Casa da gestante e enfermaria hospitalar na atenção ao alto risco: repercussões em indicadores de saúde maternos e perinatais

dc.creatorJuliana Vieira Nazareth
dc.date.accessioned2019-08-10T05:21:23Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:54:40Z
dc.date.available2019-08-10T05:21:23Z
dc.date.issued2013-03-15
dc.description.abstractThe high-risk pregnancies represents 15% of pregnant women, so it is essential that the health professionals are trained to recognize risk and refer them effectively to the service of greater complexity. Although the existence of encouragement and ministerial programs, such as the House of Pregnancy, doesnt have studies which proves the effectiveness and rationale for their implementation for the health of high-risk pregnancies. The objective of this study was to analyze the association of models of care for pregnant women at high risk (House of Pregnant versus ward hospital) and indicators of maternal and perinatal health. This is an epidemiological study of a retrospective cohort conducted in two hospitals in reference to the pregnant woman at high risk from Minas Gerais, and one of them is developed in the program House Pregnant and other admissions are made exclusively in ward hospital. The sample consisted of 312 pregnant women at risk hospitalized, 65 in Ward and 247 in the House of Pregnancy, in 2010, with a gestational age between 22 and 36.6 weeks and who met the inclusion criteria of the study. The variables analyzed were: maternal age, parity, color, education, marital status, maternal origin, personal history of disease, number of prenatal consultations, beginning of labor, type of parturition, episiotomy, oxytocin in labor analgesia for vaginal parturition, gestational age at admission, admission date, variables related to the conditions of the newborn (sex, gestational age at birth, sector sent the newborn after parturition, birth weight and Apgar score at 5 minutes, resuscitation in the delivery room, death in the delivery room). Data were analyzed using descriptive statistics, bivariate and multivariate analyzes a significance level of 5% (p < 0,05). The results showed that pregnant women admitted to the traditional model showed: high prevalence of diagnosis related to blood pressure on admission, regardless of history of chronic hypertension (PR: 1.45, 95% CI: 1.10 to 1.90) and more than 6 appointments prenatal hospitalization, independent of the merits or admission diagnosis (PR: 1.58, 95% CI: 1.21 to 2.07), higher incidence of cesarean section, regardless of admission diagnosis ( HR: 1.73, 95% CI: 1.19 to 2.52), high number of vaginal deliveries with episiotomy and analgesia. In House of Pregnancy prevailed the hospitalizations related to preterm labor and premature rupture of membranes preterm, with mothers coming from outside. There was not statistical difference in the referral of newborns to neonatal care in the models studied. The care model of the House of Pregnant has a less interventionist, compared to traditional hospital ward. The assistance in the House of Pregnant can be considered effective, because it showed maternal and perinatal outcomes as favorable as the traditional nursing care model.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/GCPA-97WJ2D
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMaternidades
dc.subjectHumanos
dc.subjectFeminino
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectIndicadores Básicos de Saúde
dc.subjectServiços de Saúde Materno-Infantil
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectHipertensão
dc.subjectGravidez de Alto Risco
dc.subjectComplicações na Gravidez DECS
dc.subjectCuidado Pré-Natal
dc.subjectGravidez
dc.subject.otherAssistência à Saúde
dc.subject.otherPromoção da Saúde
dc.subject.otherSistema Único de Saúde
dc.subject.otherEnfermagem
dc.subject.otherGravidez de Alto Risco
dc.subject.otherGravidez
dc.titleCasa da gestante e enfermaria hospitalar na atenção ao alto risco: repercussões em indicadores de saúde maternos e perinatais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Adriano Marcal Pimenta
local.contributor.referee1Odaléa Maria Bruggemann
local.description.resumoAs gestantes de alto risco representam 15% das grávidas, por isso é essencial que os profissionais de saúde estejam preparados para reconhecer os riscos e encaminhá-las de forma efetiva para o serviço de maior complexidade. Apesar do incentivo e da existência dos programas ministeriais, como a Casa da Gestante, não há estudos que comprovem sua efetividade e a justificativa de sua adoção para a saúde das gestantes de alto risco. O objetivo deste trabalho foi analisar a associação dos modelos de assistência à gestante de alto risco (Casa da Gestante versus enfermaria hospitalar) com os indicadores de saúde maternos e perinatais. Trata-se de um estudo epidemiológico, de coorte retrospectivo, realizado em duas maternidades de referência para gestante de alto risco de Minas Gerais: em uma é desenvolvido o programa Casa da Gestante e na outra as internações são feitas exclusivamente em enfermaria hospitalar. A amostra foi composta por 312 gestantes de risco, internadas, sendo 65 na enfermaria e 247 na Casa da Gestante, em 2010, com idade gestacional entre 22 e 36,6 semanas e que preencheram o critério de inclusão da pesquisa. As seguintes variáveis foram analisadas: idade materna, paridade, cor, escolaridade, estado civil, procedência materna, antecedentes patológicos pessoais, número de consultas de pré-natal, início do trabalho de parto, tipo de parto, episiotomia, ocitocina no trabalho de parto, analgesia para parto normal, idade gestacional à internação, data de internação; e variáveis relacionadas às condições do recém-nascido (sexo, idade gestacional ao nascimento, setor de encaminhado do recém-nascido após o parto, peso e índice de Apgar no 5o minuto, reanimação em sala de parto e morte em sala de parto). Os dados foram analisados por estatística descritiva, bivariada e multivariada, em nível de significância de 5% (p < 0,05). Os resultados demonstraram que as gestantes internadas no modelo tradicional apresentaram: maior prevalência de diagnóstico relacionado à pressão arterial à internação, independentemente da história pregressa de hipertensão arterial crônica (RP = 1,45; IC 95%: 1,10 1,90); mais de seis consultas de pré-natal à internação, independentemente da procedência ou diagnóstico de internação (RP: 1,58; IC 95%: 1,21 2,07); maior incidência de cesariana, independentemente do diagnóstico de internação (HR: 1,73; IC 95%: 1,19 2,52); e maior número de partos normais com episiotomia e analgesia. Na Casa da Gestante prevaleceram as internações relacionadas ao trabalho de parto prematuro e à ruptura prematura de membranas pré-termo, com mães provenientes do interior. Não houve diferença estatística quanto ao encaminhamento dos recém-nascidos para a neonatologia nos modelos assistenciais estudados. O modelo assistencial da Casa da Gestante mostra-se menos intervencionista que o da enfermaria hospitalar tradicional. A assistência na Casa da Gestante pode ser considerada efetiva, pois apresentou resultados maternos e perinatais tão favoráveis quanto o modelo assistencial tradicional de enfermaria.
local.publisher.initialsUFMG

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