Análises de desfechos de pacientes com Insuficiência Respiratória Aguda admitidos em Pronto Socorro e em Unidade de Pronto Atendimento do SUS de Belo Horizonte
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
Título alternativo
. Analysis of outcomes of Patients with Acute Respiratory Insufficiency admitted to the Emergency Room in the Emergency Department of the SUS in Belo Horizonte
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Resumo
A procura pelos serviços de emergência tem sido crescente nas últimas
décadas. As doenças respiratórias estão entre as principais causas que levam à
procura do sistema de urgência e emergência no Brasil. O PS (Pronto Socorro)
necessita de recursos tecnológicos propedêuticos e/ou terapêuticos mínimos para o
atendimento de pacientes de alta complexidade. A UPA (Unidade de Pronto
Atendimento), com complexidade intermediária situada entre Atenção Básica de
Saúde e Atenção Hospitalar, tem sido a porta de entrada para pacientes de alta
complexidade que necessitam de uma estrutura hospitalar adequada para este
atendimento. É comum pacientes permanecerem horas aguardando transferência
para Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), mesmo apresentando quadros clínicos
complexos. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar o desfecho de pacientes
com IRpA (Insuficiência Respiratória Aguda) admitidos em Pronto Socorro e em
Unidade de Pronto Atendimento. Também foi avaliado o tempo até a transferência
para a UTI. Foram verificadas as associações entre local de atendimento inicial e
tempo de internação na UTI, tempo de ventilação artificial e mortalidade. Método:
Foram acompanhados sequencialmente 488 pacientes admitidos com IRpA em PS e
em UPA, com idade maior ou igual a 18 anos. A coleta de dados foi realizada através
da análise de prontuários com inserção das informações em ficha padrão com as
variáveis necessárias ao estudo. Foram analisados APACHE II e SAPS 3 como
escores de gravidade dos pacientes. Resultados: Observou-se elevado tempo de
espera para transferência para UTI entre os pacientes sobreviventes (mediana =
31,67 horas). A mortalidade na sala de emergência foi maior na UPA (25,6%) em
relação ao PS (15,3%). Os pacientes admitidos na UPA eram mais graves que os
admitidos no PS. Após análise multivariada, o local de atendimento inicial não se
associou de forma independente com o óbito. A maior mortalidade na UPA em relação
ao PS foi explicada pela diferença de gravidade dos pacientes. Após análise
multivariada, observou-se que o local de atendimento inicial esteve associado de
forma independente com a mortalidade na UTI. Conclusão: Observou-se desfechos
diferentes conforme o local de atendimento inicial em pacientes com IRpA, o que
permite identificar oportunidades de otimização na assistência em saúde dos
indivíduos admitidos em serviços de emergência. Propõe-se a criação de estratégias
e protocolos nas instituições e na regulação médica que seguramente trarão impacto
na segurança e na qualidade da assistência prestada.
Abstract
The demand for emergency services has been growing in recent
decades. Respiratory diseases are among the main causes that lead to the demand
for the urgency and emergency system in Brazil. The ER (Emergency Room) needs
minimal propaedeutic and / or therapeutic technological resources for the care of highly
complex patients. The ECU (Emergency Care Unit), with an intermediate complexity
located between Basic Health Care and Hospital Care, has been the gateway for highly
complex patients who need an adequate hospital structure for this care. It is common
for patients to spend hours waiting for transfer to Intensive Care Units (ICUs), even
with complex clinical conditions. Objective: The aim of this study was to evaluate the
outcome of patients with ARF (Acute Respiratory Insufficiency) admitted to the
Emergency Room and the Emergency Care Unit. The time until transfer to the ICU
was also assessed. Associations between place of initial care and length of stay in the
ICU, time on artificial ventilation and mortality were verified. Method: 488 patients
admitted with IRPA in ER and in ECU, aged 18 years or older, were followed up
sequentially. Data collection was performed through the analysis of medical records
with insertion of information in a standard form with the variables necessary for the
study. APACHE II and SAPS 3 were analyzed as severity scores for patients. Results:
There was a long waiting time for transfer to the ICU among surviving patients (median
= 31.67 hours). Mortality in the emergency room was higher in the ECU (25.6%) compared
to the ER (15.3%). Patients admitted to the ECU were more severe than those admitted
to the ER. After multivariate analysis, the place of initial care was not independently
associated with death. The higher mortality in the ECU in relation to the ER was explained
by the difference in severity of the patients. After multivariate analysis, it was observed
that the initial care location was independently associated with ICU mortality.
Conclusion: Different outcomes were observed according to the place of initial care in
patients with ARF, which allows identifying opportunities for optimization in health care
for individuals admitted to emergency services. It is proposed to create strategies and
protocols in institutions and in medical regulation that will surely have an impact on the
safety and quality of care provided.
Assunto
Insuficiência Respiratória, Serviços Médicos de Emergência, Unidades de Terapia Intensiva, Doenças Respiratórias
Palavras-chave
Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA)., Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Golden Hour