Investigation of zoonotic diseases in free-ranging black-tuffed marmosets (Callithrix penicillata) and south american coatis (Nasua nasua)
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Investigação de doenças zoonóticas em micos estrela (Callithrix penicillata) e quatis (Nasua nasua) de vida livre
Primeiro orientador
Membros da banca
Jeann Leal
Juliana Mariotti Guerra
Josué Diaz Delgado
Tatiane Alves da Paixão
Juliana Mariotti Guerra
Josué Diaz Delgado
Tatiane Alves da Paixão
Resumo
Most infectious emergent diseases are zoonotic originating from wildlife. Urbanization impact forested areas that become isolated or fragmented. Some wild animals can adapt and proliferate in urbanized areas, so monitoring zoonotic diseases in wildlife populations can lead to early identification of important pathogens. Marmosets (Callithrix sp.) and South American coatis (Nasua nasua) are wild mammals highly adapted to urbanized environments that can host multiple zoonotic pathogens. Visceral leishmaniosis is an important zoonotic disease caused by Leishmania infantum that affects several mammals, including humans, domestic and wild animals. Arboviruses are important pathogens that affect human health and can have wild animals as amplifiers. Yellow fever virus, a Flavivirus, is an important cause of disease and death in neotropical primates. There is evidence of infection by other arboviruses, such as zika, dengue and chikungunya, in neotropical primates. Staphylococcus spp. are part of the microbiota of many different hosts and lead to opportunistic severe infection. Isolates from wild animals can be resistant to antimicrobial drugs, however few studies evaluated Staphylococcus spp. in neotropical primates. The goal of this study was to investigate zoonotic diseases in free-ranging black-tuffed marmosets (Callithrix penicillata) and coatis (N. nasua) captured in urban parks of Belo Horizonte (Minas Gerais, Brazil). Frequency of L. infantum by serological tests in coatis was 29.72% (44/148). Five coatis captured multiple times, showed seroconversion and other five coatis reversed their serological status, becoming non-reactive after a first reactive result. Coatis were also able to transmit L. infantum to Lutzomyia longipalpis. Frequency of seroreactivity to L. infantum in C. penicillata was 3.79% (3/79) and 12.5% (4/32) of the animals were able to infect Lu. longipalpis, all of them non-reactive to L. infantum. Frequency of seroreactivity against arboviruses in black-tuffed marmosets was low with 2.94% (2/68) reactive to chikungunya (IgM) and 1.47% (1/68) reactive to zika (IgM). One animal was seroreactive to both viruses. Over 30% of captured marmosets were positive for Staphylococcus spp., and S. aureus was the most isolated species followed by S. sciuri. Most isolates were susceptible to antimicrobials, however one S. epidermidis isolate was resistant to multiples antimicrobials. S. aureus was considered the main staphylococci to colonize black-tuffed marmosets.
Abstract
A maioria das doenças infecciosas emergentes são zoonóticas originárias da vida selvagem. A urbanização impacta áreas florestais que ficam isoladas ou fragmentadas. Alguns animais selvagens podem adaptar-se e proliferar em áreas urbanizadas, e a monitorização de doenças zoonóticas na população de animais selvagens pode levar à identificação precoce de agentes patogênicos importantes. Saguis (Callithrix sp.) e quatis (Nasua nasua) são mamíferos silvestres altamente adaptados a ambientes urbanizados e podem hospedar múltiplos patógenos zoonóticos. Leishmaniose visceral é uma doença zoonótica importante causada por Leishmania infantum que afeta diversos mamíferos, incluindo humanos, animais domésticos e selvagens. Arbovírus são patógenos importantes que afetam a saúde humana e podem ter animais silvestres como amplificadores. O vírus da febre amarela, um Flavivirus, é um importante causador doença e óbito em primatas neotropicais. Há evidências de infecção por outros arbovírus, como zika, dengue e chikungunya, em primatas neotropicais. Staphylococcus spp. fazem parte da microbiota de muitos hospedeiros e levam a infecções oportunistas graves. Isolados de animais silvestres podem ser resistentes a antimicrobianos, porém poucos estudos avaliaram Staphylococcus spp. em primatas neotropicais. O objetivo deste estudo foi investigar doenças zoonóticas em micos estrela (Callithrix penicillata) e quatis (N. nasua) de vida livre capturados em parques urbanos de Belo Horizonte (Minas Gerais, Brasil). A frequência de L. infantum através de testes sorológicos em quatis foi de 29,72% (44/148). Cinco quatis capturados múltiplas vezes apresentaram soroconversão e outros cinco quatis reverteram seu status sorológico, tornando-se não reativos após um primeiro resultado reagente. Quatis também foram capazes de transmitir L. infantum para Lutzomyia longipalpis. A frequência de sororreatividade para L. infantum em micos foi de 3,79% (3/79) e 12,5% (4/32) dos animais foram capazes de infectar Lu. longipalpis, todos não reativos a L. infantum. A frequência de sororreatividade contra arbovírus em micos foi baixa, com 2,94% (2/68) reativos para chikungunya (IgM) e 1,47% (1/68) reativos para zika (IgM). Um animal foi sororreativo a ambos os vírus. Mais de 30% dos micos capturados foram positivos para Staphylococcus spp., sendo S. aureus a espécie mais isolada seguida de S. sciuri. A maioria dos isolados foi suscetível a antimicrobianos, porém um isolado de S. epidermidis foi resistente a múltiplos. S. aureus foi considerado o principal estafilococo a colonizar micos.
Assunto
Palavras-chave
Patologia Animal, leishmaniose, Arbovirus