Status nutricional de iodo e seus determinantes em crianças e adolescentes de um município do semiárido de Minas Gerais, 2008
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Vera Maria Alves Dias
Nísia Andrade Villela Dessimoni Pinto
Nísia Andrade Villela Dessimoni Pinto
Resumo
Introdução: a deficiência de iodo constitui a principal causa evitável de retardo mental em crianças de todo o mundo, sendo sua distribuição monitorada por meio da avaliação das concentrações de iodo no sal e na urina. A iodação do sal tem se mostrado uma estratégia eficiente no controle dessa carência nutricional, ao passo que a análise da excreção de iodo urinário vem sendo priorizada como método de avaliação de sua magnitude em estudos populacionais. Metodologia: foram analisadas em relação às concentrações de iodo no sal de consumo familiar e excreção urinária de iodo 1015 crianças e adolescentes com idade entre 6 meses e 14 anos, residentes em Novo Cruzeiro-MG, alocadas por amostragem estratificada em duas etapas. Resultados: Com relação as crianças em idade pré-escolar observou-se prevalência de aporte insatisfatório de iodo veiculado pelo sal em 14,4% dos domicílios investigados. A excreção deficiente de iodo urinário verificada foi de 34,4%. Destes, 23,5% apresentaram valor inferior a 100 g/L, caracterizando deficiência leve, 5,9% permaneceram entre 20 e 49,9 g/L (deficiência moderada) e 5% encontravam-se abaixo de 20 g/L (deficiência grave). Diferença significante na distribuição da deficiência de iodo urinário foi constatada entre o meio urbano e o rural (p<0,001), registrando-se concentrações medianas de iodúria de 150,8 e 114,3 g/L, respectivamente. Ainda, observou-se alta proporção de deficiência de iodo entre crianças cujo teor de iodo no sal de consumo encontrava-se abaixo da recomendação. No que refere aos escolares, observou-se excreção deficiente de iodo urinário em 38,9% dos indivíduos avaliados. Entre estes, 28,7% apresentaram deficiência de grau leve (iodúria < 100 g/L), 6,2% deficiência moderada (iodúria < 50 g/L) e 4% mostraram-se gravemente deficientes (iodúria < 20 g/L). As medianas de iodúria encontradas para a população urbana e rural foram de 150,8 e 119,2 g/L, respectivamente, sendo registrada distribuição distinta e significativa da deficiência de iodo entre as duas populações (p<0,001). Também se verificou alta prevalência de excreção deficiente de iodo urinário entre escolares que consumiam sal com teor insuficiente de iodo. Em relação à qualidade do sal destinado ao consumo familiar, 12,2% dos domicílios tinham concentração de iodo no sal abaixo do recomendado (20 mg/kg) e somente 5,3% possuíam teor de iodo abaixo de 15 mg/kg. A concentração mediana de iodo veiculado pelo sal foi de 28,9 e 30 mg/kg entre os escolares residentes no meio urbano e rural, respectivamente. Conclusão: a deficiência de iodo entre crianças e adolescentes de Novo Cruzeiro não constitui problema de saúde pública, segundo critério estabelecido pela OMS, embora apresente prevalência ainda bastante expressiva. A distribuição limítrofe da excreção urinária de iodo associada a níveis inferiores de iodo no sal sugerem a necessidade de novos estudos que visem o monitoramento da carência iódica e à prevenção de suas consequências no município.
Abstract
Assunto
Avaliação nutricional, Deficiência de iodo, Iodo/fisiologia, Inquéritos nutricionais, Iodo/deficiência, Criança, Adolescente, Pediatria
Palavras-chave
Iodo deficiência, Adolescentes, Epidemiologia nutricional, Iodúria, Iodo no sal, Crianças