A constituição de turmas de alfabetização: mecanismos de marginalização e exclusão na escola

dc.creatorElizabete Caetano da Silva
dc.date.accessioned2019-08-12T18:06:16Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:35:58Z
dc.date.available2019-08-12T18:06:16Z
dc.date.issued1988-06-24
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/FAEC-87JHNK
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEducação
dc.subjectAlfabetização
dc.subject.otherPrática pedagógica
dc.subject.otherAlfabetização
dc.titleA constituição de turmas de alfabetização: mecanismos de marginalização e exclusão na escola
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Magdah Becker Soares
local.contributor.referee1Elza Maria da Silva Cataldo
local.contributor.referee1Lea Pinheiro Paixao
local.description.resumoA partir da análise do papel que a Psicologia possui na prática pedagógica da escola, especificamente na 1º série do 1º grau, a presente dissertação pretendeu identificar: os critérios utilizados para a definição dos pré-requisitos necessários para o início da alfabetização; os critérios para a constituição de turmas de 1ª série, principalmente as chamadas turmas "imaturos" e turmas "especiais"; os critérios e as justificativas adotados para o "encaminhamento" de alunos, considerados como possuidores de "problemas de aprendizagem", a clínicas ou escolas especializadas em atendimento psicopedagógico. Foi realizado um estudo de caso em quatro escolas da rede pública de ensino, selecionadas entre aquelas que mais encaminharam alunos a uma instiuição especializada em atendimento psicopedagógico. Foram analisados a constituição das turmas de 1ª série do 1º grau, os remanejamentos realizados, durante todo o período letivo, com o objetivo de manter a homogeneização das turmas e os "encaminhamentos" dos "alunos-problema". Concluiu-se que a escola legitima, fundamentano-se em bases psicológicas, a concepção segundo a qual os alunos das classes dominadas são incapazes de aprender, sendo mentalmente deficientes, culturalmente defasados, utilizando-se de mecanismos de seleção, marginalização e exlusão desses alunos.Esses mecanismos, já incoprorados à prática pedagógica das escolas são: a constituição das turmas, os "remanejamentos" e os "encaminhamentos". Concluiu-se, também, que, para não existirem tais práticas, torna-se necessária uma escola com postura teórica e política diferente dessa escola de hoje. Até que tal fato se concretize é fundamental que se continue a denunciar a análise das condições sociais em que se dão a constituição das turmas, os "remanejamentos" e os "encaminhamentos " de alunos.
local.publisher.initialsUFMG

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