Mineralogia por DRX, petrografia e química mineral da jazida Córrego Brandão, Greenstone Belt Rio das Velhas, Quadrilátero Ferrífero

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Flávia Cristina Silveira Braga
Gustavo Henrique Coelho de Melo

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Córrego Brandão (CBR) é uma jazida de ouro, contendo em sua porção oxidada 1 Mt de minério com teor médio de 1,48 g/t Au, totalizando 51.000 oz Au, localizada na porção nordeste do Quadrilátero Ferrífero (QF), no município de Caeté - MG. Hospeda-se em anfibolitos metaígneos do Grupo Nova Lima, base do Greenstone Belt Rio das Velhas. A estrutura sinforme envolvendo os granitoides e ortognaisses do Domo de Caeté (2.77 Ga) difere CBR de outras jazidas auríferas neoarqueanas do QF. Nessa pesquisa, utilizou-se amostras de testemunho de sondagem, foram realizadas análises de DRX, estudos petrográficos, química mineral e geoquímica multielementar, para caracterizar as rochas hospedeiras da mineralização. Estas rochas, de fonte máfica, incluem sequências metamórficas e metavulcanoclásticas com características químicas, macro e microscópicas distintivas. A mineralização hospeda-se em rochas metamórficas, de protólito igneo máfico, fácies anfibolito inferior, distinguindo-se da maior parte do QF, onde hospedeiras estão em fácies xisto-verde. As análises de DRX mostram uma presença significativa de minerais do grupo dos carbonatos, como dolomita, nas rochas que hospedam a mineralização. Esse horizonte está alterado hidrotermalmente contendo sulfeto, arsenieto, telureto, carbonato e anfibólio, ocorre no contato entre um pacote de rochas metaultramáficas e outro de rochas metamáficas, e é cortado por uma zona de cisalhamento verticalizada, com cerca de 20 a 40 metros de espessura, enquanto os contatos litológicos seguem o sinforme de CBR. A rocha hospedeira de granulação fina a média, tem trama obliterada e inequigranular, com vênulas de carbonato que transectam a foliação, nomeada tremolita/actinolita - clorita carbonato xisto. A zona mineralizada possui sulfetos disseminados (esfalerita, arsenopirita, pirrotita, pirita e calcopirita). No halo proximal magnetita é a principal fase óxido, constitui cristais finos disseminados, pirrotita é pouco frequente, sendo um subproduto da substituição da magnetita, e cristais finos e tabulares de ilmenita ocorrem subordinadamente. Destacam-se os minerais índice de ganga: os anfibólios (hornblenda, tremolita e actinolita), epidoto, clorita, biotita e granada. Partículas de ouro ocorrem associadas e/ou inclusas em cristais de magnetita e pirita, se apresenta em partículas finas e alongadas, associadas a micro bandas de clorita.

Abstract

Córrego Brandão (CBR) is a gold deposit located in the northeastern portion of the Quadrilátero Ferrífero (QF), in the municipality of Caeté, Minas Gerais. Its oxidized zone contains 1 Mt of ore with an average grade of 1.48 g/t Au, totaling 51,000 oz of gold. The deposit is hosted in metaigneous amphibolites of the Nova Lima Group, which forms the base of the Rio das Velhas Greenstone Belt. The synformal structure surrounding the granitoids and orthogneisses of the Caeté Dome (2.77 Ga) sets CBR apart from other Neoarchean gold deposits in the QF. This study used drill core samples and conducted XRD analyses, petrographic studies, mineral chemistry, and multielement geochemistry to characterize the host rocks. These rocks, of mafic origin, include metamorphic and metavolcaniclastic sequences with distinctive chemical, macroscopic, and microscopic features. The mineralization is hosted in metamorphic rocks derived from mafic igneous protoliths, within the lower amphibolite facies. This contrasts with most QF deposits, which are hosted in greenschist facies rocks. XRD analyses revealed a significant presence of carbonate group minerals, such as dolomite, in the mineralized rocks. The mineralized horizon is hydrothermally altered and contains sulfides, arsenides, tellurides, carbonates, and amphiboles. It occurs at the contact between a package of metaultramafic rocks and another of metamafic rocks, and is crosscut by a steeply dipping shear zone approximately 20 to 40 meters thick, while lithological contacts follow the CBR synform. The host rock is fine to medium-grained, with obliterated and inequigranular texture, and contains carbonate veinlets that crosscut foliation. It is referred to as tremolite/actinolite chlorite–carbonate schist. The mineralized zone contains disseminated sulfides, including sphalerite, arsenopyrite, pyrrhotite, pyrite, and chalcopyrite. In the proximal halo, magnetite is the dominant oxide phase, forming fine disseminated crystals. Pyrrhotite is rare and results from magnetite replacement. Fine, tabular ilmenite crystals occur subordinately. Gangue indicator minerals include amphiboles (hornblende, tremolite, and actinolite), epidote, chlorite, biotite, and garnet. Gold particles are associated with and/or included in magnetite and pyrite crystals. They appear as fine, elongated grains, often linked to microbands of chlorite.

Assunto

Ouro, Rochas metamórficas, Geoquímica, Petrologia, Mineralogia – Velhas, Rio das (MG)

Palavras-chave

Ouro, Metamaficas, Geoquímica, Quadrilátero Ferrífero

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