Francis Ponge: a poética do "mundo mudo" e o diálogo com as artes
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Eliana Scotti Muzzi
Maria Ester Maciel de Oliveira Borges
Maria Ester Maciel de Oliveira Borges
Resumo
Essa dissertação realiza uma leitura crítico-analítica do livro Le Parti Pris des Choses (O Partido das Coisas), publicado em 1942 pelo poeta Francis Ponge, tendo por objetivo pesquisar como o autor explora, através de sua escrita, as relações entre as palavras e as coisas. Em nosso trabalho, observamos como estas relações acompanham as elucubrações do poeta acerca da representação da linguagem escrita e abarcam outros conceitos desenvolvidos por Ponge como 'a descrição', a tomada de partido pelas coisas, o humanismo, as relações subjacentes entre objeto e palavra que abrangem imagem, significado e significante, a retórica e a moral, e as pesquisas lingüísticas que são parte inalienável da poética do autor. O livro O Partido das Coisas configura-se a nosso ver como chave de leitura da poética pongeana, vasta de possibilidades interpretativas. Escolhemos para este trabalho a conjunção de três caminhos: a filosofia que atravessa a todo o momento a tomada de partido pelas coisas; as relações entre sua poética e as outras artes a partir de conceitos da representação; e por fim, a análise do jogo entre coisas e palavras. Uma vez interrelacionados, os três caminhos tornaram-se uma pesquisa da poesia de Ponge enquanto fruto da relação do homem com as coisas que o cercam através da linguagem
Abstract
Assunto
Poesia francesa Séc XX História e crítica, Arte na literatura França, Artes, Ponge, Francis, 1899-1988 O partido das coisas Crítica e interpretação, Modernidade
Palavras-chave
Francis Ponge, Poesia, Outras Artes