Utilização terapêutica da Palmitoiletanolamida (PEA) como anti-inflamatório e imunomodulador

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Monografia de especialização

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Igor Dimitri Gama Duarte
Danielle Diniz Aguiar

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O sistema endocanabinoide compreende os receptores canabinoides, os ligantes endógenos denominados endocanabinoides e as enzimas, relacionadas a processos de biossíntese ou metabolismo. Os ligantes endógenos dos canabinoides são definidos como derivados de um ácido graxo poli-insaturado, podendo ser amidas, ésteres ou éteres, de cadeia longa, capazes de se ligarem e ativarem tais receptores, como a anandamida, o 2-araquidonoil-glicerol, a oleoiletanolamina (OEA) e a palmitoiletanolamina (PEA). A palmitoiletanolamida (PEA) é um composto endógeno identificado incialmente através de frações lipídicas de alguns alimentos que desde a década de 50 vem sendo alvo de estudos para identificar seus efeitos terapêuticos e mecanismo de ação. Diante deste contexto, o objetivo deste trabalho consiste em averiguar através de revisão de literatura a utilização terapêutica da palmitoiletanolamida como anti-inflamatório e imunomodulador. Foram observadas atividades terapêuticas da PEA em diversos sistemas, como no sistema nervoso central, no gastrointestinal, no vascular, no digestório e respiratório, além de uma ampla gama de atuação na dor, processos inflamatórios e modulação do sistema imune. Assim, identificou-se atuação na doença de Alzheimer, esclerose múltipla, isquemia cerebral, neuroinflamação, condições gerais de inflamação e dor, coagulopatia, esteatohepatite e lesão pulmonar aguda, sendo utilizada a PEA sozinha ou em sinergismo a outro composto, como o paracetamol, a luteolina e a oxametazolina. Nos estudos analisados, os principais achados envolvem um perfil anti-inflamatório, neuroprotetor e imunomodulalador diante de sua atuação nos seguintes alvos: PPARα, PPAR-δ e o PPAR-γ, CB1, CB2, GPR55 e o TRPV1, além de ter uma característica de atuar diretamente na cascata inflamatória modulando a resposta imunológica. Diversos estudos modelo experimentais utilizando ratos e camundongos mostraram o potencial terapêutico da PEA para tratamento da inflamação, dor e regulação do sistema imunológico, porém há uma escassez de trabalhos no que se trata de estudos clínicos. Esta revisão, baseada em estudos pré- clínicos e clínicos, abaliza a necessidade de estudos clínicos randomizados controlados para a confirmação do potencial terapêutico da PEA como antiinflamatório, analgésico e imunomodulatório em humanos.

Abstract

The endocannabinoid system is composed of cannabinoid receptors, naturally occurring endocannabinoid ligands, and enzymes responsible for essential biosynthesis, uptake, and metabolism processes. Among these endogenous cannabinoid ligands are compounds derived from polyunsaturated fatty acids, encompassing long-chain amides, esters, and ethers, with the capacity to bind and activate receptors like anandamide and 2-arachidonoyl-glycerol. Within this category also fall molecules produced through the same pathway, such as Noleoylethanolamine and N-palmitoylethanolamine (PEA). N-palmitoylethanolamine (PEA), a notable member of this category, was first encountered within lipid fractions of specific foods and has intrigued researchers since the 1950s due to its potential therapeutic effects and underlying mechanisms. This study, against this backdrop, aims to comprehensively explore the therapeutic promise held by PEA as a robust antiinflammatory and immunomodulatory agent. PEA's therapeutic impact reverberates across diverse physiological systems, spanning the central nervous system, gastrointestinal tract, vascular network, digestive system, and respiratory pathways. Additionally, its far-reaching influence encompasses effective pain management, curbing inflammatory processes, and finely-tuned modulation of immune responses. These attributes have fostered collaborations targeting conditions such as Alzheimer's disease, multiple sclerosis, cerebral ischemia, neuroinflammation, general inflammation and pain, coagulopathy, steatohepatitis, and acute lung injury. PEA operates both independently and in synergy with other compounds, like paracetamol, luteolin, and oxymetazoline. In scientific investigations, PEA consistently reveals itself as an anti-inflammatory powerhouse, safeguarding neural health, and orchestrating immunomodulation. This efficacy stems from its interactions with pivotal targets including PPARα, PPAR-δ, and PPAR-γ, CB1, CB2, GPR55, and TRPV1. Additionally, PEA exerts a direct influence on the inflammatory cascade, orchestrating precise adjustments in immune responses. Numerous animal studies have elucidated the inherent potential of PEA. This review notably underscores the pivotal necessity for methodologically rigorous clinical trials to definitively establish the translational efficacy of PEA in ameliorating diverse inflammatory pathologies within the human milieu.

Assunto

Farmacologia, Endocanabinoides, Inflamação, Sistema Imunitário

Palavras-chave

Sistema endocanabinoide, Palmitoiletanolamida, Inflamação, Sistema Imune

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