Entre Guimarães Rosa, Manoel de Barros e Bartolomeu Campos Queirós: a criação de uma infância da escrita

dc.creatorRosane da Silva Gomes
dc.date.accessioned2019-08-10T14:33:36Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:08:46Z
dc.date.available2019-08-10T14:33:36Z
dc.date.issued2011-06-10
dc.description.abstractThe purpose of this thesis is to produce a reflexion about childhood through questioning some paradigmatic concepts on the subject that are, as a rule, instilled with the sense of failure, lack and incompleteness. The crystallized approach of childhood as a precarious, provisional andincomplete state is equated on this work, that has the challenge to project others reading proposals for the theme, among which include the treatment of childhood as an event linked to the sphere of the new and the creation. For this discussion, this work was based especially on the theoretical writings of authors such as Walter Benjamin, Giorgio Agamben and Gilles Deleuze, in order to think about possible relationships between literature and childhood. These relations were based on Guimarães Rosa"s tales "Jardins e Riachinhos". Hisview of childhood is explored through the convergence of texts about the theme writen by Manoel de Barros and Bartolomeu Campos Queirós. From literature images of these writers was possible to us to identify a poetry of childhood or a childhood writing. that´s all about writing commented with relations of creation and discovery from the playing with the words. The childish on the literature was explored not just as a theme, but mainly like a manner to write and figure out the childhood on it´s on going and creative duty overturning at this way the idea on which the childhood gets decrease to a time of necessity, gaping and scanty.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECAP-8HSKSM
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectBenjamin, Walter, 1892-1940 Crítica e interpretação
dc.subjectAgamben, Giorgio, Crítica e interpretação
dc.subjectQueiros, Bartolomeu Campos Crítica e interpretação
dc.subjectCriação literária
dc.subjectBarros, Manoel de, 1916- Critica e interpretação
dc.subjectInfância
dc.subjectRosa, João Guimarães, 1908-1967 Jardins e riachinhos Crítica e interpretação
dc.subjectDeleuze, Gilles, 1925-1995 Crítica e interpretação
dc.subjectMemória na literatura
dc.subjectTempo na literatura
dc.subjectEscrita na literatura
dc.subject.otherInfância
dc.subject.otherCriação
dc.subject.otherLiteratura
dc.titleEntre Guimarães Rosa, Manoel de Barros e Bartolomeu Campos Queirós: a criação de uma infância da escrita
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Marli de Oliveira Fantini Scarpelli
local.contributor.referee1Ana Maria Clark Peres
local.contributor.referee1Claudia Campos Soares
local.contributor.referee1Márcia Marques de Morais
local.contributor.referee1Jacques Fux
local.description.resumoA proposta desta tese é refletir sobre a infância, tendo em vista a problematização de conceitos paradigmáticos sobre o tema, via de regra, impregnados dos sentidos de falta, carência e incompletude. A abordagem cristalizada da infância como um estado precário, provisório e lacunar é equacionada neste trabalho cujo desafio é lançar outras propostas de leitura para o tema, dentre as quais o tratamento da infância como acontecimento, ligado à esfera do novo e da criação. Para tal discussão, este trabalho ancorou-se especialmente nos textos teóricos de autores como Walter Benjamin, Giorgio Agamben e Gilles Deleuze, com o propósito de pensar sobre as possíveis relações entre a literatura e a infância. Tais relações se pautaram nos contos "Jardins e Riachinhos", de Guimarães Rosa. Para explorar este modo de ver a infância buscamos convergências de narrativas rosianas aqui exploradas com textos de Manoel de Barros, Bartolomeu Campos Queirós e Graciliano Ramos. A partir de imagens literárias desses escritores foi-nos possível identificar uma poética da infância ou infância da escrita. Trata-se de escritas tecidas pelo viés de criação e desvelamento, a partir de um contínuo brincar com as palavras. O infantil na literatura foi explorado não somente como um tema, mas principalmente como uma estrutura, ou seja, uma maneira de se escrever e dar a ver a infância em seu contínuo e criativo devir, subvertendo-se, assim, a idéia de que a infância se reduz a um tempo da carência, lacunaridade e insuficiência.
local.publisher.initialsUFMG

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