Análise da sensibilidade do earnings response coefficient (ERC) à adoção das IFRS no mercado brasileiro

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Universidade Federal de Minas Gerais

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ntrodução Depois da mudança de paradigma normativo da pesquisa contábil para a positiva, inaugurada a partir dos trabalhos seminais de Ball e Brown (1968) e Beaver (1968), passou a investigar como e quando o mercado de ações vem reagindo às informações contábeis. Neste contexto, existe a necessidade de uma medida capaz de mensurar o grau de relacionamento entre o lucro anormal e os retornos das ações das firmas. Medida esta denominada na literatura (Martinez, 2001; Ronen e Yaari, 2008) como Earnings Response Coefficient (ERC). Problema de Pesquisa e Objetivo Como se comporta o Earnings Response Coefficient (ERC) considerando os efeitos e impactos da adoção das International Financial Reporting Standards (IFRS) sobre a relevância das informações contábeis para o mercado de capitais brasileiro? O objetivo principal deste estudo consiste em avaliar, no contexto brasileiro, o conteúdo informacional das demonstrações contábeis divulgadas por todas empresas listadas na B³, no período de 2000 a 2016, de modo a verificar, por meio de métricas como o ERC, se elas são relevantes ou não a investidores existentes e em potenciais. Fundamentação Teórica Informação contábil e o processo de Harmonização: Diante dos diversos usuários da informação contábil, dentre eles, acionistas, investidores, administradores, reguladores, fornecedores, clientes, colaboradores e suas diferentes demandas, a elaboração e divulgação da informação torna-se muito custosa. Com o objetivo de se adequar aos padrões internacionais, em 2008 o Brasil passou a adotar as Normas Internacionais de Contabilidade, mais comumente conhecidas como IFRS, com a promulgação da Lei 11.638/07 e Lei no. 11.941/09. Metodologia Para tentar responder a H_1 deste trabalho os ERC (β₁) são obtidos de forma semelhante aos procedimentos adotados por Pimentel (2016). Obtendo-se um ERC (β₁) através do modelo básico apresentado por Collins e Kothari (1989) e Ronen e Yaari (2008) e de sua forma estendida por Pimentel (2009) adaptada. Por sua vez, são utilizados modelos de regressão de dados em painel para a amostra de empresas da B³ no período de 2000 a 2016. Análise dos Resultados A análise dos modelos permite verificar que em cada modelo apenas duas variáveis não foram significativas ao nível 10%. Para o modelo 1 apenas as variáveis LA1 e Risco Beta, enquanto para o modelo 2 foram as IFRSxLA2 e Risco Beta. Apesar do ajuste de ambos os modelos as variáveis de interesse LA e IFRSxLA não sofreram alterações, no entanto, a variável Beta se apresenta com sinais opostos para os modelos, mas não estatisticamente significativa. Já as demais variáveis (IFRS; Tam; OC; Lev; e Constante) se apresentam de forma similar entre os modelos. Conclusão De forma geral, a hipótese H₁ não pode ser rejeitada tanto para o modelo simples quanto para o modelo estendido. Isso acontece uma vez que, para o primeiro as variáveis lucro anormal para os modelos 1 e 2 são significativas para explicar o retorno das firmas, entende-se essas informações como relevantes para seus usuários. Essas conclusões denotam a relevância da informação, corroborando com o trabalho anteriormente realizado por Hung e Subramanyam (2007) na Alemanha, além de Lima (2010) e Ramos e Lustosa (2013) no Brasil, a adoção das IFRS contribui para a relevância da informação contábil.

Abstract

Assunto

Contabilidade

Palavras-chave

Earnings Response Ciefficient (ERC), International Financial Reporting Standards (IFRS), Value Relevance

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http://login.semead.com.br/21semead/anais/resumo.php?cod_trabalho=744

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