Avaliacao da toxicidade da n-metilglucamina no tratamento da leishmaniose tegumentar americana em servico publico de referencia de Minas Gerais

dc.creatorSilvia Hees de Carvalho
dc.date.accessioned2019-08-11T16:36:16Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:59:12Z
dc.date.available2019-08-11T16:36:16Z
dc.date.issued2007-12-19
dc.description.abstractA cross-sectional study was conducted based on a retrospective analysis of 78 patients with mucocutaneous leishmaniasis (CL) treated between January 1995 and December 2005 in a Minas Gerais State public referral hospital for infectious diseases in order to evaluate N-methylglucamine toxicity. Diagnosis criteria for CL were based onepidemiology and clinical findings associated with one or more of the following: a positive Montenegro reaction; a positive serology for Leishmania; a positive direct examination for Leishmania, compatible biopsy, positive polymerase chain reaction (PCR) for Leishmania,positive inoculation of guinea pig with Leishmania. We described the location and characteristics of lesions and the presence of comorbidities. Besides registering any clinical adverse reactions, we analyzed results of tests done before and after antimonyal administration. We compared appearance of adverse reactions during treatment with other morbid conditions that could predispose to these effects. Among analyzed patients, 64(82,1%) were male, 48(61,5%) non-white and mean age was 49,9 years. During the study period, and during therapy with antimonyal, three (3,8%) patients died, three (3,9%) showed upper airways obstruction, one (1,3%) developed pancreatitis and four (5,3%)symptomatic hypotension. Fifteen (20%) patients showed asthenia, nine (11,8%) myalgia; forteen (18,4%) arthritis or arthralgia; forteen (18,4%) nausea or vomiting. Adverse clinical events were reported by forty (51,3%) patients and all had one ore more abnormalities on the tests performed: 52 (78,5%) patients showed EKG changes; 35 (44,9%) AST elevation; twenty (25,6%) ALT elevation; sixteen (72,7%) change of amylase values; 24 (82,8%) of lipase values; forteen (20,3%) of creatinine levels; 24(35,3%) of urea levels; 21 (34,4%) had anemia; and eight (13,1%) leucopenia. We conclude that despite the potential toxicity of N-methylglucamine most side effects were mild and most patients completed treatment. The death of one case seemed to be related tothe medication.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/ECJS-7S9J53
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectMedicina Tropical
dc.subjectLeishmaniose cutânea
dc.subjectToxicidade de drogas
dc.subjectEstudos de coortes
dc.subjectLeishmaniose cutânea/quimioterapia
dc.subject.otherEfeitos adversos
dc.subject.otherLeishmaniose tegumentar
dc.subject.otherN-metilglucamina
dc.titleAvaliacao da toxicidade da n-metilglucamina no tratamento da leishmaniose tegumentar americana em servico publico de referencia de Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Manoel Otavio da Costa Rocha
local.contributor.referee1Ricardo Andrade Carmo
local.contributor.referee1Maria do Carmo Pereira Nunes
local.description.resumoRealizou-se estudo de corte transversal, com análise retrospectiva de variáveis evolutivas, envolvendo 78 pacientes com leishmaniose tegumentar (LTA) tratados entre janeiro de 1995 e dezembro de 2005 em hospital público de referência em doenças infecciosas do Estado de Minas Gerais, com o intuito de se avaliar a toxicidade da Nmetilglucamina. O critério diagnóstico de LTA foi clínico-epidemiológico associado a um ou mais dos seguintes itens: reação de Montenegro positiva; sorologia positiva para Leishmânia; pesquisa direta de Leishmania positiva; biopsia compatível; reação em cadeia da polimerase (PCR) positiva para Leishmania; cultura positiva para Leishmania; inoculação em cobaia positiva para Leishmania. Descreveu-se a localização e as características das lesões e a presença ou não de comorbidades. Além do surgimento deefeitos adversos clínicos, foram registrados os exames antes e depois do início da prescrição do antimonial. Comparou-se o surgimento de efeitos indesejáveis, durante o tratamento, com afecções que pudessem predispor a esses efeitos. Entre os pacientes analisados, 64 (82,1%) eram do sexo masculino, 48 (61,5%) eram não brancos, e a idademédia era de 49,9 anos. Durante o período do estudo, ao longo da terapia com antimonial, três (3,8%) pacientes morreram, três (3,9%) apresentaram obstrução de vias aéreas superiores, um (1,3%) apresentou pancreatite; e quatro (5,3%), hipotensão sintomática.Quinze (20%) pacientes apresentaram astenia; nove (11,8%), mialgia; quatorze (18,4%), artrite ou artralgia; quatorze (18,4%) evidenciaram náuseas ou vômitos. Eventos clínicos indesejáveis foram relatados por quarenta (51,3%) pacientes, e nenhum ficou completamente livre de alteração dos exames: 52 (78,5%) pacientes apresentaram alterações eletrocardiográficas; 35 (44,9%) desenvolveram aumento sanguíneo da AST; e vinte (25,6%), da ALT; dezesseis (72,7%) tiveram alterada a amilase; 24 (82,8%), a lipase; quatorze (20,3%), a creatinina; 24 (35,3%), a uréia; enquanto 21 (34,4%) apresentaram anemia; e oito (13,1%), leucopenia. Concluiu-se que, apesar do potencial de toxicidade daN-metilglucamina, a maior parte dos efeitos adversos relacionados à droga foi leve e a maior parte dos pacientes concluiu o tratamento. Em um caso o óbito parece ter sido mais influenciado pela prescrição da medicação.
local.publisher.initialsUFMG

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