Progressão da regurgitação mitral na cardiopatia reumática: incidência, fatores associados e impacto nos desfechos clínicos

dc.creatorNayana Flamini Arantes Gomes
dc.date.accessioned2022-09-30T15:40:58Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:29:09Z
dc.date.available2022-09-30T15:40:58Z
dc.date.issued2022-02-18
dc.description.abstractINTRODUCTION: Mitral regurgitation (MR) is the most common valve abnormality in rheumatic heart disease (RHD) often associated with stenosis. Although the mechanism by which MR develops in RHD is primary, longstanding volume overload with left atrial (LA) remodeling may trigger the development of secondary MR, which can impact on overall progression of MR. This study aims to assess the incidence and predictors of MR progression in patients with RHD. METHODS: Consecutive RHD patients with non-severe MR associated with any degree of mitral stenosis were selected. The primary endpoint was progression of MR, which was defined as an increase of one grade in MR severity from baseline to the last follow-up echocardiogram. Risk of MR progression was estimated accounting for competing risks. RESULTS: The study included 539 patients, age of 46.2 ± 12 years and 83% were women. At a mean follow-up time of 4.2 years (IQR: 1.2 to 6.9 years), 54 patients (10%) displayed MR progression with an overall incidence of 2.4 per 100 patient-years. Predictors of MR progression by the Cox model were age (adjusted hazard ratio [HR] 1.541, 95% CI 1.222 - 1.944), and LA volume (HR 1.137, 95% CI 1.054 - 1.226). By considering competing risk analysis, the direction of the association was similar for the rate (Cox model) and incidence (Fine-Gray model) of MR progression. In the model with LA volume, atrial fibrillation (AF) was no longer a predictor of MR progression. In the subgroup of patients in sinus rhythm, 59 had onset of AF during follow-up, which was associated with progression of MR (HR 2.682; 95% CI 1.133 - 6.350). CONCLUSIONS: In RHD patients with a full spectrum of MR severity, progression of MR occurs over time predicted by age and LA volume. Left atrial enlargement may play a role in the link between primary and secondary MR in RHD patients.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/45807
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCardiopatia Reumática
dc.subjectInsuficiência da Valva Mitral
dc.subjectÁtrios do Coração
dc.subjectEstenose da Valva Mitral
dc.subjectFibrilação Atrial
dc.subjectProgressão da Doença
dc.subject.otherCardiopatia reumática
dc.subject.otherRegurgitação mitral
dc.titleProgressão da regurgitação mitral na cardiopatia reumática: incidência, fatores associados e impacto nos desfechos clínicos
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Maria do Carmo Pereira Nunes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7052421532116243
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2884018207394271
local.description.resumoINTRODUÇÃO: A regurgitação mitral (RM) é a anormalidade valvar mais comum na cardiopatia reumática (CR) frequentemente associada à estenose. Embora o mecanismo da RM na CR seja primário, a sobrecarga crônica de volume com remodelamento do átrio esquerdo (AE) pode contribuir para o desenvolvimento de RM secundária sobreposta, influenciando a progressão da RM. Este estudo avaliou a incidência e os preditores de progressão da RM em pacientes com CR. MÉTODOS: Foram selecionados pacientes com CR e acometimento valvar mitral com RM leve ou moderada associada à estenose mitral de gravidade variável. O desfecho primário foi progressão da RM, definido como um aumento de um grau na gravidade da RM do momento da inclusão até o último ecocardiograma de acompanhamento. O risco de progressão da RM foi estimado considerando a presença de riscos competitivos. RESULTADOS: O estudo incluiu 539 pacientes, idade de 46,2 ± 12 anos e 83% do sexo feminino. Em um tempo médio de acompanhamento de 4,2 anos (intervalo interquartílico: 1,2 a 6,9 anos), 54 pacientes (10%) apresentaram progressão da RM com incidência de 2,4 eventos de progressão por 100 pacientes-ano. Os preditores de progressão da RM pelo modelo de Cox foram idade (razão de risco ajustada [HR] 1,541, IC 95% 1,222 - 1,944) e volume do AE (HR 1,137, IC 95% 1,054 - 1,226). Ao considerar a análise de risco competitivo, a direção da associação foi semelhante para a taxa (modelo Cox) e incidência (modelo Fine-Gray) de progressão da RM. No modelo com volume do AE, a fibrilação atrial (FA) deixou de ser um preditor de progressão da RM. No subgrupo de pacientes em ritmo sinusal, 59 tiveram início de FA durante o seguimento, o que foi associado à progressão da RM (HR 2,682; IC 95% 1,133 - 6,350). CONCLUSÕES: Em pacientes com CR e amplo espectro de gravidade da RM, a progressão da RM ocorre ao longo do tempo, predita pela idade e volume do AE. O átrio esquerdo aumentado pode desempenhar um papel na ligação entre a RM primária e secundária em pacientes com CR.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentMEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - Infectologia e Medicina Tropical

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