Defeitos de desenvolvimento de esmalte e cárie em dentes decíduos: um estudo longitudinal

dc.creatorSuzane Paixão Gonçalves
dc.date.accessioned2019-08-09T16:31:09Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:57:44Z
dc.date.available2019-08-09T16:31:09Z
dc.date.issued2013-06-28
dc.description.abstractThe literature is lacking in scientific evidence on the association between the presence of developmental defects of enamel (DDE) and the occurrence of caries in the primary dentition. Thus, the aim of this study was to determine whether children with DDE are more prone to tooth decay compared to children without DDE. This study was developed in two stages, the first stage, we performed a cross-sectional study with arepresentative sample of 381 children 2-5 years Diamantina-MG. In the second step we performed a prospective cohort study of two years of follow up with the children who participated in the first stage of the study. These children were divided into two groups according to exposure - presence of DDE. After the initial contact and parental consent, children were examined and parents were interviewed in their homes. The final sample of 234 children. All teeth were examined for caries diagnosis, according to the recommendations of the World Health Organization (WHO) and evaluated the oral hygiene through the presence of visible plaque. Through interviews with parents were confirmed information about the identity of the child, sociodemographic data collected in the first cross-sectional study. Data analysis was performed using SPSS for Windows 17.0, and included the frequency distribution, the McNemar test, chi-square test and Fisher's exact test (p <0.05) and Poisson regression with variance robust. The bivariate analysis showed a statistically significant association between DDE and caries (p <0.001). Poor oral hygiene and age were associated with higher frequency of dental caries (p <0.001). There was no association between sociodemographic and decay. Through multivariate analysis it was observed that children with DDE were more prone to tooth decay (RR: 1.27, 95% CI: 1.03-1.45). The presence of caries prior to monitoring (RR: 2.13, CI: 1.64 to 2.71) and poor oral hygiene (RR: 1.39, CI: 1.10 to 1.75) also increased the risk of dental caries in the longitudinal study. Thus, we conclude that children with DDE are more prone to tooth decay, compared to children without DDE.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ZMRO-9B9MSZ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEsmalte dentário
dc.subjectQualidade de vida
dc.subjectHipoplasia do esmalte dentário
dc.subjectEstudo de coortes
dc.subjectDentição primária
dc.subjectCárie dentária/epidemiologia
dc.subjectCáries dentárias em crianças
dc.subject.otherHipoplasia do esmalte dentário
dc.subject.otherDentição primária
dc.subject.otherCárie dentária
dc.titleDefeitos de desenvolvimento de esmalte e cárie em dentes decíduos: um estudo longitudinal
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Saul Martins de Paiva
local.contributor.advisor-co1Maria Leticia Ramos-jorge
local.contributor.advisor1Isabela Almeida Pordeus
local.contributor.referee1Aronita Rosenblat
local.contributor.referee1Miriam Pimenta Parreira do Vale
local.contributor.referee1Saul Martins de Paiva
local.contributor.referee1Maria Leticia Ramos-jorge
local.description.resumoA literatura é carente de evidências científicas sobre à associação entre a presença de defeitos de desenvolvimento de esmalte (DDE) e a ocorrência de cárie dentária na dentição decídua. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi verificar se crianças com DDE estão mais propensas à cárie dentária comparando com a crianças sem DDE. Este estudo foi desenvolvido em duas etapas, Na primeira etapa foi realizado um estudo transversal com uma amostra representativa de 381 crianças de 2 a 5 anos em Diamantina-MG. Na segunda etapa foi realizado um estudo de coorte prospectivo de dois anos de acompanhamento com as crianças que participaram da primeira etapa do estudo. Estas crianças foram divididas em dois grupos de acordo com a exposição presença de DDE. Após o contato inicial e consentimento dos pais, as crianças foram examinadas e os pais foram entrevistados em suas residências e nas creches. A amostra final foi de 234 crianças. Todos os dentes foram examinados para diagnóstico de cárie dentária, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e a higiene bucal avaliada através da presença de placa visível. Através da entrevista com os pais foram confirmadas as informações sobre a identificação da criança e aspectos sociodemográficos. A análise dos dados foi realizada utilizando o programa SPSS for Windows 17.0, e incluiu a distribuição de frequência, testes de Mc Nemar, qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher (p<0,05) e regressão de Poisson com variância robusta. A análise bivariada demonstrou associação estatisticamente significativa entre DDE e cárie dentária (p<0,001). Higiene bucal insatisfatória e idade da criança associaram-se a maiores frequências de cárie dentária (p<0,001). Não foi observada associação entre os aspectos sociodemográficos e cárie dentária. Através da análise multivariada foi observado que crianças com DDE foram mais propensas à cárie dentária (RR: 1,27; IC95%: 1,03-1,45). A presença de cárie dentária previamente ao acompanhamento (RR: 2,13; IC: 1,64-2,71) e higiene bucal insatisfatória (RR: 1,39; IC: 1,10-1,75) também aumentaram o risco de cárie dentária no estudo longitudinal. Dessa forma, conclui-se que crianças que apresentam DDE estão mais propensas à cárie dentária, comparando-se a crianças sem DDE.
local.publisher.initialsUFMG

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