Determinantes da recompra de ações e ciclo de vida das organizações

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Introdução A política de uma firma payout é composta por pagamentos de dividendos e também pela recompra de ações. No cenário brasileiro, diversos trabalhos focaram no tema política de dividendos - o trabalho de Martins e Famá (2012) apresenta uma revisão dos trabalhos publicados em periódicos e em eventos sobre a temática política de dividendos. Em contraste com os estudos sobre essa forma de payout, poucos trabalhos brasileiros estudaram temas relativos à recompra de ações. Problema de Pesquisa e Objetivo No cenário brasileiro, embora diversos estudos tenham identificado os fatores que levam as empresas a realizarem distribuições de dividendos, poucos trabalhos focaram nos fatores que levam as empresas a recomprarem ações. Ademais, recentemente tem sido argumentado que diferentes fatores podem motivar a recompra de ações por parte de empresas que se encontram em diferentes estágios do ciclo de vida. Este estudo objetivou analisar quais fatores influenciam - e como influenciam - a recompra de ações por empresas negociadas na B3 classificadas em diferentes estágios do ciclo de vida. Fundamentação Teórica As quatro principais hipóteses descritas na literatura para explicar as recompras de ações são i) a Hipótese de Sinalização; ii) a Hipótese de Redução do Excesso de Fluxo de Caixa; iii) a Hipótese de Ajuste da Estrutura de Capital e; iv) a Hipótese de Substituição dos Dividendos. Além das hipóteses testadas neste trabalho, outras hipóteses podem ser encontradas na literatura, incluindo, por exemplo, a remuneração dos gestores e funcionários da firma (ex: existência de planos de opções). No presente trabalho discute-se o impacto do ciclo de vida das organizações sobre as recompras. Metodologia As empresas foram classificadas nos estágios de Crescimento, Maturidade e Estagnação com base na proposta de Anthony & Ramesh (1992) por meio de uma análise de clusters. Após a identificação das firmas pertencentes aos três grupos, foram estimadas regressões logísticas para identificar quais fatores levaram as firmas que se encontravam em diferentes estágios do ciclo de vida a recomprar ações. Análise dos Resultados Identificou-se por meio das regressões que firmas no estágio de crescimento recompram ações com a finalidade de redução do excesso de fluxo de caixa e para ajustar a sua estrutura de endividamento. As firmas estagnadas também buscam alterar seu grau de alavancagem por meio da recompra de ações e apresentam relação positiva entre as oportunidades de investimento e a recompra de ações, podendo este ser um indicativo de que estas buscam gerar maiores retornos sobre o capital próprio em novos investimentos. As hipóteses testadas não foram capazes de explicar porque empresas maduras recompram ações Conclusão Os indícios revelam que os fatores comumente analisados não são suficientes para explicar por que as firmas brasileiras recompram ações. Isso revela que novos fatores devem ser examinados na literatura brasileira. Com base nos achados, também conclui-se que as firmas listadas na B3 que se encontram em diferentes estágios do ciclo de vida são motivadas a recomprar ações por diferentes fatores, devendo esta questão ser considerada em estudos futuros sobre o tema.

Abstract

Assunto

Ações (Finanças), Administração de empresas

Palavras-chave

Política de Payout, Recompra de Ações, Ciclo de Vida das Organizações

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http://login.semead.com.br/21semead/anais/resumo.php?cod_trabalho=786

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