusta (RP e IC95%). Os resultados
revelaram que 51,21% das crianças apresentaram altos escores de distúrbios do
sono, sendo o mais prevalente o domínio de dificuldade de iniciar e manter o sono
(escore médio de 12,67). Fatores como sexo feminino (RP = 0,43; IC 95% 0,19–0,97),
maior tempo de exposição a telas (RP = 2,17; IC 95% 1,01–4,67) e baixa renda familiar
(RP = 1,62; IC 95% 1,10–2,40) foram associados ao desfecho. Além disso, o não uso
de medicamentos se mostrou como um fator de proteção (RP = 0,52; IC 95% 0,31–
0,86). Conclui-se que os distúrbios do sono são prevalentes em crianças com TEA e
possuem múltiplos determinantes, sendo essencial que o cuidado em saúde considere
não apenas a criança, mas o núcleo familiar como um todo, promovendo intervenções
interdisciplinares que atendam às necessidades clínicas, emocionais e sociais
envolvidas.
Abstract
Autism Spectrum Disorder (ASD) is a set of neurodevelopmental conditions
characterized by deficits in communication, social interaction, and the presence of
repetitive behaviors and restricted interests. Among the challenges experienced by
families, sleep disorders in children with ASD stand out, often accompanied by
insomnia and other disorders, which directly impact family dynamics. The objective of
this cross-sectional study was to evaluate sleep disorders in children with ASD and
their association with sociodemographic factors. Data collection was carried out with
99 caregivers of children diagnosed with ASD, treated at the Social Inclusion and Care
Center (CAIS) through the application of the Brazilian version of the Sleep Disturbance
Scale for Children (SDSC) and sociodemographic factors (child – sex, age, skin color,
ASD support level, use of medication, screen – use and duration, use of light to sleep
and family – sex of respondent, number of children, maternal schooling and family
income). The SDSC consists of 26 questions, the sum of whose answers results in a
total score, in addition to six domains: sleep initiation and maintenance disorders,
sleep-disordered breathing, agitation disorders, sleep-wake transition disorders,
excessive overload disorders, and sleep hyperhidrosis. Information on children's
screen use and time was collected as a confounding variable. Statistical analysis was
conducted in STATA software version 12.0 using Poisson regression with robust
variance (PR and 95% CI). The findings revealed that 51.21% of the children had high
sleep disorder scores, the most prevalent being the domain of difficulty initiating and
maintaining sleep (mean score of 12.67). Factors such as female individuals (PR =
0.43; 95% CI 0.19–0.97), longer screen time (PR = 2.17; 95% CI 1.01–4.67), and low
family income (PR = 1.62; 95% CI 1.10–2.40) were associated with the outcome. In
addition, not using medications was shown to be a protective factor (PR = 0.52; 95%
CI 0.31–0.86). It is concluded that sleep disorders are prevalent in children with ASD
and have multiple determinants, making it essential that health care considers not only
the child, but the family nucleus as a whole, promoting interdisciplinary interventions
that meet the clinical, emotional and social needs involved.
Assunto
Transtorno do espectro autista, Transtornos do sono-vigília, Epidemiologia
Palavras-chave
Transtorno do espectro autista Distúrbios do sono Epidemiologia.
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