Entre territórios e terreiros: yorubá, velhos deuses no novo mundo

dc.creatorEmerson Costa de Melo
dc.date.accessioned2019-08-12T03:56:33Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:45:13Z
dc.date.available2019-08-12T03:56:33Z
dc.date.issued2014-08-22
dc.description.abstractStudies on the formation of Candomblé of Yoruba origin, specifically of Ketu nation in Brazil are numerous. However, the approach is still rare for such phenomena in Geographical Science. In this sense, the present study aims from a Geo-Historical analysis, understand the forms of space-territorial organization of Yoruba people in Africa and its impact in the formation of the first Candomblé temple of Ketu origin in Brazil, the Candomblé of Barroquinha or Ìyá Omi Àse Àirá Intilè, on the period corresponding to the last decade of the eighteenth century to the mid nineteenth century. To do so, was established a dialogue with the suggested approach by the Cultural Geography, comprising the culture as a phenomenon inherent to individuals and civilizations, while a producer element of territories and territoriality.Thus, the present work focus on rereading of worldview and territory to the Yoruba as well as the white hegemonic mechanisms that forcibly contributed to his deterritorialization due to the phenomenon of black slavery in the New World, and consequently, its reterritorialization in Brazilian lands, specifically in the formation of the candomblé temple of Barroquinha.It is considered that this process is related to the production of a peculiar Geography constituted of the restoration of the bond of men with their ancestrals in brazilian lands, intimate relationship with the earth, which allowed to such individuals the reterritorialization not only spatially, but socially because inherent in this process is the recovery of their liberty - as a historical subject and articulator of moviments - in face of a slave society.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/IGCC-9P2TT7
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTerritorialidade humana 
dc.subjectGeografia 
dc.subjectRelações internacionais e cultura
dc.subjectCandomblé 
dc.subjectRitos e cerimonias 
dc.subject.otherCandomblé da Barroquinha
dc.subject.otherYorubá
dc.subject.otherNação Kétu
dc.subject.otherDesterritorialização/Reterritorialização
dc.subject.otherTerritório e territorialidade
dc.titleEntre territórios e terreiros: yorubá, velhos deuses no novo mundo
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Jose Antonio Souza de Deus
local.contributor.referee1Weber Soares
local.contributor.referee1Angela Maria da Silva Gomes
local.contributor.referee1Aureanice de Mello Corrêa
local.description.resumoSão inúmeros os estudos sobre a formação do candomblé de origem yorubá, especificamente de nação kétu no Brasil. Porém, ainda é rara a abordagem de tal fenômeno na Ciência Geográfica. Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo a partir de uma análise Geohistórica, compreender as formas de organização espaço-territorial dos povos yorubá na África e seus reflexos na constituição do primeiro terreiro de candomblé de origem kétu no Brasil, o candomblé da Barroquinha ou Ìyá Omi Àse Àirá Intilè, no período que corresponde a última década do século XVIII a meados do século XIX. Para tanto, estabeleceu-se um diálogo com a abordagem sugerida pela Geografia Cultural, que compreende a cultura como um fenômeno inerente aos sujeitos e civilizações, enquanto elemento produtor de territórios e territorialidades. Deste modo, o presente trabalho declina-se sobre a releitura da concepção de mundo e território para os yorubá, assim como, os mecanismos branco-hegemônicos que contribuíram forçosamente para a sua desterritorialização decorrente ao fenômeno da escravidão negra no Novo Mundo, e consequentemente, à sua reterritorialização em terras brasileiras, especificamente na formação do terreiro de candomblé da Barroquinha. Considera-se que este processo está relacionado a produção de uma Geografia peculiar constituída a partir do restabelecimento do vínculo dos homens com seus ancestrais em terras brasileiras, relação íntima com a Terra, que permitiu a tais sujeitos se reterritorializarem não só espacialmente, mas, socialmente visto que inerente a tal processo está a retomada de sua liberdade enquanto sujeito histórico e agenciador de movimentos - frente uma sociedade escravagista
local.publisher.initialsUFMG

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