As narrativas urbanas dos ambulantes de Belo Horizonte: textos de uma cidade habitada

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Cláudia Graça da Fonseca
Carlos Magno Camargos Mendonca

Resumo

Este trabalho busca analisar as narrativas de dois vendedores ambulantes que trabalham em Belo Horizonte, a fim de compreender como eles textualizam a cidade. Partimos da ideia de que a cidade pode ser tomada como uma rede textual, composta de fragmentos inter-relacionados. Esses textos são frutos de diferentes vivências do espaço urbano: por um lado, existem as práticas que buscam organizar, administrar, vigiar e estudar a cidade, produzindo um conjunto de normas com o objetivo de regular o seu funcionamento; por outro, há as práticas cotidianas dos habitantes comuns, que se deslocam na cidade, trabalham, estudam, moram, compram, vendem, etc. A venda ambulante é um tipo de prática cotidiana que combina o andar a pé ao comércio informal e que oferece resistência às práticas de organização e controle da cidade. Abordamos o caminhar como uma ação que significa os espaços, ao mesmo tempo, lhes dá vida. Para entender como os vendedores leem e animam seus espaços de trabalho, realizamos com eles entrevistas narrativas e os acompanhamos durante algumas vendas, processos esses que foram filmados. Ao final, foi possível observar de quais maneiras particulares eles leem e significam a cidade, se inscrevem nele e também escrevem.

Abstract

This work seeks to analyze the narratives of two traveling vendors who work in Belo Horizonte in order to understand how they make texts about the city. We start off with the idea that the city can be taken as a textual network made of interrelated textual fragments. These texts are the result of different experiences of urban space: on one hand, there are practices that seek to organize, manage, monitor and study the city, creating a set of procedures and rules in order to regulate its functioning; on the other hand, there the everyday practices that common people perform they move around, work, study, buy, sell, etc. The peddling is a kind of everyday experience that combines walking with informal trade and offers resistance to the practices of organization and control of the city. We present the walk as an action that creates meaning for spaces and gives life to it. To understand how street vendors read and enliven your workspaces, we conducted narrative interviews and followed them during a few days of work, processes that were filmed. At the end, we were able to understand the means by which they produce meaning for the city, how they inscribe themselves on in it and also how they write.

Assunto

Vendedores ambulantes, Comunicação Aspectos sociais, Belo Horizonte (MG) História, Comunicação, Antropologia urbana, Linguagem e cultura

Palavras-chave

Caminhar, Vendedor Ambulante, Textos, Cidade

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