A arte nova e o novo na arte na filosofia de Theodor W. Adorno
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Lucianno Ferreira Gatti
Romero Alves Freitas
Virginia de Araújo Figueiredo
Romero Alves Freitas
Virginia de Araújo Figueiredo
Resumo
Esta dissertação tem como objetivo principal realizar uma interpretação da filosofia de Theodor W. Adorno que problematize o estatuto do novo na arte. A importância desse assunto se deve à compreensão, defendida por Adorno, de que a busca pelo novo na arte moderna tem como modelo o fetichismo da mercadoria. A proposta, então, é a de diferenciar a aparência de novidade da indústria cultural e o novo na arte, ressaltando como que este último assegura o caráter de verdade da arte. Com vistas a cumprir esse objetivo, pretende-se mostrar que o novo na arte moderna, mais que uma ideologia modernista, deriva do modo como Adorno
interpreta a tradição dialética e a concepção romântica de obra de arte original. Desse modo, o filósofo valoriza a obra nominalista que não corresponde completamente ao conceito genérico de arte. Ao criticar as convenções da tradição artística, a obra de arte nova rejeita o conceito genérico de arte, ao mesmo tempo em que se constitui como negação determinada da sociedade. Assim, é possível compreender a desartificação (Entkunstung), a perda da especificidade da arte, como estratégia crítica em relação à arte e à sociedade. Demonstra-se, dessa forma, como o pensamento de Adorno se afasta dos discursos escatológicos sobre arte
(comuns à tradição hegeliano-marxista clássica) que declaram a morte ou decadência da arte. Ao invés de corroborar o diagnóstico pessimista acerca da arte moderna, Adorno reconhece o caráter crítico da mesma.
Abstract
This dissertation aims at providing an interpretation of the philosophy of Theodor W. Adorno that problematizes the status of the new art. The importance of this issue is due to the understanding, supported by Adorno, that the search for the new in modern art is also implicit in commodity fetishism. The proposal is to differentiate the appearance of novelty of the culture industry and new in art, emphasizing how the latter ensures authenticity of art. In order to fulfill this goal, we intend to show that the new in modern art, more than a modernist ideology, derives from how Adorno interprets the dialectical tradition and the romantic conception of originality. The philosopher appreciates the nominalist artwork that does not meet the generic concept of art. In criticizing the conventions of artistic tradition, new art rejects the generic concept of art. At the same time, it constitutes a determinate negation of society. Thus, it is possible to understand Entkunstung, the loss of specificity of art, as a critical strategy in relation to art and society. Adorno refuses eschatological discourses on art (common in Hegelian-Marxist classical tradition) that declare the death or decay of art. Instead of accepting the pessimist diagnosis about modern art, Adorno recognizes the critical character of new art.
Assunto
Filosofia - Teses, Adorno, Theodor W., 1903-1969, Arte - Filosofia - Teses
Palavras-chave
Convenções, Desartificação, Negação determinada, Nominalismo, Tradição