Análise exploratória das características metalúrgicas de soldas subaquáticas molhadas realizadas com eletrodos inoxidáveis austeníticos em aço estrutural
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Cláudio Turani Vaz
Ivanilza Felizardo
Frank de Mello Liberato
Ivanilza Felizardo
Frank de Mello Liberato
Resumo
A soldagem molhada com eletrodos revestidos é a opção mais utilizada no reparo e manutenção de estruturas e navios no ambiente aquático. Neste processo, o contato direto com a água promove a formação de porosidade, devido aos vapores gerados pelo arco elétrico e trincas decorrentes da solidificação em taxas de resfriamento mais elevadas do que aquelas obtidas em soldagem ao ar. Na tentativa de reduzir a ocorrência destes problemas em soldagem molhada de aços estruturais avaliou-se o emprego de eletrodos rutílicos comerciais que produzem metal de solda de aço inoxidável austenítico na soldagem de aço baixo teor de carbono ASTM A36 e AH36 em profundidades de soldagem de 10, 50 e 90 metros. Cordões de solda foram produzidos ao ar e debaixo dágua com dois eletrodos AWS classificados como E316L-17 e E308L-17, que foram comparados com resultados obtidos com eletrodo comercial de aço carbono AWS E6013. Os cordões de solda foram avaliados por inspeção visual, macrografia e micrografia da seção transversal para análise da geometria e presença de poros ou trincas. O ensaio de dureza Vickers e o percentual de ferrita delta com testes magnéticos também foram realizados. Os resultados mostraram que em qualquer profundidade de soldagem há ocorrência de trincas no metal de solda com os eletrodos inoxidáveis testados e em determinadas condições há formação de trincas na zona afetada pelo calor. Além disso, com estes eletrodos inoxidáveis gerou-se cordões de solda com maior fração de poros, dureza superior a do metal de base e com qualidade superficial inferior aquelas obtidas para os cordões de solda com o eletrodo AWS E6013 e para os cordões de solda produzidos ao ar. Pode-se concluir que os eletrodos AWS E316L-17 e E308L-17 utilizados não são adequados para soldagem molhada em polaridade direta, pois além dos defeitos há geração de respingos no processo.
Abstract
Assunto
Aço inoxidável austenítico, Engenharia mecânica, Porosidade, Soldagem
Palavras-chave
Respingo, Soldagem molhada com eletrodo revestido, Trincas, Porosidade