Carcinomas de mama invasores pré e pós-quimioterapia neoadjuvante e impacto na sobrevida global

dc.creatorBárbara Jaime dos Santos
dc.date.accessioned2023-07-06T15:32:29Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:28:45Z
dc.date.available2023-07-06T15:32:29Z
dc.date.issued2023-02-23
dc.description.abstractPurpose: Well-validated clinical and pathological predictors are needed to support therapeutic decisions so that patients receive individualized treatment with the greatest chance of benefit from neoadjuvant chemotherapy (NACT). NACT can change invasive breast carcinomas (IBC) and influence decisions on adjuvant treatments. We aimed to identify factors that might predict the level of tumor response by residual cancer burden class (RCB) to NACT, identify tumor changes and to verify their association with patient’s overall survival time (OS). Materials and methods: One hundred and five invasive breast carcinomas treated with NACT between 2008 and 2018 were studied and compared histological and immunohistochemical (IHC) parameters of pre- and post-NACT IBC samples and associated them with OS. Results: After NACT, most tumors had pathological partial response (89; 84.8%) and 16 tumors (15.2%) had pathological complete response (pCR), which had a lower risk of death (HR 0.27; CI: 0.11-0.68; p = 0.006). The following parameters were associated with the RBC class: tumor size, with a predominance of cT4 in the RBC III and cT3 in the others (p=0.011); regional lymph nodes, where only RCB II had N0 patients (p<0.001); tumor infiltrated inflammatory cells, with a predominance of high index only in RCB 0/1 (p=0.018); and IHC expression for TCD8+ lymphocytes, where only in RCB II low expression predominated (p=0.016). The independent prognostic factors showing higher risk of death were family history of breast cancer (HR 3.16; p=0.003), RCB class III (HR 8.77; p<0.001) and grade II (HR 3.07; p = 0.015) or grade III (HR 3.97; p=0.005). Changes were found in tumor nuclear pleomorphism (p=0.025); mitotic count (p=0.002); tumor-infiltrating inflammatory cells (p=0.016); in situ carcinoma (p=0.001); lymphovascular invasion (LVI; p=0.002); and expression of estrogen (p=0.003) and progesterone receptors (p=0.019); and Ki67 (p=0.003). Twenty-six tumors (30.2%) changed the IHC profile (p=0.050). Characteristics associated with a higher risk of death were: pre-NACT histological grade III (hazard ratio, HR, 2.94; p=0.007), high nuclear pleomorphism (HR: 2.53; p=0.036) and high Ki67 index (HR: 2.47; p<0.001); post-NACT LVI (HR 1.90; p=0.016) and Luminal B-like profile (HR: 2.58; p=0.031). Also, pre- (HR 2.26; p=0.011) and post-NACT (HR 2.12; p=0.038) intermediate mitotic count, pre- (HR: 4.45; p<0.001) and post-NACT (HR: 4.52; p<0.001) triple-negative IHC profile. Associations with lower risk were: pre- (HR: 0.35; p<0.001) and post-NACT (HR: 0.39; p<0.001) ER positive, and pre- (HR: 0.37; p<0.001) and post-NACT (HR: 0.57; p=0.044) PR positive. Changes in IHQ profile were associated with longer OS (p=0.050). In multivariate analysis, pre-NACT grade III and pre-NACT and post-NACT triple negative IHC profile proved to be independent factors for shorter OS. Conclusion: Family history of breast cancer, RCB classes and histological grade are independent prognostic factors. Clinical staging, presence of inflammatory infiltrate and intratumoral TCD8 lymphocytes were predictors of RCB classes. Tumor characteristics and biomarkers can change after NACT with an impact on OS, therefore they should be reassessed on residual samples to improve therapeutic decisions.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/55877
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.subjectPatologia
dc.subjectNeoplasias da mama
dc.subjectRecepetores estrogênicos
dc.subjectReceptores de progesteron
dc.subjectTerapia neoadjuvante
dc.subjectReceptores ErbB
dc.subject.otherNeoplasias de mama
dc.subject.otherReceptores de estrógeno
dc.subject.otherReceptores de progesterona
dc.subject.otherHER2
dc.subject.otherKi67
dc.subject.otherQuimioterapia neoadjuvante
