Treinamento muscular inspiratório em pacientes com doenças pulmonares intersticiais

dc.creatorJéssica Blanco Loures
dc.date.accessioned2022-05-27T19:27:46Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:03:37Z
dc.date.available2022-05-27T19:27:46Z
dc.date.issued2021-11-24
dc.description.abstractIntroduction: The effects of inspiratory muscle training (IMT) in patients with chronic lung diseases are already well established: improvement in inspiratory muscle function, functional capacity and quality of life, in addition reduce dyspnea, which is the main symptom of patients with interstitial lung disease (ILD). However, the effects of IMR in these patients have not yet been specifically investigated. In addition, the perception of these patients about this physical therapy intervention is also unknown. Objective: To evaluate the effect of IMT on: dyspnea, inspiratory muscle endurance, inspiratory muscle strength, functional capacity, and quality of life; in addition to discuss the perception of these patients about inspiratory muscle training. Methods: Quasi-experimental study with measurements pre- and post-intervention and qualitative study with post-intervention semi-structured interview. Patients with diagnosis of ILD, aged between 40-80 years, dyspnea scale (Medical Research Council scale - MRC) ≥ 2, not participating in pulmonary rehabilitation and not using supplemental oxygen at rest were eligible. Patients unable to understand or perform the assessment procedures or training program were excluded. Participants performed 8 weeks home based IMT, daily, twice a day, with 2 sets of 30 breaths. The initial load was 50% of the maximum inspiratory pressure (MIP) and weekly the load was readjusted 50% of the new MIP, keeping Borg between 4 and 6. During the COVID-19 pandemic, readjustments were made remotely with the average change in load from previous data. Data distribution was evaluated using the Shapiro Wilk test. In variables with normal distribution, paired T test was used to compare pre and post training, if non-normal, Wilcoxon test was used. In the qualitative study, the data saturation method was used. Results: 14 participants (8 women) with mean age of 64±7 years and forced vital capacity of 67 ±15% of predicted were studied. There was a statistical difference in all variables: decrease in dyspnea (3 vs 2, p=0.001) and improvement in inspiratory muscle endurance time (257.8 ± 74.5 vs 833.1 ± 192.0 seconds, p=0.001). There was an increase in MIP (76.5 ± 30.8 vs 132.7 ± 24.7cmH2O, p = 0.001), in functional capacity (410.4 ± 78 vs 431.1 ± 64.3 m, p=0.031) and quality of life (54.9 ± 11.8 vs 69.0 ± 16.5 points, p = 0.001). In the qualitative study, three themes were elaborated: 1) dyspnea and other symptoms in daily life: e.g. “I felt tired, especially during the shower and cleaning the house.”; 2) less symptoms and better performance: e.g. “I wash clothes, clean my house, change clothes, I do everything without symptoms.”; 3) IMT: time dedicated to my health: e.g. “I saw my daily evolution with each exercise.”. Conclusion: IMT had a positive impact on dyspnea, inspiratory muscle function, functional capacity, and quality of life in patients with ILD. Participants noticed improvements in symptoms and performance related to daily activities.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/42053
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectPulmões - doenças obstrutivas
dc.subjectExercícios respiratórios - uso terapêutico
dc.subject.otherFisioterapia
dc.subject.otherDoenças pulmonares intersticiais
dc.subject.otherReabilitação
dc.subject.otherTreinamento muscular inspiratório
dc.titleTreinamento muscular inspiratório em pacientes com doenças pulmonares intersticiais
dc.title.alternativeInspiratory muscle training in patients with interstitial lung diseases
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Marcella Guimarães Assis
local.contributor.advisor-co1Hugo Leonardo Alves Pereira
local.contributor.advisor1Verônica Franco Parreira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3540796454981012
local.contributor.referee1Marcelo Velloso
local.contributor.referee1Susan Martins Lage
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6449159793910205
local.description.embargo2023-11-24
local.description.resumoIntrodução: Os efeitos do treinamento muscular inspiratório (TMI) em pacientes com doenças pulmonares crônicas já estão bem estabelecidos: melhora da função muscular inspiratória, da capacidade funcional e da qualidade de vida, além de redução da dispneia, que é o principal sintoma dos pacientes com doenças pulmonares intersticiais (DPI). No entanto, os efeitos do TMI nestes pacientes ainda não foram investigados. Além disto, não se conhece a percepção desses pacientes sobre esta intervenção fisioterápica. Objetivo: Avaliar o efeito do TMI sobre: dispneia, endurance muscular inspiratória, força muscular inspiratória, capacidade funcional e qualidade de vida; além de discutir a percepção desses pacientes sobre o TMI. Métodos: Estudo quasi-experimental com medidas pré e pós intervenção e estudo qualitativo com entrevista semiestruturada pós intervenção. Foram elegíveis pacientes com diagnóstico de DPI, com idade entre 40 e 80 anos, escala de dispneia (Medical Research Council scale-MRC) ≥ 2, não participante de reabilitação pulmonar e sem utilização de oxigênio suplementar no repouso. Excluídos pacientes incapazes de entender ou realizar os procedimentos de avaliação ou o programa de treinamento. Os participantes realizaram TMI diariamente, no domicílio, 2 vezes ao dia, 2 séries de 30 respirações, por 8 semanas. A carga inicial foi de 50% da pressão inspiratória máxima (PImax). Semanalmente, a carga foi reajustada 50% da nova PImax, mantendo um Borg entre 4 e 6. Durante a pandemia do COVID-19 os reajustes eram feitos à distância com a média da mudança da carga das semanas anteriores. A distribuição dos dados foi avaliada por meio do teste de Shapiro-Wilk, o teste t pareado foi utilizado para comparação pré e pós treinamento nas variáveis com distribuição normal e o teste de Wilcoxon para variáveis com distribuição não normal. No estudo qualitativo, o método de saturação dos dados foi utilizado. Resultados: 14 participantes (8 mulheres) com média de idade 64±7 anos e capacidade vital forçada de 67±15% do predito foram estudados. Houve diferença significativa em todas as variáveis: redução da dispneia (3 vs 2, p = 0,001) e aumento do tempo de endurance muscular inspiratória (257,8 ± 74,5 vs 833,1 ± 192,0 segundos, p = 0,001). Foi observado aumento da PImax (76,5 ± 30,8 vs 132,7 ± 24,7cmH2O, p = 0,001), da capacidade funcional (410,4 ± 78 vs 431,1 ± 64,3 metros, p = 0,031) e na qualidade de vida (escore total: 54,9 ± 11,8 vs 69,0 ± 16,5 pontos, p = 0,001). No estudo qualitativo foram elaborados três temas: 1) dispneia e outros sintomas na vida diária: e.g.“Eu me sentia cansada, principalmente durante o banho e para limpar a casa.”; 2) menos sintomas e melhor desempenho: e.g. “Eu lavo as roupas, limpo a minha casa, mudo de roupa, eu faço tudo sem sintomas.”; 3) TMI: um tempo dedicado para a minha saúde: e.g.“Eu via minha evolução diária a cada exercício”. Conclusão: O TMI promoveu impacto positivo sobre a dispneia, a função muscular inspiratória, a capacidade funcional e a qualidade de vida de pacientes com DPI. Os participantes perceberam melhora nos sintomas e no desempenho em atividades de vida diária.
local.identifier.orcid0000-0003-3047-6168
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentEEF - DEPARTAMENTO DE FISIOTERAPIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação

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