Caracterização do perfil clínico-epidemiológico da epidemia de Febre Amarela no Brasil entre 2017 - 2018

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Izabela Maurício De Rezende

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A febre amarela (FA) é uma doença viral reemergente que remonta séculos passados e, desde então, segue como motivo de grande preocupação aos serviços de saúde pública por causar epidemias devastadoras e resultar em febre hemorrágica potencialmente fatal. Endêmica de regiões tropicais e subtropicais, na América do Sul está restrita à Bacia Amazônica, onde pode ser intermitentemente epidêmica. Entretanto, ao final do ano de 2016 e, mais especificamente entre os períodos de 2017 e 2018, ocorreu sua disseminação e o aumento alarmante do número de casos na região sudeste do Brasil, especialmente no estado de Minas Gerais (MG). Apesar dos esforços dos pesquisadores até então, esta epidemia resultou numa oportunidade única de se estudar uma doença ainda negligenciada e que ainda requer pesquisas adicionais para seu melhor entendimento. A análise de dados epidemiológicos e virológicos associada ao aumento da amostragem, permitiu a observação de diversas manifestações clínicas – anteriormente desconhecidas – da fase aguda e pós convalescente da FA e, assim, novas estratégias diagnósticas e terapêuticas puderam ser traçadas. O reconhecimento de uma nova síndrome nos paciente caracterizada por hepatite tardia ainda serviu de alerta para especialistas de que o YFV teria repercussões também na fase de convalescência, sugerindo a necessidade de um acompanhamento clínico mesmo após a alta hospitalar. Nesta revisão de literatura são descritos aspectos clinico-epidemiológicos da FA na epidemia ocorrida entre 2017 – 2018 e as recentes mudanças na distribuição geográfica da doença, sendo o objetivo deste trabalho unificar as informações disponíveis até o momento a fim de facilitar a consulta por profissionais da saúde, direcionando estratégias que otimizarão o manejo destes pacientes.

Abstract

Yellow fever (YF) is a re-emerging viral disease that goes back centuries and, since then, has remained a cause of great concern for public health services as it causes devastating epidemics and results in potentially fatal hemorrhagic fever. Endemic to tropical and subtropical regions, in South America is restricted to the Amazon Basin, where it can be intermittently epidemic. However, at the end of 2016 and, more specifically between the periods of 2017 and 2018, its spread occurred and there was an alarming increase in the number of cases in the southeast region of Brazil, especially in the state of Minas Gerais (MG). Despite the efforts of researchers until now, this epidemic resulted in a unique opportunity to study a disease that is still neglected and requires additional researches to understand it.The analysis of epidemiological and virological data associated with increased sampling allowed the observation of previously unknown clinical manifestations of the acute and post- convalescent phase of YF and, thus, new diagnostic and therapeutic strategies could be outlined.The recognition of a new syndrome in patients characterized by late- onset hepatitis also served as a warning to specialists that YFV would also have repercussions in the convalescence phase, suggesting the need for clinical monitoring even after hospital discharge.This literature review describes clinical- epidemiological aspects of YF in the epidemic occurred between 2017 – 2018 and recent changes in the geographic distribution of the disease, with the objective of unifying the information available to this present moment in order to facilitate consultation by healthcare professionals and directing strategies that improve the management of these patients.

Assunto

Microbiologia, Febre Amarela/epidemiologia, Vírus da Febre Amarela, Sinais e Sintomas, Antivirais

Palavras-chave

Febre amarela, Yellow fever virus

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