dc.titleCarcinomas de mama invasores pré e pós-quimioterapia neoadjuvante e impacto na sobrevida global
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Débora Balabram
local.contributor.advisor1Cristiana Buzelin Nunes
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0587464301054805
local.contributor.referee1Helenice Gobbi
local.contributor.referee1Luciene Simões de Assis
local.contributor.referee1Geovanni Dantas Cassali
local.contributor.referee1Clécio Enio Murta de Lucena
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6572213564686199
local.description.embargo2025-02-23
local.description.resumoIntrodução e objetivo: Fatores preditores clínicos e patológicos bem validados são necessários para guiar decisões terapêuticas, para que os pacientes recebam um tratamento individualizado com maior chance obter benefício da quimioterapia neoadjuvante (Qtneo). A Qtneo pode levar à alterações nos carcinomas de mama invasores (CMI), influenciando as decisões no cenário adjuvante. O objetivo foi identificar fatores que possam prever o nível de resposta do tumor à Qtneo de acordo com o Residual Cancer Burden (RCB), além de identificar alterações nos tumores e verificar sua associação com o tempo de sobrevida global (SG). Materiais e métodos: Cento e cinco CMI tratados com Qtneo entre 2008 e 2018 foram estudados e comparados parâmetros histológicos e imuno-histoquímicos (IHQ) de amostras de CMI pré e pós-Qtneo e associados à SG. Resultados: Após a Qtneo, a maioria dos tumores teve resposta patológica parcial (89; 84,8%) e 16 tumores (15,2%) tiveram resposta patológica completa (pCR), que apresentaram menor risco de morte (HR 0,27; IC: 0,11-0,68; p = 0,006). Os seguintes parâmetros foram associados à classe de RCB: tamanho do tumor, com predominância de cT4 na classe III e cT3 nas demais (p=0,011); linfonodos regionais, onde apenas o RCB II teve casos N0 (p<0,001); células inflamatórias infiltradas no tumor, com predominância de alto índice apenas no RCB 0/1 (p=0,018); e expressão de IHQ para linfócitos TCD8+, onde apenas no RCB II predominou baixa expressão (p=0,016). Os fatores prognósticos independentes que apresentaram maior risco de morte foram a história familiar de câncer de mama (HR 3,16; p=0,003), RCB de classe III (HR 8,77; p<0,001) e CMI grau II (HR 3,07; p = 0,015) ou grau III (HR 3,97; p=0,005). Após a Qtneo foram encontradas alterações no escore de pleomorfismo nuclear do tumor (p=0,025); contagem mitótica (p=0,002); células inflamatórias infiltradas no tumor (p=0,016); carcinoma in situ (p=0,001); invasão linfovascular (LVI; p=0,002); e expressão de receptores de estrógeno (RE) (p=0,003) e progesterona (RP; p=0,019); e Ki67 (p=0,003). Vinte e seis tumores (30,2%) alteraram o perfil IHQ (p=0,050). As características associadas a um maior risco de morte foram: grau histológico III pré-Qt-neo (hazard ratio, HR, 2,94; p=0,007), alto pleomorfismo nuclear (HR: 2,53; p=0,036) e alto índice Ki67 (HR: 2,47; p<0,001); LVI pós-Qtneo (HR 1,90; p=0,016) e perfil Luminal B-like (HR: 2,58; p=0,031). Além disso, pré- (HR 2,26; p=0,011) e pós-Qtneo (HR 2,12; p=0,038) contagem mitótica intermediária, pré- (HR: 4,45; p<0,001) e pós-Qtneo (HR: 4,52; p< 0,001) perfil IHQ triplo negativo. As associações com menor risco foram: pré- (HR: 0,35; p<0,001) e pós-Qtneo (HR: 0,39; p<0,001) RE positivo e pré- (HR: 0,37; p<0,001) e pós-Qtneo ( HR: 0,57; p=0,044) RP positivo. Mudanças no perfil IHQ foram associadas a SG mais longa (p=0,050). Na análise multivariada, pré-Qtneo grau III, perfil IHQ pré- e pós-Qtneo triplo negativo provaram ser fatores independentes para menor SG. Conclusão: História familiar de câncer de mama, classes de RCB e grau histológico são fatores prognósticos independentes. O estadiamento clínico, a presença de infiltrado inflamatório e linfócitos TCD8 intratumorais foram preditores das classes de RCB. As características do tumor e os biomarcadores podem mudar após a QTNEO com impacto na SG, portanto, devem ser reavaliados em amostras residuais para individualizar as decisões terapêuticas.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Patologia

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