Manejo conservador na rotura prematura de membrana pré-termo (RPMPT) em gestantes internadas na "Casa da Gestante Zilda Arns": resultados maternos e neonatais

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Introdução: A ruptura prematura de membranas pré-termo (RPMPT) vem contribuíndo significativamente com a prematuridade e tem se mostrado como um dos grandes problemas de saúde pública. Objetivos: descrever a prevalência de gestantes submetidas ao manejo conservador de RPMPT, atendidas na Casa da Gestante Zilda Arns do Hospital Sofia Feldman, desde sua criação; caracterizar as gestantes com RPMPT atendidas na Casa, identificar os resultados do manejo conservador de RPMPT na saúde materno - fetal das gestantes atendidas na Casa, no período de 1º de abril de 2011 a 31 de março 2012 e conhecer o desfecho dos recém-nascidos cujas mães foram submetidas ao manejo conservador na Casa da Gestante, no período de 1º de abril de 2011 a 31 de março 2012. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo e documental, realizado com 114 gestantes internadas, com diagnóstico confirmado de RPMPT, no período de abril de 2011 a março de 2012 e seus 115 recém- nascidos. Foram coletados dados sobre as gestantes (município de origem, idade materna; paridade, idade gestacional à internação; tempo de permanência da gestante na Casa; uso de antibiótico (ATB); idade gestacional no parto, ocorrência de infecção materna por corioamnionite e uso de corticóide) e sobre o recém - nascido (condições de saúde do RN (destino ao nascer, durante a internação neonatal, peso ao nascer e Apgar), infecção neonatal, sepse precoce, sepse tardia, número de óbitos neonatais, diagnóstico da membrana hialina, uso de surfactante, tempo de ventilação mecânica, total de dias de uso de O2 e tempo de internação neonatal). A análise estatística baseou-se na descrição das características da população, por meio de distribuição de frequências absolutas e relativas das variáveis. Resultados: Os resultados mostraram que, das 114 gestantes, a maioria era de cidades do interior de Minas Gerais, tinha idade entre 23 e 30 anos, idade gestacional à internação abaixo de 34 semanas, ficou internada na Casa entre um e 11 dias. Do total de gestantes, 70,2% tiveram parto normal e 28,9% fizeram cesárea. Em relação às condições de saúde do RN, a maioria teve Apgar no 5º minuto maior do que 7 (87,8%) e peso ao nascer entre 1500-1999 gramas (37,4%); 16,5% foram encaminhados para o alojamento conjunto e 77,4% encaminhados para internação em Unidade neonatal, com 47,8% destes apresentando a Doença da Membrana Hialina. Considerações finais: Constatou-se que o manejo conservador de gestantes com RPMPT trouxe benefícios para a população estudada, expressos nos resultados maternos e neonatais.

Abstract

Assunto

Enfermagem, Obstetrícia

Palavras-chave

Casa da gestante, Gestação alto risco, Prematuridade, Ruptura prematura de membranas

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