A hipernormalidade como um problema diagnostico: impasses,alcances e limites

dc.creatorNadja Ribeiro Laender
dc.date.accessioned2019-08-11T08:15:00Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:16:30Z
dc.date.available2019-08-11T08:15:00Z
dc.date.issued2008-08-29
dc.description.abstractDe nos jours la clinique psychanalytique se heurte de plus en plus à un type de client qui ne pose pas beaucoup de questions sur lui-même, qui n a pas de gros problèmes existentiels et qui a une grande difficulté de parler. Ils ont comme caractéristique une pauvreté symbolique qui s exprime dans un discours collé au signifié, au sens non dialectisable et avec une présence massive des faits présents qui ne les renvoient jamais aux faits passés. La plupart d entre eux font usage de médication psychiatrique, viennent régulièrement aux sessions, et leurs plaintes ont trait davantage au corps et à ses multiples douleurs qu aux problèmes personnels et existentiels. Ce sont des clients qui prennent ausérieux les règles analytiques et répètent incessament les mêmes histoires, des faits qui ont eu lieu pendant la journée, dans leur travail, dans leur routine journalière. Ce qui leur fait demander de l aide est toujours quelque chose d extérieur à eux: leur modèle decomportement gêne les gens dans leur travail, ou leurs familles se plaignent de leurs excentricités. Leur quotidien est marqué par des routines qui leur assurent la stabilité et la maîtrise de leurs expériences. Toute désharmonie devient le motif d une grande inquiétude.Si le référentiel théorique utilisé par l analyste est le référientiel freudien voire le Lacan structuraliste, il va se heurter inévitablement à une impossibilité diagnostique, dû à l apparition de traits caractéristiques de plusieurs structures ou bien dû au manque d éléments indispensables à la confirmation diagnostique. En cherchant la littérature analytique nous avons trouvé Joyce Mc Dougall et sa conceptuation de normopathe ou d anti-analysant , mais ce tableau nous mène de nouveau au labyrinthe de l imprécision conceptuelle. En fréquentant le Nucleo de Psicose (Centre de Psychose) de l Hôpital Raul Soares, nous avons pris contact avec la deuxième clinique de Lacan et le changement deparadigme qui en découle. Les conversations d Arcachon et la Convention d Antibes sont des références nécessaires pour qu on puisse pénétrer dans la nouvelle théorisation des psychoses ordinaires. Grâce à ce parcours, ce qui auparavant semblait ne s insérer dansaucun diagnostic, trouve une explication plausible et bien fondée. Les psychoses ordinaires arrivent à saisir dans leur univers conceptuel ces clients qui auparavant restaient dans le limbe conceptuel des normopathes, bordelines ou même considérés comme inclassables.Enfin, bien qu encore en plein processus d étude et d élaboration théorique, possédant peu de littérature spécifique, cette théorisation explique beaucoup des béances de la clinique structuraliste et met un point final à la dispersion diagnostique de la clinique psychanalytique.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/TMCB-7WVHFH
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectPsicoses
dc.subjectDiagnóstico
dc.subjectPsicanálise
dc.subjectNeuroses
dc.subjectCastração
dc.subjectPsicologia
dc.subject.otherDiagnóstico
dc.subject.otherProblema
dc.subject.otherLimites
dc.subject.otherPsicologia
dc.titleA hipernormalidade como um problema diagnostico: impasses,alcances e limites
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Antonio Marcio Ribeiro Teixeira
local.contributor.referee1Cláudio Oliveira da Silva
local.contributor.referee1Sergio Augusto Chagas de Laia
local.description.resumoA clínica psicanalítica de nossos dias se depara cada vez mais, com um tipo de cliente sem muitas questões sobre si mesmo, sem grandes problemas existenciais e com uma grande dificuldade em falar. Eles têm como característica uma pobreza simbólica que transparece em uma fala colada no significado, com sentido não dialetizável e uma presença massiva dos fatos presentes que não os remete jamais aos fatos passados. A maioria se utiliza de medicações psiquiátricas, vem regularmente às sessões, e as suas queixas são muito mais dirigidas ao corpo e suas múltiplas dores, do que aos problemas pessoais e existenciais. São clientes que levam a sério às regras analíticas e repetem incessantemente as mesmas histórias, os fatos que ocorreram no seu dia, no seu trabalho, na sua rotina diária. O que o faz buscar ajuda sempre é uma questão exterior a ele: seu padrão de comportamento está incomodando as pessoas do seu trabalho ou seus familiares reclamam de suas excentricidades. Seu cotidiano é marcado por rotinas que lhe asseguram estabilidade e domínio das suas vivências. Qualquer desarmonia é motivo de grande inquietação. Se o referencial teórico utilizado pelo o analista for o freudiano ou mesmo o Lacan estruturalista, inevitávelmente ele vai esbarrar numa impossibilidade diagnóstica devido ao aparecimento de traços característico de várias estruturas ou por falta de elementos indispensáveis para a confirmação diagnóstica. Ao buscar a literatura analítica deparamonos com Joyce McDougall e sua conceituação de normopata ou antianalisando, mas tal quadro nos leva de novo ao labirinto da imprecisão conceitual. Freqüentando o Núcleo de Psicose do Hospital Raul Soares entramos em contato com a segunda clínica de Lacan e a mudança de paradigma dela decorrente. As conversações de Arcachon e o Convenção de Antibes são referências necessárias para que se possa adentrar na nova teorização das psicoses ordinárias. Com este percurso, o que antes parecia não se inserir em nenhum diagnóstico, possui explicação plausível e bem fundamentada. As psicoses ordinárias conseguem apreender em seu universo conceitual estes clientes que antes permaneciam no limbo conceitual das normopatias, borderlines oumesmo tido como inclassificáveis. Enfim, embora ainda em pleno processo de estudos e elaborações teóricas, parca literatura específica, esta teorização explica muitas das hiâncias da clínica estruturalista e põe um final a dispersão diagnóstica da clínica psicanalítica.
local.publisher.initialsUFMG

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