No crepúsculo do voo da ave de Minerva: o(s) fim(ns) da história entre Hegel e o hegelianismo

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

Título alternativo

At the twilight of Minerva's bird flight: the end(s) of the history between Hegel and hegelianism

Primeiro orientador

Membros da banca

Giorgia Cecchinato
Philippe Oliveira de Almeida

Resumo

O fim da dicotômica Guerra Fria inaugura uma Nova Ordem Mundial baseada na monopolaridade estadunidense com seu projeto de uniformização e expansão do american way of life. Inicia-se uma narrativa de que se cessara o tempo das ideologias e das utopias em um projeto que definia o capitalismo predatório neoliberal como o único caminho possível a todo o globo. A Globalização neoliberal tenta impor ao mundo um projeto de finismo histórico que implica no esgotamento de novas possibilidades e de esperança. Tal narrativa e projeto é apresentado ao mundo por FRANCIS FUKUYAMA em uma perspectiva, herdada de KOJÈVE, que recupera um HEGEL como o filósofo do fim da história e de um Estado universal e homogêneo. O casamento entre o finismo histórico e o neoliberalismo culmina em projeto de globalização que tenta sacramentar um cosmopolitismo abstrato sob o disfarce imperialista de exaustão de alternativas — um finismo-histórico-neoliberal. O objetivo de nosso trabalho, portanto, é compreender como a recepção da ideia de um fim da história se dá de forma político-ideológica e implica em uma determinada visão de Estado. Em uma abordagem macrofilosófica, buscamos refletir sobre o finismo histórico desde a Filosofia da História de HEGEL e suas apropriações e disputas político-interpretativas, tendo como ponto de chegada a recepção hegeliana da Escola Jusfilosófica Mineira.

Abstract

The end of the dichotomous Cold War inaugurates a New World Order based on US monopolarity with its project of standardization and expansion of the American way of life. A narrative begins that the time of ideologies and utopias has ended in a project that defined neoliberal predatory capitalism as the only possible path across the globe. Neoliberal Globalization tries to impose on the world a project of historical endism that implies the exhaustion of new possibilities and hope. This narrative and project is presented to the world by FRANCIS FUKUYAMA in a perspective, inherited from KOJÈVE, that recovers HEGEL as the philosopher of the end of history and of a universal and homogeneous State. The marriage between historical endism and neoliberalism culminates in a globalization project that attempts to enshrine an abstract cosmopolitanism under the imperialist disguise of exhaustion of alternatives — a historical-neoliberal endism. The objective of our work, therefore, is to understand how the reception of the idea of an end of history occurs in a political-ideological way and implies a certain vision of the State. In a macro-philosophical approach, we seek to reflect on historical endism from HEGEL's Philosophy of History/Philosophy of the State and its appropriations and political-interpretative disputes, having as an arrival point the Hegelian reception of the Jusphilosophical School of Minas Gerais.

Assunto

Hegel, Georg Wilhelm Friedrich, 1770-1831, Direito - Filosofia, Ideologia, Neoliberalismo, Globalização, Estado

Palavras-chave

Hegel, Fim da história, Neoliberalismo, Kojève, Fukuyama, Escola jusfilosófica mineira

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