Raça e dor: interpretações de fisioterapeutas

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Daniela Virgínia Vaz
Rodrigo Ednilson de Jesus
Marcella Guimarães Assis

Resumo

Estudos demonstram que pacientes negros têm sua dor subestimada e tratada de forma desigual. Crenças raciais e atitudes dos profissionais de saúde afetam o manejo da dor, perpetuando iniquidades raciais. Este estudo investigou, por meio de entrevistas semiestruturadas, a relação entre concepções de raça e dor de 15 fisioterapeutas clínicos que prestam assistência em dor musculoesquelética com mais de cinco anos de experiência. As transcrições foram submetidas à análise de conteúdo e os resultados organizados nas categorias: ‘raça e saúde’ e ‘raça e dor’. A análise mostrou que fisioterapeutas reconhecem a importância do modelo biopsicossocial no tratamento da dor, mas têm dificuldades em aplicá-lo integralmente, especialmente na dimensão social. Enfrentam desafios na compreensão da dor crônica, atribuindo estereótipos psicológicos aos pacientes e reduzindo fatores sociais a questões individuais. Essa limitação também se reflete na compreensão de raça e racismo, reforçando a ideia equivocada de raça como categoria biológica, de “doenças raciais”, além de atribuir características psicológicas e morais de enfrentamento à dor com base na raça. A falta de conhecimento sobre o impacto do racismo na saúde da população negra dificulta um cuidado equitativo e de qualidade.

Abstract

Studies show that Black patients have their pain underestimated and treated inequitably. Racial beliefs and attitudes of healthcare professionals affect pain management, perpetuating racial inequities. This study investigated, through semi-structured interviews, the relationship between conceptions of race and pain among 15 clinical physical therapists with over five years of experience providing musculoskeletal pain care. The transcripts were submitted to content analysis, and the results were organized into the categories: ‘race and health’ and ‘race and pain’. The analysis revealed that physical therapists recognize the importance of the biopsychosocial model in pain treatment but struggle to apply it fully, particularly in the social dimension. They face challenges in understanding chronic pain, attributing psychological stereotypes to patients, and reducing social factors to individual issues. This limitation is also reflected in their understanding of race and racism, reinforcing the misconception of race as a biological category, of “racial diseases”, and assigning psychological and moral characteristics of pain coping based on race. The lack of knowledge about the impact of racism on Black people's health hinders equitable and quality care.

Assunto

Dor musculoesquética, Manejo da dor, Racismo, Fisioterapeutas

Palavras-chave

iniquidade racial, dor musculoesquelética, racismo

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