Operações descontinuadas em resposta a diversificação: uma análise das companhias brasileiras listadas na B3
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Introdução
A partir da década de 1980, verificou-se que a estratégia de diversificação não se mostrou em muitos casos, eficaz (Nakao, 2000). Empresas começaram a desfazer suas composições formadas pelas diversas aquisições ou criações internas. Para Lord e Saito (2017) as aquisições corporativas são frequentemente seguidas por desinvestimentos. Tais operações foram abordadas pelo CPC 31. As informações contidas em operações descontinuadas capturam mudanças importantes na estratégia corporativa, como foco nas operações principais e a aquisição ou abandono de tecnologias específicas (Lord & Saito, 2017).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Lord e Saito (2017) acrescentam que os executivos de empresas que vem aumentando a diversificação podem perceber que essa não é uma boa estratégia e, consequentemente, optam por desfazer destas operações. Assim, essa pesquisa apresenta o seguinte problema: Qual a relação entre diversificação corporativa e a descontinuidade de operações em empresas brasileiras listadas na B3? Inserido nessa discussão, o objetivo desse trabalho é identificar a relação entre a diversificação corporativa e a descontinuidade de operações envolvendo empresas brasileiras, listadas na B3 no período de 2011 a 2018.
Fundamentação Teórica
As operações descontinuadas são alienações de ativos específicos ou operações que representam uma importante realocação de recursos dentro de uma empresa (Collins & Henning, 2004). Conforme o CPC 31 (2009), uma operação descontinuada é um componente da entidade que foi baixado ou está classificado como mantido para venda. Quando uma empresa decide descontinuar um componente, mas a operação ainda não foi vendida, é necessário que seja estimado o valor do mesmo e, em seguida, contabilizar como mantido para venda (CPC 31, 2009).
Metodologia
A amostra é composta de empresa brasileira, não financeira, listada na B3 no período de 2011 a 2018 que contabilizaram operação descontinuada. A variável dependente assume valor igual a um, nos anos em que foram identificadas a descontinuidade de operações e 0 caso contrário. Para medir o efeito da diversificação corporativa na decisão de descontinuar, foi utilizado a média do Índice Herfindahl (IH) para os três anos anteriores ao anúncio de uma operação descontinuada. Para a análise de dados será utilizado o modelo Logit em dados em painel, pelo fato da variável dependente ser binária.
Análise dos Resultados
O modelo que se demonstrou adequado foi o Logit Pooled. A partir deste modelo, verificou-se existem evidencias estatísticas para inferir que a diversificação influencia a probabilidade das empresas em descontinuar operações. O resultado está em conformidade com a literatura sobre o tema. Verificou-se, também, que empresas com maior desempenho estão mais propensas a descontinuarem operações. Este achado esta em desacordo com a literatura internacional. Por fim, encontrou-se como resultado que empresas maiores estão menos propensas a descontinuarem operações.
Conclusão
Em síntese, os resultados obtidos nesta pesquisa permitem concluir que a adoção de estratégias envolvendo diversificação corporativa possui relação positiva e significativa com a descontinuidade de operações em empresas brasileiras. Este trabalho se baseou na estratégia de diversificação, comprovando a associação com a descontinuidade de operações.
Abstract
Assunto
Finanças, Administração de empresas
Palavras-chave
Operações descontinuadas, Diversificação, CPC 31
Citação
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Endereço externo
https://login.semead.com.br/22semead/anais/arquivos/1771.pdf