Diversidade de Gênero e Direito: contra discursos pseudonaturalistas e pela construção cultural dos direitos identitários

dc.creatorLuiz Carlos Garcia
dc.date.accessioned2021-02-23T00:20:05Z
dc.date.accessioned2025-09-08T22:49:58Z
dc.date.available2021-02-23T00:20:05Z
dc.date.issued2019-10-09
dc.description.abstractWe live in a historic moment where information about gender and sexuality is varied and widely disseminated, which is a step forward and ensures that the issues begin to debate. However, to the same extent it is dangerous because there is a sometimes meticulously planned use of this information for holding positions and consequently for power In addition to the erroneous information that is passed on, and as we are faced with issues considered social taboos, controversial, the debate is still restricted and distorted messages proliferate. What is at the basis of this discourse that shapes everyone from birth through the identification of sex, conforms to gender patterns and consequently sexuality and desire, is cisnormatividade and compulsory heterosexuality, which has in the processes of naturalization its greatest and most effective weapon. With the use of biological / scientific discourse, it is possible to justify almost unquestionably some roles. By religious bias, positions and actions are sacralized in order to place in the field of the mystic and divine, which is the choice of certain groups. With this comes the naturalization of human living and the possibility of marginalizing everyone who does not fit. This creates a mass of deviants, who correspond to an abject side of society and therefore deserve to be punished. Punishment comes from violence, discrimination, apathy and invisibility. So thinking about gender and sexuality is talking about the naturalization of social processes and how in a cyclical movement this is fed back and maintains a perverse structure where everyone - in different measures - is oppressed and victimized by a code of conduct that has unhealthy masculinity as base and parameter.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/35033
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectDireito
dc.subjectIdentidade de Gênero
dc.subjectIdentidade Sexual
dc.subject.otherIdentidade de Gênero
dc.subject.otherIdentidade Sexual
dc.subject.otherNaturalização
dc.subject.otherNovos Sujeitos de Direitos
dc.subject.otherDiscurso
dc.titleDiversidade de Gênero e Direito: contra discursos pseudonaturalistas e pela construção cultural dos direitos identitários
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Mariah Brochado Ferreira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7791325223905142
local.contributor.referee1Fabrício Bertini Pasquot Polido
local.contributor.referee1Fabrício Veiga Costa
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2391299572131929
local.description.resumoVive-se um momento histórico onde as informações sobre gênero e sexualidade são variadas e amplamente disseminadas, o que é um avanço e garante que os temas venham ao debate. Entretanto, na mesma medida mostra-se perigoso, pois há um uso por vezes meticulosamente planejado dessas informações para manutenção de posições e consequentemente de poder. Além das informações errôneas que são repassadas, e como estar-se diante de temas considerados tabus sociais, polêmicos, o debate ainda fica restrito e mensagens distorcidas se proliferam. O que está na base desse discurso que molda a todos e todas desde o nascimento pela identificação do sexo, conforma nos moldes do gênero e consequencializa a sexualidade e o desejo, é a cisnormatividade e a heterossexualidade compulsória, que tem nos processos de naturalização sua maior e mais eficaz arma. Com o uso do discurso biológico/científico, consegue-se justificar de maneira quase inquestionável alguns papéis. Pelo viés religioso, sacraliza-se posições e ações, de modo a colocar no campo do místico e divino, o que é escolha de determinados grupos. Com isso chega-se a naturalização do viver humano e a possiblidade de marginalizar todo aquele que não se enquadre. Cria-se assim uma massa de desviantes, que correspondem a um lado abjeto da sociedade e por isso merecem ser punidos. A punição vem pela violência, discriminação, apatia e invisibilidade. Portanto, pensar gênero e sexualidade é falar de naturalização de processos sociais e de como em um movimento cíclico, isso é retroalimentado e mantem uma estrutura perversa onde todos – em medidas diferentes – são oprimidos e vitimizados por um código de conduta que tem a masculinidade doentia como base e parâmetro.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Direito

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Dissertação Mestrado - Luiz Carlos Garcia (2).pdf
Tamanho:
5.2 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: