Intervenções da fisioterapia na instabilidade e dor cervical: um estudo de revisão
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Resumo
INTRODUÇÃO: A estabilidade do complexo cervical vem sendo apontada
como primordial para a otimização funcional e para proteção articular, evitando se assim a sintomatologia e as progressões patológicas locais e globais. Um
desequilíbrio no comprimento funcional, no recrutamento muscular e no
sistema somatossensorial pode gerar estresse mecânico sobre várias
estruturas e sobrecarregar tecidos contráteis e inertes, direta ou indiretamente
envolvidos. Intervenções fisioterápicas, encontradas na literatura decorrem da
aplicação de terapias manuais; mecanismos de feedback; exercícios com
variações de freqüência, duração e carga; exercícios de controle muscular em
atividades funcionais, e, educação continuada pós intervenção. No entanto,
existem controvérsias em relação às melhores técnicas e seus resultados.
Dessa forma, o objetivo do estudo foi verificar a eficácia dos tratamentos
fisioterápicos no ganho da estabilidade da coluna cervical, por meio de uma
revisão da literatura. DESENVOLVIMENTO: Os achados literários
demonstraram técnicas fisioterápicas, recentemente introduzidas, comparadas
quando aplicadas de forma isolada e combinada. Assim, foram discutidas
técnicas de ganho de flexibilidade dos músculos ligados à coluna cervical baixa
e torácica alta; técnicas de relaxamento; de terapia manual; controle postural
da coluna cervical, torácica e lombar (propriocepção e cinestesia); treino de
ativação dos músculos flexores craniocervicais profundos (exercícios
isométricos e de baixa carga); exercícios de força-resistência e co-contração
dos músculos do pescoço; treino funcional; educação e aconselhamento do
paciente. CONCLUSÃO: A educação e o engajamento do paciente com o
processo terapêutico garantiu sua participação ativa e a distribuição de
responsabilidades. No treinamento cinestésico, a percepção proprioceptiva e
posicional de toda a coluna, cintura pélvica e cintura escapular apresentou
boas indicações. Exercícios e mobilizações para ganho de extensão torácica,
exercícios de retração cervical e escapular, flexão de cervical alta,
alongamentos musculares específicos, geralmente foram associados ao
tratamento e apresentaram resultados positivos. Além disso, o treinamento
muscular deve incluir exercícios de ativação e controle dos músculos cervicais
profundos, progredindo para as tarefas funcionais dos membros superiores e
exercícios que simulem o retorno às atividades desejadas. Da mesma forma,
exercícios domiciliares foram fundamentais para a evolução do tratamento e
manutenção dos ganhos obtidos.
Abstract
INTRODUCTION: The stability of the cervical complex has been appointed as
primordial to the functional optimization and to the articular protection, thus
avoiding the symptoms and local and global pathological progressions. An
imbalance in the functional length, in muscle recruitment and in the
somatosensorial system can generate mechanical stress on various structures
and overload contractile and inert tissues, directly or indirectly involved.
Physiotherapy interventions found in the literature results from the application of
manual therapies; feedback mechanism; exercises with varying frequency,
length and load; exercises of muscle control in functional activities, and,
continued education post-intervention. However, there is a controversy
regarding the best techniques and its results. This how, the objective of the
study was to verify the effectiveness of physiotherapy treatments in the gain of
stability of the cervical spine, through a literature review. DEVELOPMENT: The
findings in the literature showed physiotherapy techniques, recently introduced,
compared when applied in an isolated form and in a combined form. This way, it
was discussed techniques of muscle flexibility gain linked to the cervical and
thoracic spine; relaxation techniques; manual therapy; postural control of the
cervical spine, thoracic and lumbar (proprioception and kinesthesis); activation
practice of the craniocervicais flexors muscle (isometric exercises and low
load); exercises of strength-resistance and co-contraction of the neck muscles;
functional training; education and counseling of the patient. CONCLUSION: The
education and the engagement of the patient on the therapeutic process
guaranteed an active participation and an activity distribution. In the kinesthesis
training, the proprioceptive and positional perception of all the spine, pelvic
girdle and scapular girdle presented good indications. Exercises and
mobilizations to gain thoracic length, exercises of scapular and cervical
retraction, flexion of the higher cervical, specific muscles stretching, usually
were associated to the treatment and presented positive results. Furthermore,
the muscle training should include activation exercises and control of the deep
cervical muscles, progressing to the functional tasks of the higher members and
to exercises that simulate the return of desired activities. Similarly, home
exercises were instrumental for the evolution of the treatment and maintenance
of obtained gains.
Assunto
Coluna cervical, Fisioterapia
Palavras-chave
Instabilidade articular, Coluna vertebral, Cervicalgia, Modalidades de fisioterapia