Efeito protetor da vacinação prévia contra a Covid-19: análise do desfecho cognitivo em pacientes vacinados e não vacinados
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Alexandre Luiz de Oliveira Serpa
Rodrigo Nicolato
Rodrigo Nicolato
Resumo
Introdução: A infecção por COVID-19 tem sido associada a déficits cognitivos persistentes,
impactando a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Embora a vacinação tenha
demonstrado eficácia na redução da gravidade da doença e de suas sequelas, o papel da
vacinação na prevenção dos déficits cognitivos pós-infecção ainda não está totalmente
esclarecido, com uma quantidade limitada de estudos disponíveis. É essencial compreender se
a vacinação pode atenuar os sintomas cognitivos pós infecção, e esta dissertação investiga essa
relação por meio de uma revisão sistemática e uma análise empírica comparativa do
desempenho cognitivo de indivíduos vacinados e não vacinados. Métodos: A dissertação foi
estruturada em dois estudos. O primeiro consistiu em uma revisão sistemática da literatura
seguindo as diretrizes PRISMA e registrada no PROSPERO. Foram incluídos artigos que
utilizaram medidas objetivas de cognição e compararam indivíduos vacinados e não vacinados
no momento da infecção. O segundo estudo foi uma análise empírica com 237 indivíduos
previamente infectados por COVID-19 e 105 controles, avaliados por meio de testes
neuropsicológicos. Resultados: A revisão sistemática identificou 1796 artigos, dos quais
apenas cinco atenderam aos critérios de inclusão. A maioria dos estudos não encontrou
associação significativa entre a vacinação prévia e a cognição pós-COVID, mas um estudo com
amostra substancialmente maior apontou uma leve vantagem cognitiva em indivíduos com pelo
menos duas doses da vacina. Na análise empírica, observou-se que indivíduos vacinados com
duas doses apresentaram melhor desempenho nos testes de cópia da Figura Complexa de Rey
Osterrieth e no Teste de Trilhas A quando comparados a indivíduos não vacinados, sugerindo
um possível efeito protetor da vacinação contra déficits cognitivos relacionados ao
processamento visuoespacial, atenção e velocidade de processamento. Conclusões: A
vacinação pode ter um papel na mitigação de déficits cognitivos pós-COVID, mas as evidências
ainda são limitadas e inconclusivas. As inconsistências metodológicas entre os estudos e a
variabilidade na definição do status vacinal dificultam a comparação dos resultados. Os achados
do estudo empírico contribuem para a literatura emergente sobre o tema, mas ainda são
necessários estudos com maior padronização metodológica e análises mais detalhadas dos
domínios cognitivos afetados para compreender melhor o impacto neuroprotetor da imunização
contra a COVID-19.
Abstract
Introduction: COVID-19 infection has been associated with persistent cognitive deficits, impacting the quality of life of affected individuals. Although vaccination has demonstrated efficacy in reducing disease severity and its sequelae, the role of vaccination in preventing post-infection cognitive deficits is still not fully understood, with a limited number of studies available. It is essential to understand whether vaccination can attenuate post-infection cognitive symptoms, and this dissertation investigates this relationship through a systematic review and an empirical comparative analysis of the cognitive performance of vaccinated and unvaccinated individuals. Methods: The dissertation was structured into two studies. The first consisted of a systematic literature review following PRISMA guidelines and registered in PROSPERO. Articles that used objective cognitive measures and compared vaccinated and unvaccinated individuals at the time of infection were included. The second study was an empirical analysis with 237 individuals previously infected with COVID-19 and 105 controls, evaluated through neuropsychological tests. Results: The systematic review identified 1,796 articles, of which only five met the inclusion criteria. Most studies found no significant association between prior vaccination and post-COVID cognition, but one study with a substantially larger sample pointed to a slight cognitive advantage in individuals with at least two doses of the vaccine. In the empirical analysis, it was observed that individuals vaccinated with two doses performed better on the Rey-Osterrieth Complex Figure Copy test and the Trail Making Test A compared to unvaccinated individuals, suggesting a possible protective effect of vaccination against cognitive deficits related to visuospatial processing, attention, and processing speed. Conclusions: Vaccination may play a role in mitigating post-COVID cognitive deficits, but the evidence remains limited and inconclusive. Methodological inconsistencies between studies and variability in the definition of vaccination status hinder the comparison of results. The findings of the empirical study contribute to the emerging literature on the subject, but further studies with greater methodological standardization and more detailed analyses of affected cognitive domains are needed to better understand the neuroprotective impact of COVID-19 immunization.
Assunto
Neuropsicologia, Cognição, COVID-19, Síndrome de Pós-COVID-19 Aguda, Vacinação, Dissertação Acadêmica
Palavras-chave
Avaliação Neuropsicológica, Cognição, Condições Pós-COVID-19, Vacinação, COVID-19
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